Globalização

A globalização permite, em tese, uma maior integração entre as diferentes áreas do planeta.
globalização é um dos termos mais frequentemente empregados para descrever a atual conjuntura do sistema capitalista e sua consolidação no mundo. Na prática, ela é vista como a total ou parcial integração entre as diferentes localidades do planeta e a maior instrumentalização proporcionada pelos sistemas de comunicação e transporte.

Mas o que é globalização exatamente?
O conceito de globalização é dado por diferentes maneiras conforme os mais diversos autores em Geografia, Ciências Sociais, Economia, Filosofia e História que se pautaram em seu estudo. Em uma tentativa de síntese, podemos dizer que a globalização é entendida como a integração com maior intensidade das relações socioespaciais em escala mundial, instrumentalizada pela conexão entre as diferentes partes do globo terrestre.
Vale lembrar, no entanto, que esse conceito não se refere simplesmente a uma ocasião ou acontecimento, mas a um processo. Isso significa dizer que a principal característica da globalização é o fato de ela estar em constante evolução e transformação, de modo que a integração mundial por ela gerada é cada vez maior ao longo do tempo.
Há um século, por exemplo, a velocidade da comunicação entre diferentes partes do planeta até existia, porém ela era muito menos rápida e eficiente que a dos dias atuais, que, por sua vez, poderá ser considerada menos eficiente em comparação com as prováveis evoluções técnicas que ocorrerão nas próximas décadas. Podemos dizer, então, que o mundo encontra-se cada dia mais globalizado.
O avanço realizado nos sistemas de comunicação e transporte, responsável pelo avanço e consolidação da globalização atual, propiciou uma integração que aconteceu de tal forma que tornou comum a expressão “aldeia global”. O termo “aldeia” faz referência a algo pequeno, onde todas as coisas estão próximas umas das outras, o que remete à ideia de que a integração mundial no meio técnico-informacional tornou o planeta metaforicamente menor.

A origem da Globalização
Não existe um total consenso sobre qual é a origem do processo de globalização. O termo em si só veio a ser elaborado a partir da década de 1980, tendo uma maior difusão após a queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria. No entanto, são muitos os autores que defendem que a globalização tenha se iniciado a partir da expansão marítimo-comercial europeia, no final do século XV e início do século XVI, momento no qual o sistema capitalista iniciou sua expansão pelo mundo.
De toda forma, como já dissemos, ela foi gradativamente apresentando evoluções, recebendo incrementos substanciais com as transformações tecnológicas proporcionadas pelas três revoluções industriais. Nesse caso, cabe um destaque especial para a última delas, também chamada de Revolução Técnico-Científica-Informacional, iniciada a partir de meados do século XX e que ainda se encontra em fase de ocorrência. Nesse processo, intensificaram-se os avanços técnicos no contexto dos sistemas de informação, com destaque para a difusão dos aparelhos eletrônicos e da internet, além de uma maior evolução nos meios de transporte.
Portanto, a título de síntese, podemos considerar que, se a globalização iniciou-se há cerca de cinco séculos aproximadamente, ela consolidou-se de forma mais elaborada e desenvolvida ao longo dos últimos 50 anos, a partir da segunda metade do século XX em diante.

Características da globalização / aspectos positivos e negativos
Uma das características da globalização é o fato de ela se manifestar nos mais diversos campos que sustentam e compõem a sociedade: cultura, espaço geográfico, educação, política, direitos humanos, saúde e, principalmente, a economia. Dessa forma, quando uma prática cultural chinesa é vivenciada nos Estados Unidos ou quando uma manifestação tradicional africana é revivida no Brasil, temos a evidência de como as sociedades integram suas culturas, influenciando-se mutuamente.
Existem muitos autores que apontam os problemas e os aspectos negativos da globalização, embora existam muitas polêmicas e discordâncias no cerne desse debate. De toda forma, considera-se que o principal entre os problemas da globalização é uma eventual desigualdade social por ela proporcionada, em que o poder e a renda encontram-se em maior parte concentrados nas mãos de uma minoria, o que atrela a questão às contradições do capitalismo.
Além disso, acusa-se a globalização de proporcionar uma desigual forma de comunicação entre os diferentes territórios, em que culturas, valores morais, princípios educacionais e outros são reproduzidos obedecendo a uma ideologia dominante. Nesse sentido, forma-se, segundo essas opiniões, uma hegemonia em que os principais centros de poder exercem um controle ou uma maior influência sobre as regiões economicamente menos favorecidas, obliterando, assim, suas matrizes tradicionais.
Entre os aspectos positivos da globalização, é comum citar os avanços proporcionados pela evolução dos meios tecnológicos, bem como a maior difusão de conhecimento. Assim, por exemplo, se a cura para uma doença grave é descoberta no Japão, ela é rapidamente difundida (a depender do contexto social e econômico) para as diferentes partes do planeta. Outros pontos considerados vantajosos da globalização é a maior difusão comercial e também de investimentos, entre diversos outros fatores.
É claro que o que pode ser considerado como vantagem ou desvantagem da globalização depende da abordagem realizada e também, de certa forma, da ideologia empregada em sua análise. Não é objetivo, portanto, deste texto entrar no mérito da discussão em dizer se esse processo é benéfico ou prejudicial para a sociedade e para o planeta.

