Entenda a crise dos refugiados na Europa

Corpo de criança refugiada afogada aparece em praia de resort turco
A crise dos refugiados na Europa - que ganhou destaque na imprensa mundial com a foto do menino sírio Ayslan Kurdi que morreu na tentativa de sua família de encontrar um país que os abrigasse - tem crescido em ritmo acelerado desde o começo deste ano. Assim como Ayslan, sua mãe e seu irmão que buscavam um novo lugar para viverem devido à guerra em seu país, milhares de pessoas morreram em busca de refúgio, seja por via marítima ou terrestre. 

Imigrantes e refugiados morrem na Europa ao fugir pelo mar.

Mediterrâneo

No primeiro semestre do ano, 1.867 pessoas morreram ao tentar cruzar o Mediterrâneo na tentativa de alcançar a Itália ou a Grécia. Apenas no mês de abril foram registradas 1.308 mortes, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Ao todo, um número recorde de 137 mil pessoas fizeram a travessia nesse período, o que representa um aumento de de 83% em relação aos primeiros seis meses de 2014.

Um terço dos homens, mulheres e crianças que alcançaram as costas da Grécia ou da Itália desde o início do ano é oriundo da Síria, palco de uma guerra civil desde 2011.

Síria

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (9), o Acnur aponta que a piora nas condições de vida na Síria e nos países vizinhos está forçando milhares de sírios a arriscar tudo em viagens perigosas para a Europa.

A porta-voz do Acnur, Melissa Fleming citou o aumento de ataques com foguetes e morteiros na capital síria Damasco, o crescimento da explosão de veículos em grandes cidades como Lattakia, Aleppo, Homs, Hassakeh e Qamishli, e o bombardeio pesado em Zabadani e na zona rural de Damasco.

Entre as consequências do conflito, o comunicado cita a desvalorização da moeda - a libra síria perdeu 90% de seu valor ao longo dos últimos quatro anos e as dificuldades enfrentadas pelos cidadãos do país com itens como eletricidade e água.  “ A eletricidade está disponível durante poucas horas do dia, quando existe. Muitas regiões lutam contra a escassez de água. Mais da metade da população vive em extrema pobreza”, diz o texto.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para refugiados (Acnur), 4,08 milhões de refugiados sírios se encontram nos países vizinhos, sendo que a maioria vive fora dos campos formais. Uma avaliação do Acnur na Jordânia, onde mais de 520 mil sírios estão vivendo fora dos campos de refugiados do país, mostrou que 86% das pessoas em áreas urbanas e rurais estão agora vivendo abaixo da linha da pobreza.

Já no Líbano  70% das famílias de refugiados sírios vivem muito abaixo da linha de pobreza nacional - um aumento de 50% em 2014. 

Alemanha

Pela via terrestre, o principal destino dos refugiados tem sido a Alemanha, localizada a uma distância de 3,7 mil quilômetros. O vice-chanceler e ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, anunciou nesta quinta-feira (10), que o país já recebeu, este ano, 450 mil refugiados, dos 800 mil previstos em 2015. Só nos primeiros oito dias de setembro, a Alemanha recebeu 37 mil pedidos de asilo, enquanto em agosto foram registrados 105 mil.

No trajeto feito de trem, os refugiados chegam na Hungria vindos da Sérvia e de lá seguem para a Áustria com destino à  Alemanha.Neste mês, 22 mil migrantes chegaram à Hungria pela fronteira com a Sérvia. Nesta quarta-feira, o chefe do Estado-Maior da Hungria, general Tibor Benko, anunciou que o exército iniciou um exercício militar chamado "ação decisiva" com o objetivo de preparar os soldados para uma possível missão na fronteira com a Sérvia, no sul do país.

Nesta quinta-feira (10), a Áustria anunciou a interrupção por tempo indeterminado das ligações ferroviárias com a Hungria, devido ao “congestionamento em massa da rede provocada pelo fluxo sem precedentes de imigrantes”, afirmou a empresa austríaca responsável pela linha. 

Brasil

Segundo dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, o número de refugiados no Brasil praticamente dobrou nos últimos quatro anos, passando de 4.218, em 2011, para 8.400, em 2015.Entre 2010 e o fim de 2014, o número de reconhecimentos de refúgio aumentou 1.240%. Em agosto de 2015, o governo registrou 12.668 pedidos de refúgio, que aguardam avaliação. 

As principais causas dos pedidos de refúgio são violação de direitos humanos, perseguições políticas, reencontro de famílias e perseguição religiosa. Os sírios formam o maior contingente de refugiados no país, com 2.077 pessoas, seguidos pelos angolanos (1.480), colombianos (1.903), congoleses (844) e libaneses (389).

