Esportes Olímpicos: Levantamento de Peso

História
O levantamento de peso surgiu lá atrás como uma maneira simples de determinar quem era o mais forte. Mas a modalidade que se tornaria olímpica também tinha outros propósitos. Em 1.100 a.C., por exemplo, os chineses utilizavam o levantamento de peso como maneira de selecionar novos soldados para o Exército. Levantar diversos pesos era um pré-requisito para ser aceito.

Embora não tenha entrado como esporte nos Jogos da Grécia Antiga, o levantamento de peso já era praticado à época, principalmente como forma de preparação para outras modalidades. A primeira escola de levantamento de peso, no entanto, só surgiu no século 19, na Áustria. Antes disso, a prática se tornara popular como apresentação de circo na Europa e nos Estados Unidos.
Em 1887, há registros de concursos de levantamento de peso disputados na Áustria. Começaram a surgir federações — as primeiras na França e na Rússia —, e o esporte foi tomando forma. Em 1891, por exemplo, foi disputado o primeiro Campeonato Mundial de levantamento de peso, com a participação de sete atletas de seis países diferentes.
O levantamento de peso entrou no programa olímpico desde o início da era moderna. Em Atenas-1896, a disputa ainda não era dividida entre categorias de peso. Isso ocorreu pela primeira vez nos Jogos da Antuérpia-1920. As mulheres só começaram a competir nas Olimpíadas de Sydney-2000.

Curiosidades


Decisões controversas

O levantamento de peso tem alguns casos de medalhas definidas por detalhes, no mínimo, inusitados. Na primeira edição dos Jogos, em Atenas-1896, por exemplo, o dinamarquês Viggo Jensen levou a medalha de ouro para casa graças a um detalhe intrigante. Empatado com o britânico Launceston Elliot na decisão — ambos levantaram 111,5kg —, Jensen foi escolhido como vencedor por ter, de acordo com os juízes, um estilo de levantar melhor que seu oponente. A “vingança” de Elliot veio na prova de levantamento com uma mão. O britânico não deixou dúvidas ao levantar 71kg, contra 57kg do dinamarquês, que levou a prata.
Nos Jogos da Antuérpia-1920, a primeira edição a contar com divisão por categorias de peso, o italiano Pietro Bianchi faturou a medalha de prata na categoria médio mesmo tendo ficado empatado com o sueco Albert Pettersson, com um total de 235kg levantados. O que decidiu o segundo lugar naquela ocasião foi um sorteio, que favoreceu o italiano.
Cabelo que vale ouro
As Olimpíadas de Melbourne-1956 reservaram muitas emoções para o levantador de peso norte-americano Charles Vinci. Competidor da categoria galo, Vinci quase ficou de fora da competição por problemas de peso. Faltando pouco mais de uma hora para a pesagem oficial, o norte-americano estava 680 gramas acima do limite da categoria galo. Depois de uma hora de corrida, Vinci voltou à balança com 212 gramas de excesso.
Prestes a ficar de fora da disputa, Charles Vinci teve uma última ideia: cortar completamente o cabelo. E deu certo. Dentro do limite de peso da categoria, o atleta dos Estados Unidos não só participou da prova como ficou em primeiro lugar. Além da medalha de ouro, Vinci ainda quebrou o recorde mundial da época, levantando um total de 342,5kg.
Acesse também
Confederação Brasileira de Levantamento de Peso (CBLP)
Federação Internacional de Levantamento de Peso (IWF): www.iwf.net

Esportes Olímpicos: Judô

História

Ao contrário de modalidades cuja história não consegue apontar quem é o “inventor” do esporte, o judô tem DNA indiscutível: seu “pai” é o japonês Jigoro Kano.
 
Então um jovem professor universitário de 23 anos e após estudar a fundo as técnicas de jiu-jitsu, Kano tratou de selecionar, modificar e aprimorar vários dos golpes da arte marcial, sempre com o cuidado de eliminar os mais perigosos. Assim, criou um novo estilo de luta, batizado de “judô”. Em 1882, ele fundou o Instituto Kodokan, que, desde o início, pregou que a evolução técnica do praticante do judô estivesse ligada a um avanço espiritual, com base nos ensinamentos orientais que determinam que “muitas vezes é preciso ceder para vencer”.
 
