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João Goulart: O Presidente das Reformas e da Resistência

 


João Goulart: O Presidente das Reformas e da Resistência

João Goulart, o Jango, presidiu o Brasil entre setembro de 1961 e março de 1964, em um dos períodos mais conturbados da história republicana. Marcado por uma polarização ideológica intensa, seu governo foi repleto de desafios econômicos, sociais e políticos, culminando em sua deposição pelo golpe militar de 1964. Vamos aprofundar os detalhes desse governo transformador e conturbado.

Chegada ao Poder: Uma Posse Conturbada

A posse de João Goulart como presidente foi resultado de uma sucessão turbulenta. Após a renúncia de Jânio Quadros em agosto de 1961, setores militares e conservadores tentaram impedir Jango, vice-presidente eleito, de assumir o cargo devido às suas inclinações políticas nacionalistas e sua proximidade com sindicatos e movimentos sociais.

Como solução, instituiu-se um regime parlamentarista como meio de limitar seus poderes. Nesse sistema, Jango governava sob a supervisão de um primeiro-ministro. Contudo, em janeiro de 1963, um plebiscito restabeleceu o presidencialismo, devolvendo-lhe os plenos poderes e reforçando sua autoridade.

As Reformas de Base: Transformar o Brasil

O ponto central do governo de João Goulart foram as Reformas de Base, um ambicioso programa de mudanças estruturais que buscava modernizar o Brasil e reduzir as desigualdades sociais e econômicas. Entre as principais reformas propostas estavam:

  • Reforma Agrária: Proposta de redistribuição de terras improdutivas, afetando latifúndios, para combater a concentração fundiária e promover a inclusão social.

  • Reforma Educacional: Ampliação do acesso à educação básica, combate ao analfabetismo e fortalecimento do ensino técnico.

  • Reforma Tributária: Proposta para tornar o sistema tributário mais progressivo, aliviando os impostos das classes mais baixas e aumentando a tributação sobre grandes fortunas.

  • Reforma Urbana: Melhoria das condições de moradia e infraestrutura nas cidades, com maior regulação de aluguéis e investimento habitacional.

  • Reforma Eleitoral: Ampliação do direito ao voto, incluindo analfabetos e setores marginalizados da população.

Essas reformas geraram grande apoio popular entre trabalhadores rurais, urbanos, estudantes e sindicatos. No entanto, a oposição de setores conservadores, como latifundiários, empresários e elites urbanas, foi feroz. Essas forças acusavam Jango de tentar implementar um programa socialista no Brasil, aumentando a polarização social e política.

Crise Econômica e Pressões Políticas

Durante o governo de Jango, o Brasil enfrentou uma grave crise econômica. A inflação alcançou patamares superiores a 70% ao ano, enquanto o déficit público e a estagnação econômica enfraqueceram o apoio ao governo. As medidas de controle econômico propostas pelo governo não conseguiram conter o agravamento da situação.

Além disso, a crescente polarização política tornou-se evidente. Manifestações como o Comício da Central do Brasil, em março de 1964, reuniram milhares de pessoas em apoio às reformas de Jango, enquanto as Marchas da Família com Deus pela Liberdade mobilizaram setores conservadores contra o governo.

Golpe Militar de 1964: O Fim do Governo

Em 31 de março de 1964, uma coalizão entre militares, empresários, setores conservadores e apoio internacional dos Estados Unidos depôs João Goulart, acusando-o de conduzir o Brasil rumo ao comunismo. O golpe marcou o início da ditadura militar, que durou até 1985. Jango exilou-se no Uruguai e posteriormente na Argentina, onde permaneceu até sua morte, em 1976.

O Legado de João Goulart

O governo de João Goulart deixou um legado marcante de luta por mudanças estruturais e de exposição das tensões sociais, políticas e econômicas do Brasil da época. Embora tenha sido deposto, suas propostas e sua trajetória continuam a inspirar debates sobre desenvolvimento, democracia e justiça social no país.

Jango é lembrado como um presidente que tentou implementar reformas profundas em um período de grande resistência e como uma figura central em um dos momentos mais turbulentos da história política brasileira.

 

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Jânio Quadros: O Presidente que Abalou o Brasil em Apenas Sete Meses

 



O governo de Jânio Quadros (31 de janeiro a 25 de agosto de 1961) foi um dos períodos mais intrigantes e controversos da história política brasileira. Apesar de sua curta duração, sua gestão foi marcada por decisões ousadas, uma política externa inovadora e uma renúncia que mergulhou o país em uma crise institucional. Vamos explorar mais profundamente os detalhes desse período.

A Campanha e a Chegada ao Poder

Jânio Quadros foi eleito presidente em 1960 com uma das campanhas mais icônicas da história brasileira. Seu símbolo, a vassoura, prometia "varrer a corrupção" e moralizar a política. Ele conquistou uma ampla base de apoio popular, mas sua relação com o Congresso e as elites políticas era tensa desde o início.

Medidas Polêmicas e Moralistas

Durante seu curto mandato, Jânio implementou uma série de medidas que chamaram a atenção por seu caráter moralista e, muitas vezes, impopular:

  • Proibição de práticas culturais e sociais: Ele baniu o uso de biquínis em concursos de beleza e proibiu as rinhas de galo, medidas que foram vistas como excessivamente moralistas.