Fonte: EBC

Conheça as medidas anunciadas pelo Governo para tentar reverter o rombo nas contas públicas

Cinco dias depois de o Brasil perder o grau de investimento, o governo reagiu com medidas para tentar reverter o rombo nas finanças. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciaram juntos um pacote na segunda-feira (14).

A meta do governo é de R$ 66,2 bilhões extras para 2017. 39% disso o governo quer conseguir com corte de gastos. É o que o ministro Joaquim Levy chamou de "cortar na carne", mas a maior parte do dinheiro, 60%, vai vir mesmo de aumento nas receitas: R$ 40,2 bilhões, graças à redução de benefícios, ao aumento de impostos e à volta da CPMF.

Se der certo, o plano tapa o rombo de R$ 30,5 bilhões previsto no Orçamento de 2016, e garante a parte do governo federal no superávit primário até com alguma folga. A repórter Giovana Teles traz os detalhes desse pacote. 

As medidas que vão botar mais dinheiro nos cofres do governo são os aumentos de impostos: perto de R$ 34 bilhões e quase tudo, R$ 32 bilhões, virá pela volta da CPMF, que já foi cobrada na década de 1990, acabou em 2007 e é paga por todos nós.

Pela proposta do governo, nas operações bancárias, saques, transferência, em cada compra que todo mundo fizer, terá a cobrança de 0,2%. O dinheiro vai ser usado para diminuir o déficit da previdência social. O ministro da Fazenda explicou que a CPMF foi escolhida por ter menor impacto na inflação. 

“Essa contribuição é uma contribuição que os bancos estão preparados a implementar relativamente rápido. É uma contribuição que ela indica, ela tem uma grande transparência, ela é uma contribuição que, inclusive, alcança o informal, alcança muitos que estão fora do circuito até a legalidade, então ela tem até um aspecto social importante”, declara Joaquim Levy, ministro da Fazenda.

Chamando de boa notícia, disse que o imposto deve durar quatro anos. “Nosso objetivo é que a CPMF não dure mais que quatro anos”, diz Levy.
O outro imposto que vai aumentar é o imposto de renda da pessoa física sobre ganhos de capital, quando o contribuinte vender um bem: uma casa, por exemplo, a partir de R$ 1 milhão. Quanto mais caro o bem, maior aalíquota, que vai variar de 15 a 30%. A expectativa é arrecadar mais R$ 1,8 bilhão.

Já a contribuição por parte do governo vai ser menor que a do contribuinte. Foram anunciadas nove medidas e, como as de aumento de impostos, quase todas precisam passar pelo Congresso.

O governo quer:
- Adiar o pagamento do reajuste de salário dos funcionários públicos, de janeiro para agosto do ano que vem;
- Suspender concursos públicos;
- Acabar com o chamado abono de permanência, um acréscimo que o servidor recebe para não se aposentar;
- Cortar os salários acima do teto dos funcionários públicos;
- Reduzir gastos como aluguéis, passagens e diárias.

Os cortes também vão atingir programas:
- No PAC, o governo quer direcionar emendas parlamentares obrigatórias para o programa;
- No Minha Casa Minha Vida, quer tirar dinheiro do orçamento da União e compensar com mais recursos do FGTS;
- Na saúde, pretende usar dinheiro das emendas parlamentares para cumprir o gasto obrigatório;
- Na agricultura, vai cortar dinheiro que garantia preços mínimos.

Um total de R$ 26 bilhões.

“É um custo que nós estamos procurando distribuir da maneira mais equilibrada possível nos diversos gastos do orçamento da União, nas diversas receitas da União, distribuir da maneira mais equilibrada possível também nos diversos grupos que compõem a sociedade brasileira”, explica Nelson Barbosa, ministro do Planejamento.

Fonte: Jornal da Globo

Conheça as 5 competências avaliadas na redação do Enem

Enem está chegando. E o caminho para uma redação perfeita é árduo. Diversos pontos devem ser observados, e manter a calma para atender a todas as exigências dos corretores é difícil. Cobra-se coesão, embasamento, articulação. No meio disso tudo, o aluno ainda esbarra nas peculiaridades da língua culta e formal.

Para dar uma força aos milhões de estudantes inscritos, vamos explicar as 5 competências avaliadas na redação do Enem, afinal, a redação vale mil pontos, ou seja, representa 20% da nota final.