Quatro anos depois da fundação do Instituto Kodokan, em 1886, foi organizada, em razão da escolha anual dos instrutores da Academia de Polícia Japonesa, uma disputa entre várias escolas de lutas do Japão. O evento serviu para comprovar a eficiência e o valor da arte marcial criada por Jigoro Kano. Os atletas do Instituto Kodokan obtiveram inúmeros triunfos, e o sucesso na competição serviu para ampliar rapidamente a fama do judô pelo país e fazer com que a modalidade fosse aceita pelos japoneses.
 
Marcio Rodrigues/MPIX
Em 1899, o judô chegou à Inglaterra pelas mãos do próprio Jigoro Kano em suas visitas e também pelo esforço pessoal dos mestres G. Koizumi e Yukio Tani. Em 1902, o esporte chegou aos Estados Unidos por meio de uma demonstração ao presidente Frankling Roosevelt, que chegou a praticar a modalidade. Levado para a França em 1905, o judô rapidamente se espalhou pela Europa e, depois, popularizou-se ao redor do planeta.
 
O esporte chegou ao Brasil por volta de 1922, quando Eisei Maeda – ou o Conde de Koma, como era chamado – fez sua primeira apresentação no país, em Porto Alegre, depois partindo para Rio de Janeiro e São Paulo. Apesar do esforço de Maeda e de outros mestres, foram necessários vários anos até que o judô se popularizasse no Brasil. O processo teve início em 1938, quando um grupo de japoneses desembarcou no Brasil. Liderados pelo professor Riuzo Ogawa, eles fundaram a Academia Ogawa, que passou a ensinar a modalidade. A partir dali, o judô ganhou força.
 
Em 18 de março de 1969, foi fundada a Confederação Brasileira de Judô (CBJ). Em 1972, nas Olimpíadas de Munique, o japonês naturalizado brasileiro Chiaki Ishii subiu ao pódio para receber a medalha de bronze na categoria meio-pesado, escrevendo seu nome na história como o primeiro judoca do país a conquistar uma medalha olímpica. Ele inaugurou a série de 19 medalhas olímpicas que o judô brasileiro faturou até hoje.
 
Curiosidades

Mulheres, só a partir de Barcelona
O judô estreou no programa olímpico nos Jogos de Tóquio-1964, apenas como demonstração, e passou a valer medalha a partir de Munique, em 1972. Somente 20 anos mais tarde, em Barcelona, as mulheres foram aceitas e começaram a competir.
 
Campeão sem nenhum ponto
As Olimpíadas de Seul-1988 foram históricas para o judô brasileiro: o paulista Aurélio Miguel conquistou a primeira medalha de ouro do país na modalidade, na categoria meio-pesado. O incrível foi que o brasileiro se tornou campeão olímpico sem ter marcado sequer um ponto durante os Jogos de Seul, em todas as cinco lutas que disputou. Foram duas vitórias por decisão dos juízes e três, incluindo a final, em que os rivais foram penalizados por excessiva passividade.

Acesse também


Confederação Brasileira de Judô (CBJ)
E-mail: cbj@cbj.com.br
Federação Internacional de Judô (IJF): www.ijf.org

Esportes Olímpicos: Hóquei sobre Grama

História
A ideia de correr atrás de uma bola com um taco na mão não é nada recente. Há indícios de que egípcios e etíopes faziam isso há milênios. O mesmo vale para gregos, romanos e astecas mais tarde. No entanto, a atividade só começou a se tornar o que conhecemos por hóquei sobre grama em meados do século 18, na Inglaterra.
Após a formação dos primeiros clubes da modalidade, em 1875 surgiram as primeiras regras. Só em 1890 as universidades de Oxford e Cambridge disputaram aquele que é considerado o primeiro jogo internacional de hóquei sobre grama.
Em 1886, o hóquei sofreu uma mudança de regra fundamental para o desenvolvimento da modalidade. Naquele ano foi criada a área de arremesso — striking circle, em inglês. Esse semicírculo com distância máxima de 14,63m da linha de fundo demarca a área em que é permitido fazer os gols. Sem poder finalizar de qualquer lugar do campo, o jogo passou a evoluir tática e tecnicamente, já que os atletas eram obrigados a trocar mais passes para arremessar a bola para o gol.
Outro ponto importante da história do hóquei sobre grama foi a chegada do esporte à Índia e ao Paquistão. Levada pelos britânicos, a modalidade rapidamente ganhou importância nos dois países e rendeu muitos frutos. Das 12 medalhas olímpicas conquistadas pelo Paquistão em sua história, dez vieram no hóquei sobre grama, sendo quatro delas de ouro. A Índia tem um retrospecto maior de medalhas e uma história especialmente vitoriosa no hóquei, com nove medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.
A estreia do hóquei sobre grama nas Olimpíadas ocorreu em Londres-1908. De lá pra cá, apenas os Jogos de Estocolmo-1912 e de Paris-1924 não contaram com a modalidade. Até Montreal-1976, o hóquei sobre grama só foi disputado na categoria masculina. As mulheres começaram a brigar por medalhas em Moscou-1980.