  • Controle econômico: Jânio tentou conter a inflação e equilibrar as contas públicas com medidas como a desvalorização da moeda e o congelamento de salários. Essas políticas geraram insatisfação entre trabalhadores e empresários.

  • Combate à corrupção: Ele buscou implementar uma gestão austera e combater práticas corruptas, mas enfrentou resistência de setores políticos que se sentiam ameaçados por suas ações.

Política Externa Independente

Uma das marcas mais notáveis do governo Jânio Quadros foi sua política externa, que ele chamou de "política externa independente". Em plena Guerra Fria, Jânio buscou uma postura de neutralidade e pragmatismo, aproximando-se tanto de países capitalistas quanto socialistas. Alguns episódios marcantes incluem:

  • Condecoração de Che Guevara: Jânio concedeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul ao revolucionário cubano Che Guevara, o que gerou críticas intensas de setores conservadores e dos Estados Unidos.

  • Aproximação com países socialistas: Ele buscou estreitar laços com a União Soviética e outros países do bloco socialista, desafiando a tradicional aliança do Brasil com os Estados Unidos.

A Renúncia e Suas Consequências

Em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros surpreendeu o país ao renunciar ao cargo, alegando estar sendo pressionado por "forças terríveis". Sua renúncia foi interpretada como uma tentativa de retornar ao poder com apoio popular, mas o plano fracassou. O ato inesperado mergulhou o Brasil em uma grave crise política, levando à posse do vice-presidente João Goulart em um contexto de grande instabilidade.

A renúncia de Jânio Quadros expôs a fragilidade das instituições democráticas brasileiras e abriu caminho para uma série de eventos que culminariam no golpe militar de 1964.

O Legado de Jânio Quadros

Apesar de seu curto mandato, Jânio Quadros deixou um legado de controvérsias e lições políticas. Ele é lembrado como um líder carismático, mas imprevisível, cuja gestão destacou a importância do equilíbrio entre liderança e governabilidade. Seu governo é um lembrete de como decisões impulsivas podem moldar o destino de uma nação.

 

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Juscelino Kubitschek: O Visionário que Transformou o Brasil

 


Juscelino Kubitschek: O Visionário que Transformou o Brasil

O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi um dos períodos mais emblemáticos da história do Brasil, trazendo modernização, crescimento econômico e mudanças estruturais. Vamos explorar mais detalhes sobre as realizações e desafios dessa gestão histórica.

Plano de Metas: O Pilar do Desenvolvimento

O Plano de Metas foi o grande carro-chefe de JK, baseado no lema "50 anos em 5". O plano focava em cinco áreas principais: energia, transporte, indústria, alimentação e educação. Ele buscava acelerar o desenvolvimento do Brasil e atrair investimentos estrangeiros, promovendo a industrialização e integrando o país economicamente. Algumas das principais realizações incluem:

  • Energia: Ampliação da capacidade energética com a construção de usinas hidrelétricas, como Três Marias (MG) e Paulo Afonso (BA), que garantiram o suporte energético necessário para a indústria e a urbanização.

  • Transportes: Implementação de uma ampla rede rodoviária conectando regiões distantes do país, incentivando a integração nacional. Destaque para a criação da rodovia Belém-Brasília, um marco na ligação entre o Norte e o Centro-Oeste.

  • Indústria: Incentivo ao setor automobilístico, com a instalação de montadoras como Volkswagen e General Motors no Brasil. Isso impulsionou a produção nacional e gerou milhares de empregos diretos e indiretos.

  • Educação: Investimento na criação de escolas técnicas e universidades, visando preparar mão de obra qualificada para atender às demandas de um país em modernização.

Brasília: A Nova Capital

A construção de Brasília, projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, foi a obra mais ambiciosa do governo JK. Além de ser a nova capital administrativa, Brasília tinha como objetivo promover a interiorização do desenvolvimento, afastando o eixo político e econômico do litoral. Com sua inauguração em 21 de abril de 1960, Brasília tornou-se um símbolo da modernidade e ousadia do governo.

Apesar do enorme esforço para concluir a cidade em tempo recorde, a construção foi alvo de críticas:

  • Acusações de gastos excessivos, que contribuíram para o aumento da dívida pública.

  • Condições de trabalho precárias enfrentadas pelos "candangos", os trabalhadores que construíram a cidade.

No entanto, a cidade consolidou-se como um marco histórico e arquitetônico.

Crescimento Econômico e Desafios

Durante o governo JK, o Brasil viveu um período de grande crescimento econômico. O PIB teve uma média de expansão de 8,1% ao ano, colocando o país em uma trajetória de industrialização acelerada. Contudo, esse crescimento trouxe desafios:

  • Dívida Externa: O volume de investimentos externos, embora necessário para o desenvolvimento, resultou em um aumento significativo da dívida externa.

  • Inflação: O crescimento econômico gerou um impacto nos preços, levando ao aumento da inflação, que ultrapassou 30% ao final do governo.

  • Desigualdade Regional: Apesar dos avanços no interior do país, grande parte do crescimento beneficiou principalmente as regiões Sudeste e Sul, ampliando as desigualdades regionais.

Política Externa e Interna

Na política externa, JK promoveu uma postura conciliatória e alinhada aos blocos ocidentais. Ele também foi responsável pela criação da Operação Pan-Americana, uma iniciativa diplomática voltada para o fortalecimento da cooperação entre os países da América Latina e os Estados Unidos.