Efeitos da Globalização
Existem vários elementos que podem ser considerados como consequências da globalização no mundo. Uma das evidências mais emblemáticas é a configuração do espaço geográfico internacional em redes, sejam elas de transporte, de comunicação, de cidades, de trocas comerciais ou de capitais especulativos. Elas formam-se por pontos fixos – sendo algumas mais preponderantes que outras – e pelos fluxos desenvolvidos entre esses diferentes pontos.
Outro aspecto que merece destaque é a expansão das empresas multinacionais, também chamadas de transnacionais ou empresas globais. Muitas delas abandonam seus países de origem ou, simplesmente, expandem suas atividades em direção aos mais diversos locais em busca de um maior mercado consumidor, de isenção de impostos, de evitar tarifas alfandegárias e de angariar um menor custo com mão de obra e matérias-primas. O processo de expansão dessas empresas globais e suas indústrias reverberou no avanço da industrialização e da urbanização em diversos países subdesenvolvidos e emergentes, incluindo o Brasil.
Outra dinâmica propiciada pelo avanço da globalização é a formação dos acordos regionais ou dos blocos econômicos. Embora essa ocorrência possa ser inicialmente considerada como um entrave à globalização, pois acordos regionais poderiam impedir uma global interação econômica, ela é fundamental no sentido de permitir uma maior troca comercial entre os diferentes países e também propiciar ações conjunturais em grupos.
Por fim, cabe ressaltar que o avanço da globalização culminou também na expansão e consolidação do sistema capitalista, além de permitir sua rápida transformação. Assim, com a maior integração mundial, o sistema liberal – ou neoliberal – ampliou-se consideravelmente na maior parte das políticas econômicas nacionais, difundindo-se a ideia de que o Estado deve apresentar uma mínima intervenção na economia.
A globalização é, portanto, um tema complexo, com incontáveis aspectos e características. Sua manifestação não pode ser considerada linear, de forma a ser mais ou menos intensa a depender da região onde ela se estabelece, ganhando novos contornos e características. Podemos dizer, assim, que o mundo vive uma ampla e caótica inter-relação entre o local e o global.

Fonte: Brasil EscolaPor Me. Rodolfo Alves Pena

A invasão Holandesa deixou marcas fortes na sociedade brasileira


Haia (Holanda) – Antes da “invasão” recente de investidores holandeses ao Brasil, comerciantes dos Países Baixos se estabeleceram na Região Nordeste por mais de 25 anos, no século 17. O episódio histórico, conhecido como “invasão holandesa”, deixou marcas fortes na sociedade brasileira, segundo a historiadora Virginia Almoedo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

De acordo com os registros históricos oficiais, a invasão dos holandeses ocorreu em duas etapas. Em um primeiro momento, os estrangeiros se estabeleceram na cidade de Salvador, no ano de 1624. Em uma segunda ocasião, desta vez mais duradoura, representantes da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais ocuparam a cidade pernambucana de Olinda, seis anos mais tarde.

A permanência dos holandeses em território brasileiro durou nada menos do que 24 anos, período em que foram conquistados também outros estados do Nordeste: Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Maranhão. “Pernambuco já estava nos planos da Holanda há muito tempo por conta do açúcar”, explica Almoedo.

Na época, a recém-criada Companhia das Índias Ocidentais havia ganhado do governo da Holanda o monopólio do comércio nas Américas. Em busca de lucros com a produção açucareira e o tráfico de escravos, a empresa ocupou não só ilhas do Caribe e territórios da América do Norte, como o próprio Brasil.

Os 24 anos foram tempo suficiente para que esse povo deixasse marcas na arquitetura, cultura e no imaginário dos brasileiros, principalmente por meio de seu principal expoente, o conde João Maurício de Nassau-Siegen, que governou os territórios conquistados entre 1637 e 1644.