Curiosidades


A imbatível Índia

Depois de adotar o hóquei sobre a grama, levado à Ásia pelos ingleses, a Índia montou uma verdadeira dinastia olímpica na modalidade. Os indianos são os maiores vencedores do esporte, com nove medalhas de ouro conquistadas. Grande parte desse sucesso foi construído entre os Jogos de Amsterdã-1928 e de Roma-1960.
Nessas sete edições das Olimpíadas, a Seleção Indiana conquistou uma sequência impressionante de 30 vitórias e seis medalhas de ouro. Os maiores campeões do hóquei sobre grama fizeram 197 gols nos adversários e sofreram apenas oito. Entre as vitórias, destaque para as goleadas por 24 a 1 sobre os Estados Unidos, em Los Angeles-1932, e por 16 a 0, novamente contra os norte-americanos, em Melbourne-1956.
O responsável por encerrar a invencibilidade foi o Paquistão. A final olímpica em Roma-1960, vencida pelos paquistaneses por 1 a 0, é até hoje considerada uma tragédia na Índia, que se preparou ainda mais para retomar o ouro olímpico quatro anos mais tarde, em Tóquio-1964.
O apito e as prorrogações
As Olimpíadas de Roma-1960 tiveram dois episódios marcantes na disputa do hóquei sobre grama. O primeiro deles foi na partida entre Bélgica e França. Em um jogo disputado, belgas e franceses empatavam sem gols. Em um dos ataques da França, um policial que estava do lado de fora do estádio, muito próximo ao campo, apitou. Os belgas, achando que tinha sido o árbitro da partida, pararam de jogar. Na sequência do lance, a França marcou o gol, para desespero da Seleção da Bélgica. A partida terminou em 1 a 0.
Na disputa do quinto lugar em Roma, Grã Bretanha e Quênia fizeram uma partida “eterna”. Um jogo normal de hóquei na grama é composto por dois tempos de 35 minutos. Ou seja, termina em 70 minutos. Mas o empate entre britânicos e quenianos persistiu por nada menos do que seis prorrogações. Foram necessários 127 minutos para que os britânicos desempatassem a partida e vencessem por 2 a 1.
Acesse também
Confederação Brasileira de Hóquei Sobre Grama (CBHG)
Site: www.hoqueisobregrama.com.br
E-mail: sydnei@hoquei.com.br
Federação Internacional de Hóquei Sobre Grama (FIH): www.fih.ch