Internamente, JK teve que lidar com pressões políticas constantes, principalmente de setores opositores, como a UDN e os militares. Contudo, sua habilidade política e carisma permitiram que ele mantivesse uma base parlamentar que assegurou a continuidade de seu plano.

Legado de JK

Juscelino Kubitschek encerrou seu mandato em 31 de janeiro de 1961, tendo cumprido a promessa de entregar o governo ao sucessor eleito, Jânio Quadros, fortalecendo a democracia brasileira. Seu legado inclui:

  • A transformação estrutural do Brasil rumo à industrialização e modernidade.

  • A criação de Brasília, hoje Patrimônio Mundial pela UNESCO.

  • A inspiração de uma visão otimista e progressista do futuro do Brasil.

Apesar das críticas e dos desafios enfrentados, JK é lembrado como um presidente que personificou a ideia de progresso e ousadia. Seu governo continua a ser estudado como um exemplo de liderança visionária e inovação.

 

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Os Breves e Turbulentos Governos de Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos: Um Capítulo Crucial da História Brasileira

 




Os Breves e Turbulentos Governos de Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos: Um Capítulo Crucial da História Brasileira

A história dos governos de Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos é uma aula de como a política brasileira enfrentou desafios consideráveis em sua busca por estabilidade e democracia durante meados da década de 1950. Vamos aprofundar ainda mais nos detalhes de cada um deles.

Café Filho (24 de agosto de 1954 - 8 de novembro de 1955)

Após o suicídio de Getúlio Vargas, Café Filho, o vice-presidente, assumiu a presidência em um momento de grande incerteza política. Café buscou implementar políticas econômicas voltadas para estabilizar uma economia em crise. Dentre suas medidas, destacaram-se:

  • Controle da Inflação: Ele reduziu os gastos públicos e adotou políticas de controle de crédito para conter a inflação crescente.

  • Política Externa: O governo de Café foi marcado por uma aproximação maior com os Estados Unidos, alinhando-se aos interesses ocidentais durante o auge da Guerra Fria.

  • Tensões Políticas: Ele enfrentou dificuldades para obter o apoio integral do Congresso, além de ser pressionado por setores conservadores e militares que duvidavam de sua capacidade de liderar.

No entanto, seu mandato foi abruptamente interrompido quando ele alegou problemas de saúde, o que provocou sua licença do cargo. Sua saída deixou o governo vulnerável a disputas políticas intensas.

Carlos Luz (8 de novembro de 1955 - 11 de novembro de 1955)

Carlos Luz, presidente da Câmara dos Deputados, foi nomeado presidente interino após o afastamento de Café Filho. Contudo, seu governo durou apenas três dias. A curta administração de Carlos Luz foi marcada por:

  • Crise de Sucessão: Ele foi acusado por setores militares de conspirar para evitar a posse de Juscelino Kubitschek e João Goulart, que haviam sido eleitos democraticamente.

  • Movimento 11 de Novembro: O marechal Henrique Lott liderou um golpe preventivo para depor Carlos Luz, alegando que era necessário para garantir a estabilidade política e a ordem democrática no Brasil.

A fragilidade e o caráter transitório da presidência de Carlos Luz ilustram a intensa instabilidade política do período.

Nereu Ramos (11 de novembro de 1955 - 31 de janeiro de 1956)

Com a deposição de Carlos Luz, Nereu Ramos, presidente do Senado, foi empossado como presidente interino. Seu governo desempenhou um papel crucial para assegurar a transição de poder. Alguns aspectos importantes de seu mandato incluem:

  • Manutenção da Ordem: Nereu teve que lidar com um país dividido politicamente, adotando medidas para evitar novos conflitos entre civis e militares.

  • Garantia da Posse de Kubitschek: Sob sua liderança, Nereu Ramos garantiu a posse pacífica de Juscelino Kubitschek e João Goulart, consolidando a democracia em um momento crítico.

  • Legado Institucional: Apesar de breve, sua gestão é lembrada como fundamental para a preservação do processo eleitoral e democrático.

O Contexto Histórico

Esse período foi caracterizado por uma transição turbulenta entre o suicídio de Vargas e a posse de Kubitschek. A interferência militar na política tornou-se evidente, mas as instituições democráticas mostraram resiliência. Café Filho, Carlos Luz e Nereu Ramos, cada um à sua maneira, ajudaram a moldar a história política brasileira, enfrentando pressões internas e externas em um dos momentos mais incertos do país.

Esses governos revelam a importância de lideranças transitórias em períodos de crise e reforçam como a preservação democrática foi desafiadora, mas essencial para o futuro político do Brasil.

 

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Getúlio Vargas: O Pai dos Pobres e o Período do Populismo no Brasil

 



Getúlio Vargas é uma figura central na história do Brasil, conhecido por seu carisma e políticas populistas que marcaram profundamente o país. Seu governo, dividido em duas fases principais (1930-1945 e 1951-1954), trouxe mudanças significativas e deixou um legado duradouro.

A Era Vargas (1930-1945)

Governo Provisório (1930-1934)

  • Revolução de 1930: Vargas chegou ao poder após a Revolução de 1930, derrubando a República Velha. Seu governo provisório foi marcado por medidas centralizadoras e populistas, com foco no desenvolvimento industrial e na proteção dos trabalhadores.