1 – Domínio da norma padrão da língua escrita
O título da primeira competência avaliada pelos examinadores pode parecer complexo à primeira vista. Trata-se, na verdade, de um conceito simples. O que o Enem busca avaliar aqui é a capacidade dos estudantes de diferenciar os registros oral e escrito da língua. Um exemplo simples: no cotidiano, usamos a expressão “pra” (contração da preposição “para” e do artigo “a”). Ela pode se adequar perfeitamente a nossas conversas diárias, mas não fica bem quando precisamos fazer um discurso na formatura do colégio ou ainda ao escrever uma carta para a direção da empresa na qual trabalhamos. Nessas situações, deve-se primar pela clareza e pela precisão, possíveis graças à norma culta da língua. O examinador do Enem quer saber se o candidato conhece essas diferenças – e se sabe escrever usando o português correto.

2 – Compreensão da proposta
Um dos erros mais frequentes – e graves – em redações de vestibulares e do Enem é a inadequação ao tema proposto. É o que acontece quando o candidato “foge do tema”, como se costuma dizer. Trata-se de uma falta grave porque sinaliza que o estudante sequer conseguiu entender a proposta da prova (na verdade, o erro é fatal: quem não demonstra essa competência ganha nota zero na redação).

3 – Capacidade de organizar e relacionar informações
Além de apresentar o tema de redação, o Enem oferece aos candidatos textos de apoio, que podem servir de subsídio à reflexão a ser desenvolvida. Esses textos ajudam o exame a avaliar a capacidade do estudante de selecionar e interpretar essas informações e as relacionar com outras, previamente conhecidas por ele. É avaliada ainda a capacidade de organizar todo esse conhecimento em defesa de um ponto de vista pessoal.

4 – Construção da argumentação
Os aspectos avaliados nessa competência dizem respeito à estruturação do texto e apresentação da argumentação. O estudante deve demonstrar que sabe usar o idioma para desenvolver suas ideias sobre o tema proposto de maneira clara e lógica. Dessa forma, será bem-sucedido na tarefa de comunicar a mensagem pretendida.

5 – Elaborar proposta de intervenção ao problema exposto
A última competência busca avaliar se o candidato tem condições de propor alguma ideia para solucionar um problema. É fundamental detalhar os meios que seriam utilizados para a solução do problema. O próprio MEC ressalta que as propostas devem ser feitas respeitando-se os direitos humanos, o que implica não romper com valores como cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural.

A origem do Prêmio Nobel da Paz

O químico sueco Alfred Bernhard Nobel (1833-1896), que ficou milionário com a invenção da dinamite, pediu em testamento que a renda de sua fortuna fosse usada para premiar 'aqueles que, no ano anterior, tivessem conferido maior benefício à humanidade'. Cinco anos após sua morte, a fundação que administra seus bens criou o prêmio que leva seu nome. A partir de 1901, comissões de intelectuais passaram a se reunir anualmente para eleger os vencedores do prêmio em Literatura, Paz, Física, Química e Medicina e Fisiologia. O prêmio de Economia foi instituído apenas em 1969, por decisão da Fundação Nobel.

As razões que levaram Alfred Nobel a destinar sua fortuna aos prêmios são pouco conhecidas. Acredita-se que ele pretendia compensar o mal que o uso da dinamite trouxe à humanidade. Em 1888, um jornal francês o apelidou de 'mercador da morte', algo que o teria feito se sentir mais culpado. A criação do Prêmio Nobel da Paz parece ter sido fruto da influência de sua amiga Bertha von Suttner, uma pacifista austríaca.

Fontes: Museu Nobel (www.nobel.se); 'The Nobel Prize: The First 100 Years', de A.W. Levinovitz e N. Ringertz

Reaproximação entre Cuba e Estados Unidos


O dia 17 de dezembro de 2014, os Estados Unidos da América (EUA) e Cuba tornaram públicas suas intenções de reaproximação diplomática. O anúncio desse começo de abertura de relações políticas entre os dois países veio acompanhado de negociações para libertação do americano Alan Gross, em Cuba, bem como a libertação de três cubanos na Flórida (EUA), acusados de espionagem. Tanto o líder cubano, Raúl Castro, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursaram sobre o fato da libertação desses indivíduos e assinalaram a perspectiva de uma nova fase entre os dois países. 

Esse acontecimento tem uma relevância notória (e, por isso mesmo, vem sendo amplamente noticiado na imprensa internacional) exatamente por terem sido publicamente declaradas as intenções de reaproximação. Contudo, a história da relação entre Cuba e EUA, desde os anos 1960 até agora, é marcada por várias contradições, tanto de um lado quanto de outro. As contradições começam logo com as investidas revolucionárias do grupo liderado por Fidel Castro, na década de 1950, contra o governo de Fulgêncio Baptista. Há já um longo debate historiográfico que esmiúça, nesse contexto, a participação dos EUA tanto em apoio às forças de Baptista quanto em eventuais auxílios aos guerrilheiros. 