Esportes Olímpicos: Hipismo

História


A ligação entre homem e cavalo é milenar, e o primeiro tratado de que se tem notícia sobre o adestramento de cavalos para fins militares remonta a 1.360 a.C.. Foi elaborado por Kikkulis, hábil adestrador e professor de equitação do antigo reino de Mitanni, localizado em uma região que hoje abriga parte das terras de Turquia, Síria e Iraque.
Apesar de terem sido usados para fins militares por séculos e em diferentes regiões do planeta, os cavalos ganharam posição de destaque nas Olimpíadas da Grécia Antiga. Há relatos de que a famosa corrida de bigas, impulsionadas por quatro cavalos, foi incluída na edição das olimpíadas de 648 a.C..
A arte de saltar com cavalos como competição tem sua origem no século 19, época em que os conjuntos formados por cavaleiro e cavalo já tinham o hábito de saltar durante as caçadas. Em 1868, a Real Sociedade de Dublin em Bell´s Bridge promoveu uma prova de salto em altura e outra de salto em distância, com o objetivo de testar a capacidade dos cavalos de caça.
Tomas Holcbecher
Alguns anos depois, em 1881, a mesma Real Sociedade de Dublin voltou a inovar e desenvolveu o que serviria de molde para as competições atuais. Foi criada uma pista em que os conjuntos (nome dado ao par formado por cavalo e cavaleiro ou amazona) tinham que superar quatro obstáculos. Dois deles eram fixos, um se apresentava como uma parede de pedra e o outro consistia em uma espécie de tanque d’água escavado no solo.
No início do século 20, o italiano Federico Caprilli revolucionou a técnica de saltos com cavalos ao desenvolver um refinado método que até hoje é adotado. Segundo sua teoria, o cavalo corre melhor quanto tem liberdade de movimentos e, principalmente, se conseguir estender o pescoço. Assim, Caprilli criou uma técnica para que o animal não sofresse com o puxar das rédeas, permitindo que o cavaleiro pudesse saltar sentado, sem precisar inclinar-se para trás. A técnica foi batizada de “assento adiantado” e, por conta dela, Caprilli é considerado o pai da equitação moderna.
Como esporte olímpico, o hipismo foi disputado pela primeira vez nos Jogos de 1900, em Paris, com provas de saltos. A modalidade só retornou às Olimpíadas em 1912, em Estocolmo, tendo, depois disso, aparecido em todas as edições.



As provas



A modalidade se divide em:
Hipismo salto;
Hipismo adestramento;
CCE (concurso completo de equitação).
Curiosidades



Terceira idade
O hipismo registra dois dos atletas mais velhos de todos os tempos na disputa dos Jogos Olímpicos. Em 1936, durante as Olimpíadas de Berlim, o austríaco Arthur Von Pongracz tinha 72 anos e 59 dias quando participou das provas. Ele é o segundo atleta mais velho da história olímpica, perdendo apenas para o atirador sueco Oscar Swahn, que tinha 72 anos e 281 dias quando disputou os Jogos da Antuérpia, em 1920. Entre as mulheres, a amazona britânica Lorna Johnstone é, disparada, a mais velha a ter disputado uma Olimpíada. Ela tinha 70 anos e seis dias quando competiu em Munique, em 1972. A segunda mais velha de todos os tempos é a canadense Marjory Saunders, praticante do tiro com arco, que, também em Munique-1972, competiu aos 59 anos e 184 dias.
Olimpíada em dois países ao mesmo tempo?
O hipismo provocou um fato inusitado durante as Olimpíadas de Melbourne, em 1956, que jamais se repetiu em toda a história dos Jogos. Naquele ano, o governo australiano, temendo a contaminação de seus rebanhos, impôs que todos os cavalos e éguas que competissem nas Olimpíadas fossem submetidos a uma quarentena longe de seus tratadores. O Comitê Olímpico Internacional (COI), então, decidiu que as provas das Olimpíadas de 1956 de hipismo não seriam disputadas em Melbourne. Assim, as competições da modalidade ocorreram em Estocolmo, na Suécia.
Homens e mulheres competindo juntos
O hipismo é a única modalidade olímpica em que homens e mulheres competem juntos na disputa por medalhas, nas provas mistas, em condições de igualdade.


Acesse também

Confederação Brasileira de Hipismo (CBH)

E-mail: gerente@cbh.org.br
Federação Internacional de Hipismo (FEI): www.horsesport.org