  • Conquistas Sociais: Durante este período, Vargas implementou importantes reformas trabalhistas, como a criação do Ministério do Trabalho e a promulgação do Código Eleitoral de 1932, que introduziu o voto feminino e criou a Justiça Eleitoral.

Governo Constitucional (1934-1937)

  • Constituição de 1934: Vargas promulgou uma nova constituição que incluía direitos trabalhistas, como o salário mínimo e a jornada de trabalho de 8 horas. Essas medidas visavam conquistar o apoio das classes trabalhadoras.

  • Ações Econômicas: Durante este período, Vargas incentivou a criação de indústrias de base, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), fortalecendo a economia nacional.

Estado Novo (1937-1945)

  • Regime Autoritário: Em 1937, Vargas instaurou o Estado Novo, um regime autoritário que combinava práticas ditatoriais com políticas populistas. Ele suspendeu a constituição, dissolveu o Congresso Nacional e governou por decretos, consolidando seu poder.

  • Propaganda e Controle Social: Vargas usou a propaganda estatal para promover sua imagem e controlar a opinião pública. Criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), que censurava a mídia e difundia mensagens pró-governo.

  • Legislação Trabalhista: Durante o Estado Novo, Vargas instituiu a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943, que unificou e ampliou os direitos trabalhistas no Brasil.

O Segundo Governo Vargas (1951-1954)

Retorno ao Poder

  • Eleição Democrática: Vargas voltou ao poder em 1951, desta vez eleito democraticamente. Seu segundo governo foi marcado por políticas de desenvolvimento econômico e social, com foco na industrialização e na criação de empresas estatais.

Políticas Econômicas e Sociais

  • Criação da Petrobras: Em 1953, Vargas criou a Petrobras, uma empresa estatal de petróleo, como parte de sua política de nacionalização dos recursos naturais. Essa medida visava reduzir a dependência do Brasil em relação ao petróleo importado e fortalecer a economia nacional.

  • Aumento do Salário Mínimo: Vargas também aumentou o salário mínimo, buscando melhorar as condições de vida dos trabalhadores e fortalecer sua base de apoio popular.

  • Política Industrial: Vargas continuou a incentivar a industrialização do país, promovendo o desenvolvimento de indústrias de base e infraestrutura.

Crise e Suicídio

  • Oposição Política: O segundo governo de Vargas enfrentou forte oposição política e econômica. A inflação aumentou e a economia enfrentou dificuldades, gerando descontentamento entre empresários e militares.

  • Tentativa de Golpe e Crise Política: Em 1954, a crise política se intensificou com a tentativa de golpe militar e a oposição acirrada no Congresso. Vargas foi pressionado a renunciar.

  • Suicídio de Vargas: Em 24 de agosto de 1954, Vargas cometeu suicídio em seu gabinete no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Sua morte gerou comoção nacional e solidificou seu legado como "O Pai dos Pobres".

Legado e Controvérsias

O governo de Getúlio Vargas teve um impacto profundo na história do Brasil. Suas políticas populistas ajudaram a consolidar direitos trabalhistas e promoveram uma maior inclusão social. No entanto, seu regime autoritário durante o Estado Novo gerou controvérsias e críticas, especialmente em relação à censura e à repressão política. Vargas deixou um legado duradouro, sendo lembrado como um líder que transformou o Brasil, tanto positivamente quanto negativamente.

 

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Eurico Gaspar Dutra: Um Governo de Transição e Controvérsias

 



O governo de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) marcou um período de transição na história do Brasil, conhecido como a República de 1946 ou Quarta República. Dutra, o 14º presidente do Brasil, assumiu o poder após a deposição de Getúlio Vargas e enfrentou desafios econômicos, políticos e sociais significativos.

Contexto Histórico

Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil passava por um momento de reconstrução e reorganização política. A deposição de Getúlio Vargas em 1945 levou à realização de eleições democráticas, nas quais Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente.

Política Externa

Dutra adotou uma política externa fortemente alinhada com os Estados Unidos, refletindo o contexto da Guerra Fria. Ele rompeu relações diplomáticas com a União Soviética em 1947 e perseguiu os comunistas no Brasil, fortalecendo os laços com o bloco ocidental liderado pelos EUA.

Constituição de 1946

Uma das realizações mais importantes do governo Dutra foi a promulgação da Constituição de 1946. A nova Carta Magna garantiu liberdades individuais, extinguiu a pena de morte e restaurou o regime democrático. No entanto, essa constituição também enfrentou críticas por não abordar de maneira eficaz as desigualdades sociais e econômicas do país.

Política Econômica

A política econômica de Dutra passou por dois momentos distintos:

  • Política Liberal (1946-1947): No início de seu governo, Dutra adotou uma política liberal, com incentivo à importação e à abertura econômica. Essa abordagem levou ao aumento do consumo, mas também resultou em uma balança comercial deficitária e na crise cambial de 1947.

  • Intervenção Estatal (1947-1951): Em resposta à crise, Dutra passou a adotar uma maior intervenção estatal na economia. Implementou medidas de controle de importações e criou o Plano SALTE (Saúde, Alimentação, Transporte e Energia) para fomentar o desenvolvimento econômico e social. No entanto, o plano enfrentou dificuldades de financiamento e não foi plenamente concretizado.