Ademais, no contexto da Guerra Fria, a Revolução Cubana só representou, de fato, um ícone do comunismo na América Latina quando começou a estreitar relações com a União Soviética no início dos anos de 1960. Até 1959, quando os revolucionários ocuparam Havana e empossaram Manuel Urrutia Lléo presidente — um advogado com tendências ideológicas liberais —, os rumos de uma “Cuba comunista” e de uma “luta contra o imperialismo Ianque” ainda não haviam sido plenamente traçados. Essa perspectiva só se definiu quando os irmãos Castro assumiram de fato o controle da ilha, tanto político quanto econômico e militarmente, optando pelo apoio ao bloco soviético. 

Essa opção de Cuba implicava, naturalmente, rechaçar a estrutura econômica americana que havia na ilha há décadas. As “plantations” e os demais investimentos americanos em Cuba foram desapropriados ou expropriados pelo Estado comandado pelos Castro. A institucionalização de uma burocracia gerenciadora do país, estatizante e profundamente dependente da URSS, valendo-se da retórica revolucionária socialista, provocou a reação do bloco ocidental, sobretudo dos EUA, que, a partir de 1961, romperam relações diplomáticas com Cuba após o episódio da invasão da Baía dos Porcos. O momento mais crítico e tenso da Guerra Fria no que se refere à relação EUA-Cuba foi o da Crise dos Mísseis.

Com a queda do bloco soviético em 1989 e as reformas estruturais na Rússia e nos demais países, as relações entre Estados Unidos e Cuba passaram a tomar outro rumo. Cuba foi submetida à pressão de embargos econômicos na forma de duas leis principais: A Lei Torricelli, de 1992, e a Lei Helms-Burton, de 1996. Essas leis dificultavam a articulação econômica de empresas que tinham ou queriam estabelecer negócios em Cuba, já que esse país não contava mais com o auxílio soviético. Além disso, há ainda a posição dos emigrados cubanos que vivem nos EUA. Essa comunidade cubano-americana possui opiniões bastantes diversas e contundentes com relação aos embargos. Enquanto uns apoiam o seu fim, outros defendem a sua manutenção como forma de pressão para a ruína do regime instalado pelos Castro. 

A partir dos anos 2000, houve uma maior flexibilidade com relação às parcerias econômicas entre Cuba e diversos outros países, incluindo o Brasil e os EUA. Recentemente, o financiamento do Porto de Mariel em Cuba pelo governo brasileiro repercutiu enormemente, sobretudo por conta de acusações em torno da obscuridade na prestação de contas de tal empreendimento. Mas o fato é que Cuba tem buscado manter-se “de pé” politicamente, segurando a moldura de um regime autoritário, ao mesmo tempo em que se articula economicamente como pode e com quem pode. A renúncia de Fidel Castro trouxe mais uma reviravolta a esse cenário, e seu irmão, que sempre foi considerado mais radical e mais ligado ao núcleo duro das Forças Armadas cubanas, vem demostrando, contraditoriamente, essa perspectiva de abertura. Essa postura talvez seja influenciada por uma articulação política que leva em conta a idade avançada tanto de Fidel quanto do próprio Raúl Castro e dos demais membros da elite dirigente de Cuba. O regime precisará ser reformado nos próximos anos; e ao que tudo indica, Raúl Castro deve estar preparando uma nova elite para isso, como acentua o pesquisador Maurício Santoro, no trecho a seguir:

“Expectativas moderadas e uma clara noção dos limites do possível podem levar à melhoria expressiva das relações entre Estados Unidos e Cuba, abrindo possibilidades positivas para o futuro imprevisível após a morte dos irmãos Castro. A ausência de uma figura pública com legitimidade comparável à dos líderes revolucionários pode criar um perigoso vácuo político, com o risco de disputas violentas pelo poder. Nesse contexto, faz sentido que Washington aposte na construção de vínculos de confiança com altos funcionários do governo cubano, nas esferas diplomática, militar e econômica, que seriam de grande valia num cenário turbulento como esse.” (SANTORO, Maurício. Cuba após a Guerra Fria: mudanças econômicas, nova agenda diplomática e o limitado diálogo com os EUA. Rev. bras. polít. int., Brasília, v. 53, n. 1, July, 2010. p. 138)

Ademais, é preciso ficar atento à situação atual de Cuba, às principais reivindicações da população cubana, aos motivos de haver tanta evasão do país e ao interesse que a comunidade econômica internacional, incluindo o Brasil, tem na ilha. Essas podem ser as principais especulações que os vestibulares e o Enem poderão explorar no ano que vem. 