Esportes Olímpicos: Handebol

História
Embora tenha se tornado um esporte oficialmente apenas em 1920, o handebol deriva de diversas modalidades em variadas épocas. Há registros de práticas parecidas com o handebol na Grécia Antiga, em Roma e até mesmo na Idade Média. Mais recentemente, no início do século passado, os dinamarqueses praticavam o haaddbold, os tchecos jogavam o hazena, os urugaios tinham o salon e os irlandeses, uma modalidade igualmente parecida com o que é o handebol hoje.
Mas todos os esportes citados são apenas referências, já que a maior influência para a criação do handebol foi o raftball, modalidade criada pelo professor de ginástica alemão Max Heiser, com grande influência de outro esporte alemão: o torball. Ou seja, é difícil precisar de onde veio o handebol que conhecemos hoje. Até mesmo o basquete e o futebol são citados como referências.
Com as regras oficializadas pela Federação Alemã de Ginástica, o esporte começou a ser praticado nos campos de futebol, com 11 jogadores para cada lado. Isso começou a mudar em 1920, quando um decreto do diretor da Escola Alemã de Educação Física oficializou a modalidade. Foram os suecos, em 1924, que começaram a disputar as partidas em ginásios, por causa do frio, e com sete jogadores de cada lado.
Mas o handebol indoor demorou para “pegar”. A tradição eram as disputas nos gramados. Assim, o handebol como conhecemos atualmente só foi estrear no Mundial da modalidade em 1938, na Alemanha. Depois da Segunda Grande Guerra, já com a Federação Internacional de Handebol (FIHA, em inglês) criada, o handebol de salão teve seu Campeonato Mundial realizado em 1954, entre os homens, e em 1957, entre as mulheres. A partir dali, a modalidade de campo foi sendo esquecida e acabou excluída dos mundiais em 1966.
A primeira aparição do handebol nas Olimpíadas ocorreu em Berlim-1936. Com o favoritismo nas mãos, os alemães levaram a medalha de ouro após campanha espetacular. Entre as vitórias no campeonato, os donos da casa venceram os Estados Unidos por 29 a 1 e a Hungria duas vezes por 22 a 0. Na final, a Áustria vendeu caro a derrota, mas não impediu o título alemão após o 8 a 6 no placar.
Nas últimas duas edições dos Jogos, a França, no masculino, e a Noruega, no feminino, dominaram o pódio. Os franceses e as norueguesas conquistaram a medalha de ouro tanto em Pequim-2008 quanto em Londres-2012.
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Curiosidades


Zebra sul-coreana

O apoio da torcida é um fator polêmico no esporte. Alguns dizem que faz toda a diferença, que influencia no desempenho dentro de quadra, enquanto existem atletas que juram não se importar. Nas Olimpíadas de Seul-1988, a equipe feminina de handebol da Coreia do Sul certamente se beneficiou de disputar a competição dentro de casa para protagonizar uma enorme zebra na competição.
A Seleção Sul-Coreana se isolou e se preparou intensamente para a competição, mas os resultados até então não eram nada animadores. No Mundial de 1986, a equipe empatou uma partida e perdeu quatro vezes, ficando com a modesta 11ª posição. Por isso, quando a Coreia se classificou em primeiro lugar no Grupo A, vencendo a Tchecoslováquia e os Estados Unidos e perdendo apenas para a Iugoslávia, a surpresa já foi geral.
No quadrangular final, que decidiu as medalhas, as sul-coreanas completaram a “missão impossível”. Com duas vitórias apertadíssimas sobre a Noruega (23 a 20) e sobre a União Soviética (21 a 19), com o apoio em massa da torcida, elas surpreenderam o mundo e conquistaram a medalha de ouro diante da apaixonada torcida. Quatro anos depois, em Barcelona, as sul-coreanas ainda repetiram a dose, faturando mais uma vez o ouro.
Acesse também
Confederação Brasileira de Handebol
Site: www.brasilhandebol.com.br
E-mail: sec@brasilhandebol.com.br
Federação Internacional de Handebol (IHF): http://www.ihf.info

Esportes Olímpicos: Golfe

História
Uma das novidades nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, o golfe volta a ser um esporte olímpico depois de mais de um século de ausência. As primeiras e únicas participações da modalidade nos Jogos ocorreram em Paris-1900 e St. Louis-1904. A notícia de que o golfe voltaria ao programa olímpico foi confirmada em outubro de 2009 pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
A origem do golfe moderno data do século 15, na Escócia. Mas o esporte não foi bem aceito no início. Junto com o futebol, a modalidade chegou a ser banida, sob a acusação de atrapalhar a prática do arco e flecha, que não era apenas um esporte, mas importante também para a defesa dos escoceses à época.
As primeiras regras foram criadas somente na metade do século 18. No século seguinte, surgem os primeiros Opens de golfe e a primeira associação feminina do esporte, no Reino Unido. Mais tarde, em 1894, é criada a Associação Norte-Americana de Golfe (USGA, em inglês). No ano seguinte, é disputado o US Open pela primeira vez.
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Foto: Getty Images
Já nas Olimpíadas, em Paris-1900, o golfe teve os norte-americanos Charles Sands e Margaret Abbott como primeiros campeões olímpicos da modalidade. No Rio de Janeiro, a expectativa é de que 120 golfistas disputem as medalhas, sendo 60 no masculino e 60 no feminino.
 