Proibição dos Jogos de Azar

Em 1946, Dutra proibiu os jogos de azar no Brasil, uma medida que permanece em vigor até hoje. A decisão foi parte de sua política conservadora e teve um impacto duradouro na sociedade brasileira.

Educação e Cultura

O governo Dutra também investiu em educação e cultura. Em 1948, foi criada a Fundação Getúlio Vargas (FGV) com o objetivo de promover pesquisas e estudos em economia, administração e ciências sociais. Além disso, Dutra incentivou a criação de escolas técnicas e a expansão do ensino superior.

Legado e Controvérsias

O governo de Eurico Gaspar Dutra foi um período de transição importante para o Brasil, mas também gerou controvérsias. A perseguição aos comunistas e o alinhamento com os Estados Unidos foram pontos de crítica, enquanto a promulgação da Constituição de 1946 e as tentativas de modernização econômica deixaram um legado misto. Apesar das dificuldades, o governo Dutra representou um esforço significativo para consolidar a democracia e promover o desenvolvimento do país.

 

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Pernambuco Tem História: 02 de Março de 1630 - Holandeses tomam o Forte de São Jorge Velho, no Recife. Conheça a história do forte.

Forte de São Jorge (chamado de St. George ou Castelo de Terra pelos holandeses)
Gravura de Joan Bleau, 1630.
O Forte [ou Castelo] de São Jorge localizava-se no Istmo de Olinda e Recife entre o limite norte do povoado do Recife e a cidade de Olinda. Foi um dos bastiões da resistência contra os invasores holandeses em 1630.

A estrutura denominada de Forte de São Jorge remonta a uma trincheira portuguesa conquistada pelo corsário inglês James Lancaster e retomada um mês mais tarde, em Maio de 1595. Ante ao fracasso dos holandeses na Bahia e da provável segunda tentativa de invasão, ao mesmo tempo em que as defesas do Recife eram precárias, Matias de Albuquerque, Superintendente da Guerra da Capitania de Pernambuco, reconstruiu a antiga trincheira "com mais solidez" e transformou-a em forte. Neste mesmo período mandou construir uma nova fortaleza, obra financiada e executada por Diogo Pais, localizado a poucos metros ao norte do Forte de São Jorge.

Entretanto, não houve tempo para o término da empreitada. Em 15 de fevereiro de 1630, o novo forte ainda estava a "alguns pés acima do solo" quando a poderosa armada da Companhia das Índias Ocidentais (WIC), sob o comando do Almirante Hendrik Cornelissen Lonck, surtiu sobre a costa pernambucana.

De acordo com as fontes flamengas, durante a invasão em 02 de Março de 1630, o Forte de São Jorge, construído em alvenaria de pedra de cantaria, e o Forte de São Francisco da Barra, que havia sido construído nos arrecifes e lhe era fronteiro, abriram fogo contra os navios, impedindo a aproximação da esquadra. Também não conseguiam entrar no porto pois Matias de Albuquerque afundara oito barcos na entrada da barra, impedindo a passagem.

A gravura a seguir de 1630 retrata o ataque holandês: 1. Forte de São Jorge (identificado por S. George); 2. Forte de São Francisco da Barra (identificado como Hetzee Fort), em fogo cruzado com o primeiro; 3. O povoado do Recife.
Die stat Olinda de Phernambuco welche durch die Hollender im Februari. Amsterdam, Erobert Worden, 1630
 
O Forte de São Jorge, comandado pelo capitão Antônio de Lima, resistiu heroicamente ao desembarque holandês, sendo bombardeado pelos navios durante mais de 20 dias. Além disso, 3.000 homens desembarcaram ao norte de Olinda, nas praias do Pau Amarelo. Waerdenburg, o coronel que os comandava, avançou pelo norte e cercou o Forte de São Jorge, iniciando o bombardeio. A gravura acima também retrata esta ação.

Em outra gravura holandesa, abaixo, podemos ver bem nítido: 1. O Forte de São Jorge (identificado como S. George); 2. As obras portuguesas iniciadas do forte de Diogo Pais (que viria a se tornar o Forte do Brum); 3. Forte de São Francisco da Barra; 4. Povoado do Recife.
De Stadt Olinda de Pharnambuco. Estampa e folheto holandeses, do Maritiem Museum, Rotterdam. 1630
Com as muralhas arrasadas pela artilharia inimiga, uma quantidade numerosa de combatentes mortos, restando apenas 6 em condições de lutar, o seu comandante, o Capitão Antônio de Lima, capitulou na manhã do dia 2 de Março, tendo erguido a bandeira branca. Waerdenburgh ficou impressionado com o que viu, pois em função da qualidade da defesa e da coragem dos combatentes pernambucanos ele suspeitava que no Forte havia uma tropa mais numerosa, razão pela qual fez uma menção honrosa ao Capitão.