Virginia Almoedo destaca como principais contribuições dos holandeses a criação de um plano urbanístico para Recife, então batizada de Mauristad (ou Cidade Maurícia) e o legado científico-cultural. “Pernambuco ainda era a capitania mais próspera do Brasil em termos econômicos, mas não em termos de cultura, por conta da distância da Europa. Com Nassau, você vai ter algumas inserções da arte européia, do jardim europeu”, afirma.

No site da embaixada brasileira na Holanda, Maurício de Nassau é retratado como grande administrador público, que teria sido responsável por uma época de ouro do Nordeste. Em contraste com os interesses puramente mercantilistas da Companhia das Índias Ocidentais, Nassau teria trazido muitos cientistas, artistas e cartógrafos, além de ter implantado os primeiros jardins zoológicos e botânicos das Américas, em Recife.

A historiadora da UFPE destaca que o maior legado dos holandeses no Nordeste está na memória coletiva dos pernambucanos e não na herança material. Mesmo porque, segundo Almoedo, não há grandes construções originais holandesas que tenham permanecido até os dias de hoje.

“Há no imaginário popular do pernambucano a idéia de que tudo o que há de bom aqui foi construído pela Holanda. Os guias mirins nos confins do estado dizem que qualquer igreja ou ruína é uma construção holandesa. Já ouvi guias falarem: ‘essa é a ponte de Maurício de Nassau’. Na verdade, essa ponte não está mais lá. É apenas o local onde havia a ponte. Não há mais nada de casario ou de pontes que tenham sido preservadas”, conta a historiadora.

Para ela, ter ficado sob domínio dos holandeses, ainda que por apenas 24 anos, é motivo de orgulho para grande parte dos pernambucanos. “Os portugueses estiveram aqui presentes por 300 anos. Os holandeses apenas por 24 anos. Mas, no imaginário, é muito mais forte a contribuição holandesa do que a portuguesa na cultura pernambucana, principalmente nas camadas mais populares”, diz.

Outro marco importante da história do país que remonta à invasão holandesa é a criação de um exército genuinamente brasileiro. Na década de 1640, luso-brasileiros, negros, índios e mestiços se juntaram para lutar contra a dominação estrangeira, que depois do período conciliatório de Nassau voltou a incomodar os nordestinos.

A primeira Batalha dos Guararapes, em 1648, é considerada um dos marcos do processo de expulsão dos holandeses, que só se consolidaria em 1654. A data desta batalha, 19 de abril, é hoje comemorada como o Dia do Exército. As próprias Forças Armadas consideram esse grupo de pernambucanos o primeiro Exército do Brasil. “Os pernambucanos foram efetivamente os grandes heróis desta restauração da Capitania de Pernambuco ao poder luso”, afirma a historiadora.

Mas a expulsão dos holandeses do Nordeste, em 1654, não foi o ponto final. A recuperação total da soberania portuguesa sobre a região só seria conseguida anos depois, com o pagamento de uma indenização à Companhia das Índias Ocidentais.

Fonte: O Brasileirinho

Estão abertas as inscrições para o Vestibular Seriado 2016 (SSA) da UPE


Começaram, na última segunda-feira (3), as inscrições para o vestibular seriado da Universidade de Pernambuco (UPE), o Sistema Seriado de Avaliação (SSA) de 2016. O processo seletivo é realizado em três etapas: são três avaliações anuais, uma em cada ano do ensino médio. Por meio do SSA, a instituição oferta 1.730 vagas em 54 cursos de graduação, em todo o estado. A seleção tem 20% das vagas destinadas a candidatos cotistas.

Para se inscrever, os candidatos -- que podem ser de qualquer parte do Brasil -- precisam acessar o site do vestibular. A inscrição custa R$ 85 e segue até 2 de setembro, apenas pela internet. As provas dos alunos do primeiro e do segundo ano do ensino médio serão realizadas nos dias 13 e 14 de dezembro. Já os estudantes do terceiro ano vão fazer as provas nos dias 22 e 23 de novembro.

Colégio de Aplicação da UFPE tem 4ª melhor média geral e a maior média de Redação entre as escolas públicas no Enem 2014


O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) obteve a melhor média das provas objetivas entre as escolas públicas do estado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, com 674,65 pontos. O resultado também colocou a unidade de ensino no 4º lugar entre as públicas do país com as maiores médias nas provas objetivas. O colégio ainda alcançou a melhor média na redação entre todas as escolas do estado, com pontuação de 843,85. Já o Aplicação do Recife, ligado à Universidade de Pernambuco (UPE), e o Colégio Militar do Recife ficaram com a segunda e terceira melhores médias entre as públicas do estado, respectivamente, na prova objetiva. As notas por escola do Enem foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira (5).