Fonte: Brasil Escola

Placas de trânsito utilizadas no Brasil - Sinalização de Advertência


Criança Esperança: Projeto em Pernambuco incentiva o aprendizado através da tecnologia


Projeto atende cerca de 200 crianças de cinco a 13 anos de idade (Foto: Divulgação)
Projeto atende cerca de 200 crianças de 5 a 13 anos de idade (Foto: Divulgação)
Renato Ailton, de 12 anos, quer ser médico quando crescer. Para isso, ele sabe que precisa estudar muito. Como não tem computador em casa, o menino de Limoeiro, Pernambuco, faz suas pesquisas da escola nos computadores do Instituto Padre Luis Cecchin. Lá, Renato é uma das 200 crianças beneficiadas pelo projeto Educação – Incentivo à leitura/Formação de biblioteca, apoiado pelo Criança Esperança em 2015.

– Aqui eles ensinam muita coisa para a gente. Eu agora conheço mais os livros e aprendo coisas diferentes. Minhas notas melhoraram muito. E eu posso usar o computador para fazer pesquisa da escola. A última que eu fiz foi sobre o São João. Se eu não frequentasse o centro, ia ter que pagar uma lan house para usar o computador e fazer os trabalhos da escola – conta Renato.

No espaço, as crianças contam com brinquedoteca, livros e computadores. O objetivo do projeto é oferecer um espaço lúdico, educativo e de acessibilidade às novas tecnologias como campo de aprendizado. É o que conta a educadora social Elenilda Xavier:

– O projeto é bem amplo e na brinquedoteca as crianças têm um espaço mais livre. Lá, elas podem ter contato com as novas tecnologias, usar o computador para ler livros online e fazer pesquisas escolares. A partir disso, vamos puxando outras atividades, como teatro, recreação com jogos educativos e sessões multimídia, onde apresentamos vídeos e filmes. Outro dia, passamos vídeos sobre o bullying e conversamos sobre o assunto com os maiores. Com as crianças menores, passamos vídeos para, por exemplo, elas aprenderem a escrita das palavras. Aqui elas aprendem brincando – explica.

As atividades desenvolvidas na brinquedoteca pretendem favorecer também o convívio social  (Foto: Divulgação)
As atividades desenvolvidas na brinquedoteca pretendem favorecer também o convívio social
(Foto: Divulgação)

As atividades desenvolvidas na brinquedoteca, como oficinas de incentivo à leitura, jogos pedagógicos, vídeos e filmes pretendem favorecer também o convívio social enquanto trabalham de forma lúdica. João Vitor, de 12 anos, diz que a vida ficou mais divertida depois que começou a frequentar o Instituto.

– A gente lê livros, usa o computador, assiste a filmes, joga e brinca. O projeto me ajuda na escola porque quando tem pesquisa eu venho fazer o trabalho aqui. Se eu tiver uma dúvida, posso esclarecê-la melhor. Se eu não frequentasse o centro, ia estar em casa, dormindo – conta.

O projeto atende crianças de 5 a 13 anos e os educadores adaptam as atividades de acordo com a idade dos beneficiados. Elenilda diz ainda que o apoio do Criança Esperança foi de extrema importância para a inciativa.

– Nós não tínhamos condições de manter o projeto e o Criança Esperança disponibilizou os recursos para viabilizar a compra de material e o pagamento dos funcionários. E a gente vê que o projeto está fazendo a diferença na vida das crianças, já se nota o desenvolvimento deles para melhor – conclui.

O objetivo do projeto é oferecer um espaço educativo e de acessibilidade às novas tecnologias  (Foto: Divulgação)
Projeto  oferece espaço educativo e de acessibilidade às novas tecnologias
(Foto: Divulgação)

Sobre o Criança Esperança

Em 2015, o Criança Esperança completa 30 anos criando oportunidades de desenvolvimento para mais de 4 milhões de crianças, adolescentes e jovens. Este ano, a Unesco selecionou 30 projetos que serão apoiados pelos próximos dois anos em todas as regiões do Brasil, além dos três Espaços Criança Esperança, localizados no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco – beneficiando, diretamente, cerca de 15.400 crianças.

É possível fazer doações durante o ano inteiro, em qualquer casa lotérica do país, ou ainda, pelo site do Criança Esperança (www.criancaesperanca.com.br).