O francês MOREAU, assim descreve a conquista:
"[...] Cientes da tomada de Olinda, os ricos comerciantes de Amsterdã despacharam logo outros navios que, mal chegaram, se juntaram às primeiras tropas e foram atacar um forte de pedra distanciado da cidade de Olinda uns três quartos de légua, situado sobre um dique [o istmo de areia que liga Recife a Olinda], de uma légua de comprimento e quinhentos passos de largura, entre a terra firme e uma rocha comprida e larga [o recife de pedra] que borda toda a costa do Brasil, a um tiro de mosquete em direção ao mar."
Uma vez ocupado, o Forte de São Jorge foi rebatizado pelos invasores de Fort St. George ou Landt Casteel (Castelo de Terra), assim como o Forte de São Francisco da Barra passou a ser chamado de Water Casteel (Castelo do Mar), posteriormente chamado de Forte do Picão (este resistiu até 1910, quando foi destruído na reforma do Porto do Recife). Além disso, o comandante Waerdemburch, deu continuidade à construção do novo forte utilizando-se dos alicerces do Forte Diogo Pais, que recebeu o nome de Forte do Brum.

Estes fortes figuram em inúmeros mapas e gravuras, num rico legado cartográfico do período holandês e posterior. Como são muitos, apresentamos neste post apenas dois deles, fornecendo assim uma boa noção da localização e disposição do Forte de São Jorge e dos demais que faziam a primeira linha de defesa do porto.

Manuscrito do Algemeen Rijksarchief, Haia
 
O trabalho acima foi elaborado de modo esquemático, quando os holandeses apenas começavam a controlar a situação no Recife (1631-1635). Vê-se a bandeira dos flamengos hasteadas nos fortes de São Jorge (1) e de São Francisco da Barra (2). Também já podemos notar o forte do Brum (3) e de Madame Bruyne (4).

Quando Maurício de Nassau chegou ao Recife, em 1637, tratou de reforçar ainda mais o sistema de defesa de toda a área.

"CARTE VANDE HAVEN VAN PHARNAMBOCQVE... Anno 1639
Manuscrito do Atlas de J. Vingboons, Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, Recife 1639
 
Neste outro mapa, elaborado poucos anos após o anterior, podemos notar as mesmas fortificações (mantivemos a mesma numeração), sendo que o Forte do Brum já se encontra bem mais evoluído.

Sobre o Forte de São Jorge, Maurício de Nassau, no seu "Breve Discurso" de 14 de Janeiro de 1638, sob o tópico "Fortificações", reporta:
"Fora do Recife encontra-se primeiro o velho castelo denominado São Jorge. Achando-se este castelo muito arruinado, os administradores do hospital pediram-no para servir de enfermaria, com promessa de repararem-no interiormente e conservarem-no à sua custa, utilizando-se dele até que seja necessário ao serviço militar e à defesa do Recife, o que resolvemos conceder-lhe para poupar despesas à Companhia, e porque este castelo é atualmente inútil, e sê-lo-á talvez também para o futuro. Contudo ficaram aí todas as peças."
O "Relatório sobre o estado das Capitanias conquistadas no Brasil", de autoria de Adriaen van der Dussen, datado de 4 de Abril de 1640, complementa:
"À distância de dois tiros de mosquete do Recife, em direção à cidade de Olinda, pelo istmo, está o Castelo de São Jorge, feito de pedra, tendo do lado da cidade de Olinda um baluarte e um meio-baluarte, de construção elevada e no qual estão 13 peças de ferro, 1 de 12 libras, 1 de 9 lb, 6 de 6 lb, 3 de 5 lb, 1 de 4 lb, 1 de 3 lb; domina o istmo e a barra."
Assim como BARLÉU transcreve a informação:
"(...) A dois tiros de mosquete do Recife, no caminho de Olinda, mesmo na costa, surge, num cimo bastante alto, o Forte de São Jorge, feito de pedra e resguardado por um bastião de mármore e assentando treze bocas de fogo contra a entrada do porto."
Nesta belíssima obra a óleo retratada por Gilles Petters, que embora tenha sido pintada em 1644 representa a situação de 1637, facilmente percebido quando comparada com os inúmeros mapas do período, podemos ver: 1. Forte de São Jorge; 2. Forte do Brum; 3. Forte Bruyne. Como curiosidade vemos também uma balsa (4) que fazia a travessia entre a vila do Recife e a ilha de Antônio Vaz, antes da construção da Ponte do Recife.
Gilles Petters, pintura a óleo representando Maurícia, o Recife, o Istmo e Olinda em primeiro plano - 1644
 
Durante a ocupação holandesa até 1645 o Forte de São Jorge, desgastado após a sangrenta batalha de ocupação, passou a servir inicialmente de enfermaria (hospital de campanha), embora tenha permanecido equipado com algumas peças de artilharia. Com a construção do Forte de São João Batista do Brum, mais moderno e adequado à tecnologia bélica da época, e a do Forte Madame Bruyne, o Forte de São Jorge foi relegado ao abandonado.

Após a reconquista de Pernambuco pelos luso-brasileiros e já bastante deteriorado, teve parte de suas ruínas retiradas e utilizadas na restauração e reforço do Forte do Brum em 1667/1668.

Abandonado e em ruínas, o governador Aires de Souza Castro doou o Forte de São Jorge ao capitão-mor João do Rego Barros, mediante uma carta de sesmaria datada de 31 de maio de 1679. Contudo, a carta fazia uma ressalva importante: naquele local era para ser fundada uma igreja de Nossa Senhora do Pilar, que foi erguida em 1680.

Igreja do Pilar, construída sobre as ruínas do Forte de São Jorge - 2013 

 

Fonte: Bairro do Recife:Forte São Jorge, bastião da resistência contra a invasão holandesa 


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Hoje na História: 28 de fevereiro de 1986 - O Plano Cruzado é lançado pelo presidente Sarney.