Curiosidades

Os primeiros medalhistas

Das quatro medalhas de ouro distribuídas pelo golfe nas Olimpíadas até hoje, três delas foram para os Estados Unidos. Nos Jogos da França-1900, Charles Sands e Margarte Abbott escreveram seus nomes na história. E não só do golfe. No caso de Sands, por exemplo, foi apenas a primeira aparição olímpica. Além de participar do tênis em 1900, o norte-americano disputou em 1908 o jeu de paume – uma espécie de tênis jogado com as mãos —, esporte disputado somente naquele ano, em Londres.
Já no caso de Margarett Abbott, a participação em Paris-1900 foi significativa pelo fato de ela ter sido a primeira mulher dos Estados Unidos a conquistar uma medalha de ouro. Curiosamente, Margarett, que estava em Paris estudando arte, participou do torneio sem saber que se tratava de uma edição das Olimpíadas.
Intruso canadense
As Olimpíadas de St. Louis-1904 foram praticamente um campeonato nacional para os Estados Unidos. Basicamente disputado pelos próprios norte-americanos, os Jogos tiveram um domínio quase completo dos donos da casa nos pódios. Mas, no golfe, um canadense com uma história inusitada deixou todos os rivais para trás e levou o ouro para casa.
George Lyon pode ser considerado um atleta excêntrico. Com passagens pelo beisebol, críquete e tênis, só começou a praticar o golfe aos 38 anos de idade. Oito anos depois, com 46, entrou na disputa da modalidade nos Jogos de 1904. Para surpresa geral, terminou no topo. Além da idade e do pouco tempo no esporte, Lyon chamava a atenção por sua técnica pouco ortodoxa, já que segurava o taco de golfe como se manuseasse um bastão de críquete. Sujeito extrovertido, ele fazia piadas no campo e, com seu jeito único, compôs o pódio do golfe ao lado dos norte-americanos H. Chandler Edgan e Burt McKinnie.

Acesse também:
Confederação Brasileira de Golfe (CBG)
Site: www.cbg.com.br
E-mail: golfe@cbg.com.br
Federação Internacional de Golfe (IGF): www.igfgolf.org

Esportes Olímpicos: Ginástica Rítmica


História

Ao contrário da ginástica artística, a ginástica rítmica é uma prática recente na história da humanidade, tendo sido criada no início do século 20 como um novo conceito, exclusivo para as mulheres. Inicialmente chamado de ginástica moderna, o esporte nasceu de uma combinação de técnicas de movimentos, terapia respiratória, terapia de relaxamento e dança, entre outros.

As primeiras décadas do século 20 serviram para desenvolver o novo esporte. Em 1952, foi fundada a Liga Internacional de Ginástica Moderna, cujo objetivo era disseminar a modalidade por meio de competições e demonstrações. Mas o movimento de divulgação já vinha ganhando força antes da fundação da liga. Em 1948, durante as Olimpíadas de Londres, os países que disputaram as competições de ginástica artística tiveram que participar de dois eventos da ginástica moderna por equipes: em um aparelho escolhido livremente e de mãos livres, com acompanhamento musical. Na edição seguinte dos Jogos, em 1952, em Helsinque, a ginástica moderna foi incluída como esporte de demonstração.


Dez anos depois disso, o 41º Congresso da Federação Internacional de Ginástica reconheceu, em 1962, a ginástica moderna como modalidade independente. Em 1963, foi realizado em Budapeste, na Hungria, o 1º Campeonato Mundial. Naquele mesmo ano e até 1972, o esporte foi rebatizado de ginástica rítmica moderna. Então, no 53º Congresso da Federação Internacional de Ginástica, adotou-se a nomenclatura ginástica rítmica desportiva (GRD). Finalmente, em 2003, o nome foi reduzido para ginástica rítmica.
Ricardo Bufolin/CBG
 
As provas

A modalidade tem seis competições:
- Exercícios em conjunto
- Corda
- Arco
- Bola
- Maças
- Cinta
 
Curiosidades

Só quatro nas Olimpíadas
Apesar de a ginástica rítmica contar com cinco materiais para as apresentações (corda, arco, bola, maças e cinta), apenas quatro podem ser escolhidos para a disputa das Olimpíadas. Nos Jogos de Londres-2012, por exemplo, não houve disputas de corda.