Investir numa educação que faça o aluno debater e refletir mais sobre os temas estudados é o caminho que levou o Colégio de Aplicação da UFPE a ter um bom desempenho no Enem por mais um ano, acredita o diretor, Alfredo Matos. "O fato de decorar é um dos processos de aprendizado, mas o decorar pelo decorar não faz sentido, ainda mais agora. O aluno conseguindo interpretar a questão, ele pode dar uma resposta mais precisa", apontou.

A formação dos alunos para ter uma percepção mais crítica começa ainda no ensino fundamental. "Isso começa desde o 6º ano, esse incentivo de pensar além do que está lendo. Ele vai opinar, vai ter que ouvir a opinião dos outros. Eles acabam discutindo e indo além do que está sendo proposto. O Enem exige leitura, interpretação. Todas as escolas vão ter que se adaptar", afirmou o professor, destacando que o foco da escola está nos alunos e não no primeiro lugar.

A divulgação dos dados de 2014 marca o terceiro ano consecutivo em que o governo federal não apresenta a média geral em formato de ranking. O objetivo é diminuir o impacto da comparação direta entre as instituições de ensino. Além do governo, especialistas em educação apontam que o Enem é um elemento, mas não pode ser critério único para definir a qualidade de uma escola.

Melhores médias das provas objetivas
Segundo o cálculo aritmético feito pelo G1, com base nas notas das quatro provas objetivas (linguagens, matemática, ciências humanas e ciência da natureza), a escola com a média geral mais alta em Pernambuco foi a Unidade II do Colégio Motivo, com 684,97 – a Unidade I do colégio ficou em 31º, com média 589,26. O Colégio Equipe aparece com a segunda maior média nessas provas, com 684,08, enquanto o terceiro é o Colégio Cognitivo, com 682,34. Todas as unidades ficam no Recife.

Em busca de relativizar a formação de um ranking, o Inep diz que neste ano foi incluído o indicador de permanência na escola. Ele mostra se o estudante cursou total ou parcialmente o ensino médio no mesmo local. No caso de Pernambuco, por exemplo, é possível constatar que menos de 20% dos estudantes cursaram o ensino médio na Unidade II do Colégio Motivo, primeiro lugar no ranking estadual.

Desde o ano passado, o Inep divulga o indicador de nível socioeconômico das escolas junto às notas do Enem. Neste ano, as 11 melhores médias do estado nas provas objetivas foram identificadas como tendo o nível socioeconômico muito alto, mesmo nas escolas públicas bem colocadas.

>> Confira as escolas de PE com maiores médias nas provas objetivas:

1º) Colégio Motivo - Unidade II (Recife) - privada - 684,97
2º) Colégio Equipe (Recife) - privada - 684,08
3º) Colégio Cognitivo (Recife) - privada - 682,34
4º) Colégio Fazer Crescer - Ensino Médio (Recife) - privada - 681,62
5º) Colégio de Aplicação do CE da UFPE (Recife) - federal - 674,65
6º) Grupo Gênese de Ensino Colégio e Curso (Recife) - privada - 658,85
7º) Colégio 17 de Agosto (Recife) - privada - 655,45
8º) Escola de Aplicação - FCAP UPE (Recife) - estadual - 644,80
9º) Grupo Gênese de Ensino LTDA (Recife) - privada - 639,32
10º) Colégio Núcleo (Recife) - privada - 631,94

>> Confira as escolas de PE com maiores médias na redação:

1º) Colégio de Aplicação do CE da UFPE (Recife) - federal - 843,85
2º) Escola de Aplicação - FCAP UPE (Recife) - estadual - 843,33
3º) Colégio Equipe (Recife) - privada - 810,83
4º) Colégio Cognitivo (Recife) - privada - 801,76
5º) Colégio Motivo - Unidade II (Recife) - privada - 785,37
6º) CFI - Colégio de Formação Integral (Recife) - privada - 782,38
7º) Colégio Núcleo (Recife) - privada - 756,49
8º) Colégio Santa Maria (Recife) - privada - 748,48
9º) Grupo Gênese de Ensino LTDA (Recife) - privada - 748,12
10º) Colégio Fazer Crescer - Ensino Médio (Recife) - privada - 744,40