 

Plano Cruzado: anúncio do presidente José Sarney, 1986.



Plano Cruzado: A Revolução Econômica dos Anos 80 no Brasil

O Contexto Histórico

Nos anos 80, o Brasil enfrentava uma crise econômica severa, marcada por uma hiperinflação galopante que corroía o poder de compra da população e desestabilizava a economia. Em meio a esse cenário caótico, o governo do presidente José Sarney lançou o Plano Cruzado em 28 de fevereiro de 1986, com o objetivo de controlar a inflação e estabilizar a economia.

As Medidas do Plano Cruzado

O Plano Cruzado foi um conjunto de medidas econômicas inovadoras e ousadas, que incluíam:

  1. Reforma Monetária: A moeda nacional, o Cruzeiro, foi substituída pelo Cruzado, com a conversão de 1.000 Cruzeiros para 1 Cruzado.

  2. Congelamento de Preços: Os preços de bens e serviços foram congelados nos níveis de 27 de fevereiro de 1986, para evitar aumentos especulativos.

  3. Congelamento de Salários: Os salários foram congelados, mas com a garantia de reajustes automáticos sempre que a inflação acumulada atingisse 20%.

  4. Congelamento da Taxa de Câmbio: A taxa de câmbio foi fixada para estabilizar o valor da moeda nacional.

  5. Criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND): Este fundo foi criado para financiar projetos de infraestrutura e insumos básicos, impulsionando o desenvolvimento econômico.

Os Primeiros Resultados

Inicialmente, o Plano Cruzado foi um sucesso. A inflação, que havia atingido 14,36% em fevereiro de 1986, caiu para -0,11% em março do mesmo ano. A população, aliviada pela estabilização dos preços, apoiou amplamente o plano, e o governo Sarney viu sua popularidade disparar.

Os Desafios e a Queda

No entanto, o sucesso inicial do Plano Cruzado não foi sustentável a longo prazo. O congelamento de preços levou à escassez de produtos, pois os produtores não conseguiam ajustar os preços para cobrir os custos de produção. Além disso, o aumento do consumo, impulsionado pela estabilidade inicial, não foi acompanhado por um aumento correspondente na oferta de bens, resultando em desequilíbrios econômicos.

Em janeiro de 1987, o governo lançou o Plano Cruzado II, que tentou corrigir algumas das falhas do plano original, mas não conseguiu restaurar a confiança da população e dos mercados. Eventualmente, o Plano Cruzado foi substituído pelo Plano Bresser em 1987 e pelo Plano Verão em 1989.

O Legado do Plano Cruzado

Apesar de suas falhas, o Plano Cruzado deixou um legado importante na história econômica do Brasil. Ele mostrou a necessidade de reformas estruturais profundas para combater a inflação e estabilizar a economia. Além disso, o plano destacou a importância de políticas econômicas bem planejadas e executadas para garantir a sustentabilidade a longo prazo.

Conclusão

O Plano Cruzado foi uma tentativa audaciosa de controlar a hiperinflação e estabilizar a economia brasileira nos anos 80. Embora tenha falhado em alcançar seus objetivos a longo prazo, ele deixou lições valiosas para futuras políticas econômicas. A história do Plano Cruzado é um lembrete de que, em tempos de crise, a inovação e a coragem são essenciais, mas devem ser acompanhadas por planejamento e execução cuidadosos.

 

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13 de janeiro de 1825: Há 200 anos Frei Caneca foi fuzilado no Forte das Cinco Pontas no Recife

 


Frei Caneca: O Mártir da Liberdade no Brasil

Frei Joaquim da Silva Rabelo, mais conhecido como Frei Caneca, foi um dos personagens mais emblemáticos da história do Brasil. Nascido em 1779, em Recife, Pernambuco, ele se destacou como padre, jornalista, escritor e militante político. Sua trajetória é marcada por sua luta incansável pela liberdade e justiça, culminando em seu trágico fuzilamento em 13 de janeiro de 1825.

Explorando a História: O Tratado de Madri de 13 de janeiro de 1750 e seu Impacto no Brasil



O Tratado de Madri, assinado em 13 de janeiro de 1750, foi um marco significativo na história da América do Sul colonial. Este acordo entre Portugal e Espanha teve como principal objetivo redefinir as fronteiras dos territórios sul-americanos, pondo fim a décadas de disputas territoriais entre as duas potências coloniais. Vamos explorar mais detalhadamente como este tratado moldou a história e o território do Brasil.

07 de janeiro de 1549: A criação do Governo-Geral no Brasil Colônia


O Governo-Geral no Brasil Colonial

A instituição do Governo-Geral em 1549 marcou uma importante mudança na administração do Brasil colonial. Este sistema centralizado foi uma resposta da Coroa Portuguesa aos desafios enfrentados nas capitanias hereditárias e buscava consolidar o controle sobre a colônia.

190 anos da Revolta da Cabanagem: Luta e Resistência no Pará



Introdução

A Revolta da Cabanagem foi um dos mais importantes e sangrentos movimentos populares da história do Brasil, ocorrida entre 1835 e 1840 na província do Grão-Pará. O movimento foi caracterizado pela intensa luta contra as desigualdades sociais, opressão e o descaso do governo central.