Esportes Olímpicos: Ginástica de Trampolim

História

O uso de camas elásticas para execução de exercícios físicos foi transformado em esporte pelo norte-americano George Nissen, que baseou sua invenção na cama elástica usada em circos. Em 1936, George, que era ginasta, construiu um aparelho desmontável e, com ele, percorreu os Estados Unidos organizando torneios esportivos e aproveitando para vender sua invenção.

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Foto: Ricardo Bufolin/CBG
O que George jamais poderia imaginar era que, cerca de uma década depois, após a Segunda Guerra Mundial, sua invenção, aliada aos exercícios que proporcionava, seria amplamente usada com fins militares pelos exércitos norte-americano, soviético e francês. À época, os exercícios em camas elásticas eram usados para o treinamento de paraquedistas, pilotos de avião e até mesmo astronautas. O aparelho permitia preparar os militares para os loopings que poderiam ocorrer em aviões ou em casos de quedas de aeronaves. O uso das camas elásticas com esse fim continuou por muitos anos e só foi abandonado na década de 1980, com a introdução de simuladores.
As camas elásticas se popularizaram pelo mundo na década de 1950, tanto que a prática da ginástica de trampolim só não fez parte das Olimpíadas de 1980, em Moscou, por conta de uma tragédia ocorrida à época, quando uma ginasta sofreu uma queda e ficou tetraplégica. A influência negativa do acidente e o medo de que algo parecido pudesse afetar a imagem das Olimpíadas fez com que o Comitê Olímpico Internacional (COI) adiasse durante anos a admissão da modalidade no programa olímpico.
Em 2000, finalmente a ginástica de trampolim passou a integrar o programa olímpico, em Sydney. Para isso ocorrer, no entanto, a Federação Internacional de Trampolim, nascida em 1964, teve que ser absorvida pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), o que aconteceu em 1999.
 
Curiosidades

De meias?
Os atletas da ginástica de trampolim não podem competir descalços. Durante as apresentações, eles devem usar meias ou sapatilhas de ginástica.

Acesse também
Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)
Site: www.cbginastica.com.br
E-mail: luciene@cbginastica.com.br
Federação Internacional de Ginástica (FIG): www.fig-gymnastics.com

Esportes Olímpicos: Ginástica Artística

História

A prática de movimentos semelhantes aos realizados hoje na ginástica artística conta com relatos no Egito Antigo. Mas os historiadores apontam a Grécia como o berço da ginástica. A busca pelo corpo perfeito para praticar esportes e para aperfeiçoar o desempenho militar estão na gênese da modalidade.

Durante a Idade Média, após o declínio do Império Romano, o culto ao corpo perdeu força e a ginástica viveu um período de ostracismo, ficando restrita praticamente aos acrobatas. O resgate só se deu no início do século 19, quando, em 1811, o alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn fundou a primeira escola para a prática de ginástica ao ar livre.
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Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Embora o objetivo de Jahn não fosse esportivo e, sim, preparar fisicamente os jovens alemães para enfrentar o exército de Napoleão Bonaparte, a idéia se difundiu por outros países europeus, que passaram a adotar os exercícios de ginástica. Ludwig Jahn criou os aparelhos cavalo com alças, barras horizontais, trave e barras paralelas, além das modalidades de saltos. Ele é considerado o “pai da ginástica”, mesmo tendo sido perseguido e preso depois que a prática do esporte foi considerada perigosa e de alto teor revolucionário.
Mas a semente plantada por Jahn já tinha crescido e dado frutos. Muitos ginastas alemães trataram de disseminar o esporte por outras nações, entre elas o Brasil. Depois de décadas de proibição, em 1881 foi fundada, em Liege, na Bélgica, a Federação Europeia de Ginástica (FEG). O esporte ganhou um novo status, arrebatando cada vez mais fãs fascinados pela força, precisão e destreza dos ginastas.
As provas

A ginástica artística engloba várias provas, no masculino e no feminino. São elas:

Masculino
- Solo
- Cavalo com alças
- Argolas
- Salto sobre o cavalo
- Barras paralelas
- Barra fixa

Feminino
- Solo
- Salto sobre o cavalo
- Barras assimétricas
- Trave

Curiosidades
Tradição olímpica
A ginástica é um dos quatro esportes disputados desde a primeira edição das Olimpíadas da Era Moderna, em 1896, em Atenas. Os outros são atletismo, esgrima e natação.