>> Confira as escolas PÚBLICAS de PE com maiores médias nas provas objetivas:

1º) Colégio de Aplicação do Centro de Educação da UFPE (Recife) - federal - 674,65
2º) Escola de Aplicação - FCAP UPE (Recife) - estadual - 644,80
3º) Colégio Militar do Recife (Recife) - federal - 619,70
4º) IFPE Recife (Recife) - federal - 604,82
5º) Anexo I do Colégio da Polícia Militar Petrolina (Petrolina) - estadual - 583,78
6º) Escola de Aplicação Professor Chaves (Nazaré da Mata) - estadual - 576,86
7º) Esc. Aplicação Profa. Ivonita Alves Guerra (Garanhuns) - estadual - 566,21
8º) Campus Petrolina - IF Sertão PE (Petrolina) - federal - 564,29
9º) Escola Técnica Estadual Cícero Dias (Recife)  - estadual - 563,79
10º) Colégio Agrícola Dom Agostinho Ikas (São Lourenço da Mata) - federal - 559,55

Fonte: G1 PE

Ele existe: 'Pikachu' é um coelho mágico e foi fotografado na China

Quem é esse Pokémon?
Pequeno, peludinho, extremamente fofo, com orelhas eretas e pontudas e chamado Pika: não, não estamos falando do pokémon favorito de Ash, mas sim do pika-de-ili, um raro mamífero redescoberto na China.

O pika-de-ili foi avistado pela primeira vez em 1983 na região da cordilheira Tian Shan, no noroeste da China. Quem descobriu o bichinho foi Li Weidong, que desde então criou uma fixação pelo animal. Isso porque descobrir espécies de insetos, aves e peixes é bastante comum, mas revelar um novo mamífero ao mundo é um evento bastante raro.

Cientificamente chamado de Ochotona iliensis, os pikas-de-ili estão em extinção: estima-se que existam menos de mil exemplares da espécie. A última vez que Weidong havia fotografado um pika-de-ili foi no começo dos anos 90. Para constar: o “Ili” do nome é a cidade-natal de Weidong.
Estima-se que existam menos de mil pikas-de-ili no mundo

“Se ele se tornar extinto na minha frente, eu vou me sentir tão culpado”, declarou Weidong à rede de televisão CNN. Ele acompanhou todo o declínio da espécie e acredita que os pikas-de-ili precisam urgentemente ser “adotados” por grupos de preservação animal. O pequeno mamífero, de cerca de 20 centímetros, foi incluído na lista de animais ameaçados, mas nada está sendo feito para mudar essa perspectiva.

Região de difícil acesso

Originalmente, os pikas-de-ili viviam a entre 3,2 e 3,4 mil metros de altitude, na encosta rochosa das montanhas geladas. Com o aumento do aquecimento global e o derretimento do gelo das montanhas, os bichinhos precisaram subir a até cerca de 4 mil metros, onde ainda existe neve permanente. Eles se alimentam de gramíneas que crescem em locais muito frios.

Apesar de extremamente fofos e com aparência de dóceis bichinhos de pelúcia, os pikas-de-ili são animais solitários e pouco “conversadores”. Assim, eles não têm a habilidade de comunicar com outros da espécie quando algum predador está se aproximando.

Li Weidong na cordilheira de Tian Shan, o habitat dos pikas-de-Ili

Coelho mágico e Pikachu

Nos trinta anos em que pesquisa os pika-de-ili, Li Weidong já organizou inúmeras excursões à região de Tian Shan. Porém, em poucas vezes o bichinho foi observado. Entre 2002 e 2003, o mamífero ganhou o apelido de “coelho mágico”, já que saltou sobre os pés de Weidong e sumiu instantes depois, sem que um registro pudesse ter sido feito. As fotos divulgadas agora foram feitas em julho de 2014, com ajuda de câmeras infravermelhas.

Existem outras espécies de pikas pelo mundo e podem ter sido elas a inspiração para o Pikachu do Pokémon. Diferente deles, o famoso personagem amarelo é extremamente popular, sendo a principal referência visual quando se fala da saga de Ash e do anime japonês.

Fonte: Mega Curioso


História de Pernambuco

Uma terra altiva, de muitos movimentos nativistas que tiveram impacto histórico determinante para o Brasil.

O Início

Em 1501, quando a expedição do navegador Gaspar de Lemos fundou feitorias no litoral da colônia portuguesa, na recém descoberta América, teve início o processo de colonização de Pernambuco, uma das primeiras áreas brasileiras a ter ativa colonização portuguesa.