A Dezembrada: O Fim Decisivo da Guerra do Paraguai


 

A Dezembrada, ocorrida em dezembro de 1868, foi um conjunto de batalhas cruciais durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), envolvendo Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai. Esses confrontos marcaram um ponto decisivo na guerra e pavimentaram o caminho para a queda do líder paraguaio, Solano López.

Contexto Histórico

A Guerra da Tríplice Aliança teve início em 1864, quando o Paraguai, liderado por Solano López, invadiu a província brasileira de Mato Grosso. Em resposta, Brasil, Argentina e Uruguai formaram uma coalizão para enfrentar as forças paraguaias. A guerra foi uma das mais sangrentas da história sul-americana e durou até 1870.

Batalhas Decisivas da Dezembrada

  1. Batalha de Itororó (6 de dezembro de 1868) A Dezembrada começou com a Batalha de Itororó, onde as forças aliadas, lideradas pelo Duque de Caxias, enfrentaram e venceram os paraguaios em uma passagem estreita sobre o rio Itororó. Esta vitória abriu o caminho para os aliados avançarem em direção ao coração do Paraguai.

  2. Batalha de Avaí (11 de dezembro de 1868) Apenas alguns dias depois, ocorreu a Batalha de Avaí. Este confronto foi marcado pela resistência feroz das tropas paraguaias, mas, eventualmente, os aliados prevaleceram, infligindo pesadas baixas ao inimigo e consolidando sua posição.

  3. Batalha de Lomas Valentinas (21-27 de dezembro de 1868) Esta série de batalhas foi uma das mais intensas da Dezembrada. As forças aliadas atacaram as fortificações paraguaias em Lomas Valentinas, enfrentando resistência obstinada. Após vários dias de combates, os aliados finalmente capturaram as posições paraguaias, forçando Solano López a fugir para o interior.

  4. Rendição de Angostura (30 de dezembro de 1868) A Dezembrada culminou com a rendição das tropas paraguaias em Angostura. Este evento marcou a derrota definitiva das forças de López na região e simbolizou o início do fim para o Paraguai na guerra.

Consequências da Dezembrada

As batalhas da Dezembrada foram decisivas para a queda de Solano López e a capitulação do Paraguai. A vitória dos aliados não apenas encerrou a resistência paraguaia organizada, mas também estabeleceu novos parâmetros geopolíticos na região. O Paraguai sofreu enormes perdas humanas e materiais, enquanto o Brasil, Argentina e Uruguai consolidaram suas posições como potências regionais.

Legado Histórico

A Dezembrada é lembrada como um dos momentos mais cruciais da Guerra da Tríplice Aliança. Essas batalhas finais demonstraram a tenacidade e a coordenação das forças aliadas e servem como um testemunho da brutalidade e complexidade do conflito.

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Hoje na História: 04/09/1875 - Saiba o que foi o Motim das Mulheres de Rio Grande do Norte

 


Em 04 de setembro de 1875, ocorria em Mossoró, no Rio Grande do Norte, O Motim das Mulheres. Cerca de 130 donas de casa saíram em passeata pelas ruas da cidade protestando contra a obrigatoriedade do alistamento militar.

A história começa com a regulamentação do recrutamento do Exército e Armada pelo gabinete do Visconde do Rio Branco, durante o reinado de Dom Pedro Segundo.

A decisão não foi bem recebida na Província do Rio Grande do Norte, onde várias comunidades se organizaram em sinal de protesto.

O povo dizia que a regulamentação seria usada pelos chefes políticos da época para recrutar os filhos dos adversários, como estava sendo feito em Mossoró.

O movimento foi liderado por Dona Anna Floriano, Dona Maria Filgueira e Dona Joaquina Maria de Góis, esposas de políticos e autoridades de Mossoró.

Revoltadas com as denúncias de manipulação política, elas iniciaram a manifestação e o motim tomou as ruas da cidade.

Munidas de utensílios domésticos como panelas, frigideiras, conchas e colheres de pau, as mulheres foram até a Igreja Matriz de Santa Luzia e rasgaram os editais fixados no quadro de avisos. Em seguida, se dirigiram à casa do escrivão do juiz de Paz e tomaram e rasgaram o livro e os papéis relativos ao alistamento.

Não satisfeitas, foram até a redação do Jornal “O Mossoroense” e destruíram os editais que seriam publicados no dia seguinte.

As mulheres partiram então para a Praça da Liberdade, onde entraram em choque corporal com um grupo de soldados da Força Pública que ali estava para dominar a rebelião.

Algumas mulheres ficaram feridas e o protesto não se agravou mais graças à interferência de populares que acabaram com a confusão.

Logo após o movimento, o juiz de Direito, João Antônio Rodrigues, comunicou o fato ao presidente da Província, João Bernardo Galvão Alcanforado Júnior, que mandou instaurar um inquérito para apurar o ocorrido. O processo desapareceu do arquivo do Departamento de Segurança Pública.

Segundo o historiador Vingt-un Rosado o episódio de Mossoró não foi um caso isolado, tendo ocorrido semelhante manifestação em outros pontos da Província.

O que diferenciou o movimento de Mossoró dos demais foi o fato de ter sido organizado e executado apenas por mulheres, por amor aos seus filhos.

 

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