Simplesmente perfeita
A romena Nadia Comaneci protagonizou um feito histórico nas Olimpíadas de Montreal-1976. Após uma apresentação de gala nas barras assimétricas, ela se tornou a primeira ginasta da história (incluindo homens e mulheres) a receber nota máxima de todos os sete jurados. Naquela edição, ela conquistou cinco medalhas, sendo três de ouro (barras assimétricas, trave e individual geral), uma de prata (por equipe) e uma de bronze (solo).

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Confederação Brasileira de Ginástica (CBG)
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E-mail: luciene@cbginastica.com.br
Federação Internacional de Ginástica (FIG): www.fig-gymnastics.com

Esportes Olímpicos: Futebol

História
O ato de impulsionar uma bola com os pés para fazê-la chegar a um determinado destino começou na China, entre os séculos 2 e 3 antes de Cristo. Com o nome de Tsu' Chu, o jogo consistia em chutar uma bola, feita de couro e recheada com penas e cabelos ou crinas, em direção a uma pequena rede fixada entre duas estacas de bambu. O jogador podia usar os pés, o peito, as costas e os ombros – mas não as mãos –, ao mesmo tempo em que resistia aos ataques dos oponentes.
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Foto: Shutterstock
O futebol moderno, entretanto, tem origem bem mais recente. Coube aos ingleses organizá-lo nos moldes que conhecemos atualmente. Nesse sentido, o esporte mais popular do planeta nasceu oficialmente em 1863, na Inglaterra, quando houve a separação de duas vertentes do rúgbi.
Em 1823, na Rúgbi School, coexistiam dois grupos de praticantes cujas visões sobre o esporte divergiam. Em um grupo, o rúgbi era praticado sem que a bola pudesse ser tocada com as mãos, enquanto no outro isso era permitido, como ocorre até hoje na modalidade.
Ao longo das décadas seguintes, as práticas das duas vertentes conviveram, até que, em 1863, elas se separaram oficialmente. O momento crucial da história do futebol moderno se deu em 26 de outubro de 1863, quando, em Londres, foi realizada uma reunião envolvendo representantes de 11 clubes e os veteranos da Universidade de Cambridge. À época, o futebol era praticado com diferentes regras e um dos objetivos do encontro era buscar uma padronização.
Aquele “simpósio” marcou o nascimento da Football Association (FA). Ficou decidido que o futebol seria separado do rúgbi. Foram necessárias, porém, mais seis reuniões nos 44 dias seguintes até que a FA pudesse se organizar efetivamente e as regras fossem oficializadas, o que ocorreu em 8 de dezembro daquele ano.
Em 19 de dezembro de 1863, a FA promoveu a primeira partida de sua história, entre as equipes de Barnes e Richmond, disputada no Limes Field, em Barnes. O jogo terminou empatado em 0 a 0. A primeira partida internacional foi disputada em 30 de novembro de 1872, na Escócia, entre Inglaterra e Escócia, e também terminou empatada sem gols.
O futebol cresceu rapidamente nos anos seguintes. Em 21 de maio de 1904, foi fundada, em Paris, a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Em 1930, veio a primeira Copa do Mundo, no Uruguai, com 13 equipes, vencida pela seleção anfitriã. Hoje o futebol é o maior esporte do planeta, com 209 países afiliados à Fifa.
 
Curiosidades

Paris 1900
O futebol foi disputado pela primeira vez em Olimpíadas nos Jogos de Paris, em 1900. À época, o esporte ainda engatinhava e apenas três nações estiveram representadas na modalidade: Grã-Bretanha, França e Bélgica. A Grã-Bretanha derrotou os franceses na decisão, por 4 a 0, e o país inventor do futebol se tornou o primeiro campeão olímpico da história.
Só falta o ouro
Apesar de ser o país com o maior número de troféus em Copas do Mundo (cinco), o Brasil ainda sonha com o ouro olímpico. Passou perto em três ocasiões. O time disputou as finais dos Jogos em 1984, em Los Angeles; em 1988, em Seul; e em 2012, em Londres. Perdeu, respectivamente, para a França, a União Soviética e o México.
Acesse também
Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
Site: www.cbf.com.br
E-mail: cbf@cbffutebol.com.br
Federação Internacional de Futebol (FIFA): www.fifa.com