Os recursos arrecadados são depositados diretamente na conta da Unesco, que é responsável pela seleção de projetos, por meio de edital público, realizada anualmente. Após a seleção, a Unesco monitora e faz o acompanhamento técnico e financeiro dos projetos apoiados.

O Criança Esperança é uma campanha da Globo com a Unesco em parceria com milhões de brasileiros.



6 perguntas e respostas sobre a redação no vestibular e Enem

A redação precisa sempre ter título? Usar clichês pode fazer perder pontos? É permitido fazer trocadilhos? Na hora de fazer a prova de redação do vestibular ou Enem, sempre rolam algumas dúvidas. Selecionamos as perguntas mais frequentes enviadas pelos nossos leitores e pedimos para os professores do cursinho Oficina do Estudante responderem. Se a sua não foi respondida, mande para a gente nos comentários!

Getty Images

– A redação precisa sempre ter título?
Em geral, o título só é obrigatório se for pedido nas instruções da proposta da prova de redação. Caso contrário, ele é opcional – regra que se aplica principalmente à dissertação. Contudo, se a prova de redação trouxer gêneros variados, como a prova da Unicamp, o título poderá ser obrigatório. Isso acontece se o título fizer parte da configuração do gênero pedido pela prova. Por exemplo, se uma notícia for pedida, o texto produzido deverá ter um título, pois este faz parte da configuração (características) do gênero notícia. É importante que o aluno tenha noção dos gêneros que têm como característica intrínseca o título – conhecimento que ele adquire com suas experiências de leitura.
– Posso usar trocadilhos e piadinhas no meu texto? O que não pode ter de jeito nenhum?
A questão dos trocadilhos é muito delicada e o uso deve ser cauteloso. Se houver o uso deste recurso, é preciso que seja bem articulado e esteja em sintonia com a estrutura geral do texto e com a proposta de redação. O trocadilho, mal empregado, pode prejudicar o texto, gerando expressões/parágrafos plurissignificantes (com mais de um significado), os quais podem prejudicar a interpretação e a avaliação da redação. Assim como é preciso ter cuidado com o uso de trocadilhos, também é preciso muita atenção ao uso de ditados populares, frases prontas e ironias que podem trazer sentidos não desejados pelo autor.
– Clichês me fazem perder pontos na nota?
O uso de clichês, na maioria absoluta dos casos, leva à perda de pontos pelo candidato. Clichê (também chamado de chavão ou lugar comum) corresponde a uma expressão desgastada e previsível, justamente pelo uso em larga escala. Repetir algo que todo mundo conhece e usa exaustivamente demonstra falta de originalidade e autoria ao escrever.
– O que uma dissertação precisa ter?
Dissertação é um tipo de texto de natureza reflexiva que consiste na ordenação de ideias, na proposição de argumentos e na discussão. Dissertar é discutir, questionar, expressar um ponto de vista. É essencial, nesse tipo de texto, que haja o desenvolvimento de raciocínios e argumentos que fundamentem as posições apresentadas.
– Falar sobre o tema proposto, mas não escolher uma das alternativas apresentadas para defender, como pedem algumas redações, faz um texto ser desclassificado?
Considerando um tipo de texto que necessita de um posicionamento (um artigo de opinião, por exemplo), não assumir uma posição pode levar à nota zero em gênero textual e à consequente anulação da redação. Já em uma dissertação cuja proposta não comporte o pedido para um posicionamento, o candidato não precisa necessariamente chegar a uma conclusão específica – mas é preciso que haja discussão, argumentação e reflexão das questões relacionadas ao tema e à coletânea de textos apresentada.
– No caso das redações do Enem, se o estudante não colocar uma proposta de solução do problema, ele perde pontos? Essa proposta pode aparecer na conclusão do texto ou é melhor apresentá-la desde o começo?
Não colocar a proposta de solução do problema na redação do ENEM fará com que o estudante perca 200 pontos na hora da correção. Mas atenção: proposta de solução não é sinônimo de conclusão; ou seja: não precisa ser apresentada apenas na parte final da redação. Um texto bom, segundo a proposta geral do ENEM, é aquele que, além de deixar clara a proposta de solução para o problema apresentado, integra a mesma à argumentação geral do texto. Assim, a proposta pode ser apresentada em conjunto com a exposição sobre o tema, de maneira integrada e articulada.

Fonte: Guia do Estudante

143 perguntas bíblicas e as respectivas respostas (Parte 4)


I Reis

61. Qual o personagem bíblico que morreu por ir em busca dos seus escravos fugitivos ?
R: Simei. I Reis 2-40,42,46.

62. Quantos provérbios escreveu Salomão ?
R: Três mil. I Reis 4-32.

63. Quantos cânticos Salomão compôs ?
R: Mil e cinco. I Reis 4-32.

64. Por que o rei Davi não pôde construir um Templo para Deus ?
R: Por causa das muitas guerras que ele teve de enfrentar contra os seus inimigos. I Reis 5-3.

65. De onde foi tirada a madeira para a construção do 1º Templo de Jerusalém ?
R: Do Líbano. I Reis 5-6.

66. Quais os reis que praticaram comércio marítimo entre os seus reinos ?
R: Hirão, rei de Tiro e Salomão, rei de Israel. I Reis 9-27.

67. Quantas vezes Deus apareceu a Salomão ?
R: Duas vezes. I Reis 11-9.

68. Qual o nome do rei de Israel cujo filho morreu quando sua mãe entrou em casa ?
R: Jeroboão. I Reis 14-1,2,17.

69. Qual o rei de Israel que morreu queimado em seu próprio castelo ?
R: Zinri. I Reis 16-18.


II Reis

70. Onde se lê na Bíblia a morte de um grupo de rapazes por terem zombado de um servo do Senhor, chamando-o de careca ?
R: II Reis 2-23,24.

71. Quem morreu de dor de cabeça ?
R: O filho da mulher de Suném. II Reis 4-17,18,19,20.

72. Quem foi a 1ª pessoa na Bíblia que realizou o milagre da multiplicação de pães ?
R: Eliseu. II Reis 4-42,43,44.

73. Quem fez o ferro flutuar na água ?
R: Eliseu. II Reis 6-6.

74. Qual o nome que deram à serpente de bronze levantada por Moisés no deserto ?
R: Neustã.II Reis 18-4.

75. Quem, pela oração, teve sua vida aumentada por 15 anos ?
R: Rei Ezequias. II Reis 20-1,2,3,4,5,6.

76. Qual o rei que adivinhava pelas nuvens, praticava feitiçaria e queimou o seu filho em sacrifício ?
R: Manassés, rei de Judá. II Reis 21-6,11.

Eduardo Campos


Eduardo Campos (1965-2014) foi um político brasileiro. Ex-governador do Estado de Pernambuco, por dois mandatos. Ex-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi Deputado Estadual, Deputado Federal e Secretário da Fazenda. Foi Ministro da Ciência e Tecnologia. Foi pré-candidato à Presidência da República, pelo PSB, para as eleições de outubro de 2014.

campos-bebe.jpg
Filho da ex-deputada federal e ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes com o escritor Maximiano Accioly Campos (1941-1998), Eduardo Henrique Accioly Campos nasceu no Recife, em 10 de agosto de 1965. É neto de Miguel Arraes (1916-2005), ex-governador de Pernambuco

Eduardo Campos (de pé) quando criança, ao lado do pai, Maximiano Accioly Campos, da mãe, Ana Arraes, e do irmão mais novo (no colo)Arquivo pessoal

Eduardo Campos (1965-2014) nasceu no Recife, Pernambuco, no dia 10 de agosto de 1965. Filho da advogada e política Ana Arraes de Alencar e do escritor Maximiano Accioly Campos. Eduardo é neto de Miguel Arraes de Alencar, ex-governador de Pernambuco e de Célia de Souza Leão Arraes. Iniciou seus estudos no Instituto Capibaribe. Com 16 anos ingressou no curso de Economia da Universidade Federal de Pernambuco. Iniciou sua militância política no Diretório da Universidade. Formou-se em 1985, foi laureado e orador da turma.

Aos 20 anos, se formou em economia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Em 1986 atuou na campanha de seu avô, Miguel Arraes, para o governo do Estado de Pernambuco, eleito pelo PMDB. Em 1987 é nomeado chefe do gabinete do Governador Miguel Arraes. Participou diretamente da criação da primeira Secretaria de Ciências e Tecnologia do Nordeste e da primeira Fundação de Amparo à Pesquisa da Região (FACEPE)

Em 1986, então no PMDB, participou da campanha que reelegeu Miguel Arraes como governador de Pernambuco e, em 1988, se tornou chefe de gabinete dessa gestão

 digitalizar0135.152701.jpg

Em 1990 filia-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e concorre às eleições para deputado estadual, conquistando seu primeiro mandato. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco, foi líder e um dos mais destacados parlamentares da bancada de oposição. Ganhou o "Prêmio Leão do Norte", entregue pela Assembléia Legislativa aos parlamentares com atuação mais relevante.

Eduardo Campos concorre em 1994, a deputado federal, por Pernambuco, sendo eleito com 133 mil votos. Em 1995 fica a disposição do Estado, no cargo de Secretário do Governo de Miguel Arraes. Em 1996 passa a exercer o cargo de Secretário da Fazenda, onde permaneceu até 1998. Na Secretaria da Fazenda, criou o "Todos com a Nota", que deu grande impulso ao futebol e elevou a arrecadação de tributos de Estado. Nesse mesmo ano é candidato a deputado federal onde é reeleito com o maior número de votos do Estado.

Em 1994, se elegeu deputado federal por Pernambuco com 133 mil votos, mas, no ano seguinte, deixou o Congresso para ser secretário do Governo e, em 1996, da Fazenda de Pernambuco. Em 1998, foi reeleito para a Câmara Federal com 225 mil votos. Teve ainda um terceiro mandato, em 2002

Em 2002 é outra vez reeleito e destaca-se como articulador no Governo Lula, sendo considerado um dos 100 parlamentares mais influentes do Congresso. Em 2003 é nomeado para o Ministério de Ciência e Tecnologia, com apenas 38 anos. Em 2005 é eleito para a presidência do PSB, porém, no ano seguinte se licenciou para concorrer ao Governo do Estado de Pernambuco.
Em 2003, Eduardo Campos foi empossado ministro de Ciência e Tecnologia de Lula, no lugar de Roberto Amaral. A principal discussão em pauta era a Lei de Biossegurança, que legislava sobre pesquisas com células-tronco e alimentos transgênicos
Rivais na eleição de 2014, Dilma e Campos trocaram os últimos afagos em evento público. O PSB foi aliado do PT durante os dois mandatos de Lula e nos primeiros anos do governo Dilma, mas rompeu a aliança em setembro e ainda conseguiu que Marina Silva, que teve boa votação nas eleições de 2010, se filiasse ao partido

Eduardo Campos entra na disputa, em 2006, para o Governo do Estado de Pernambuco, vencendo com 65% dos votos. Em 2010, Eduardo Campos é reeleito com 82% dos votos válidos. Na sua primeira gestão, o governador coloca na internet, as contas pública de Pernambuco, no Portal da Transparência do Estado.
Eduardo Campos cumpriu seu programa de governo, com a construção de 3 hospitais, 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e 13 escolas técnicas em todas as regiões do Estado. Lançou o programa de segurança, "Pacto pela Vida", que reduziu os índices de criminalidade do Estado. Com a ampliação do porto de SUAPE e a construção do Estaleiro Atlântico Sul, a economia do Estado apresentou índices de crescimento econômico superiores aos do Brasil.

Em 1º de janeiro de 2007, assumiu o Palácio do Campo das Princesas e foi reeleito com 82,83% dos votos válidos. Foi governador de Pernambuco até abril de 2014, quando renunciou para concorrer à Presidência pelo PSB. Seu vice, João Lyra Neto, assumiu o cargo

A administração de Eduardo Campos foi reconhecida como uma das mais eficazes do país, foi premiada pelo Movimento Brasil Competitivo. Foi considerado pela Revista Época, um dos 100 brasileiros mais influentes do ano. Em 2010, por duas vezes ocupou o primeiro lugar no Ranking de Governadores do Instituto Data folha de Pesquisas, chegando ao índice de 80% de aprovação entre os pernambucanos.

Eduardo Henrique Accioly Campos foi casado com Renata de Andrade Lima Campos. O casal teve cinco filhos, Maria Eduarda, João, Pedro e José Henrique e Miguel, nascido no dia 28 de janeiro de 2014.

É casado com a economista e auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco Renata Campos desde 1991

10552531_10153053252264908_9219373736896171788_n.jpg


Eduardo Campos deixou o cargo de governador de Pernambuco no início de 2014 para se dedicar à campanha presidencial. Lançou sua chapa com Marina Silva, ex-ministra do meio ambiente. A chapa Eduardo e Marina estava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Definida por Campos como "verdadeiro terremoto na política brasileira", a união com Marina Silva após o fracasso dela em criar um novo partido foi oficializada em evento que lançou a líder da Rede como vice na chapa do pessebista. Ela classificou a junção como "casamento de uma tapioca com um açaí"

A última aparição na TV foi ao vivo no Jornal Nacional em uma entrevista marcante. Na m,anhã seguinte Eduardo morreria em um acidente aéreo.


Eduardo Campos faleceu no dia 13 de agosto de 2014, em acidente aéreo na cidade de Santos, São Paulo.



Fonte: E-biografias
Imagens: Google