Entre os anos de 1534 e 1536, Dom João III, então rei de Portugal, instalou o sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil, que consistia na doação de um lote de terras, chamado Capitania, a um Donatário (português), a quem caberia explorar, colonizar as terras, fundar povoados, arrecadar impostos e estabelecer as regras do local. Dentre os primeiros 14 lotes distribuídos por D. João III estava a Capitania de Pernambuco, ou Capitania de Nova Lusitânia, como seu Donatário, Duarte Coelho, a batizou. Dessa forma, em 1535, Duarte Coelho se estabeleceu no local onde fundou a vila de Olinda e espalhou os primeiros engenhos da região. Até então, os ocupantes do território eram os índios Tabajaras.

A Colônia

No período colonial, Pernambuco torna-se um grande produtor de açúcar e durante muitos anos é responsável por mais de metade das exportações brasileiras. Pernambuco torna-se a mais promissora das capitanias da Colônia Portuguesa na América. Tal prosperidade chamou a atenção dos holandeses, que, entre 1630 e 1654, ocuparam toda a região, sob o comando da Companhia das Índias Ocidentais, tendo como representante o Conde Mauricio de Nassau, que por ter incendiado Olinda, estabeleceu-se no Recife, fazendo-a capital do Brasil holandês. Nassau traz para Pernambuco uma forma de administrar inovadora. Realiza inúmeras obras de urbanização, amplia a lavoura da cana e assegura a liberdade de culto.

No período holandês, é fundada no Recife a primeira sinagoga das Américas. Amante das artes, Nassau tem na sua equipe inúmeros artistas, como Frans Post e Albert Eckhrout, pioneiros na documentação visual da paisagem brasileira e do cotidiano dos seus habitantes.

A partir de 1645 teve início um movimento de luta popular contra o domínio holandês de Pernambuco: a Insurreição Pernambucana. A primeira vitória importante dos insurretos se deu no Monte das Tabocas, hoje localizado no município de Vitória de Santo Antão, onde 1.200 insurretos mazombos munidos de armas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram numa emboscada 1.900 holandeses bem armados e bem treinados. Foram quase 10 anos de conflito, com destaque para as duas Batalhas de Guararapes, até que em janeiro de 1654 os holandeses se renderam. O movimento foi um marco importante para o Brasil, tanto militarmente, com a consolidação das táticas de guerrilha e emboscada, quanto socio-politicamente, com o aumento da miscigenação entre as três raças (negro africano, branco europeu e índio nativo) e o começo de um sentimento de nacionalidade.

A ocupação dos holandeses fez Recife prosperar, onde se estabeleceram muitos comerciantes e mascates, enquanto Olinda continuava a ser o reduto dos senhores de engenho. Devido a divergências quanto à demarcação de novas vilas, em 1710, os moradores de Olinda invadem o Recife, dando inicio a chamada Guerra dos Mascates. O líder da ocupação, Bernardo Vieira de Melo entrou para a história quando sugeriu que Pernambuco se tornasse uma república. Essa foi a primeira vez que se falou em república no país. O conflito só terminou com a chegada, em 1711, do novo governador da região.

O Império

Em 1817, Pernambuco tentou proclamar-se independente de Portugal, mas o movimento foi derrotado. A Revolução Praeira, em 1848, questionava o regime monárquico, e já pregava a República. Joaquim Nabuco, um dos maiores símbolos do Abolicionismo, iniciou a pregação das idéias no Recife. Os pernambucanos se orgulham de sua participação altiva na História do Brasil, sempre mantendo altos ideais libertários.

A República

Com o advento da República, Pernambuco procura ampliar sua rede industrial, mas continua marcado pela tradicional exploração do açúcar. O Estado moderniza suas relações trabalhistas e lidera movimentos para o desenvolvimento do Nordeste, como no momento da criação da Sudene. A partir de meados da década de 60, Pernambuco começa a reestruturar sua economia, ampliando a rede rodoviária até o sertão e investindo em pólos de investimento no interior do Estado. Na última década, consolidam-se os setores de ponta da economia pernambucana, sobretudos aqueles atrelados ao setor de serviços (turismo, informática, medicina) e estabelece-se uma tendência constante de modernização da administração pública.

Fonte: Governo de Pernambuco

Veja cinco motivos a favor e cinco contra a redução da maioridade penal


Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a proposta que reduz a maioridade penal no Brasil de 18 para 16 anos promete colocar ainda mais "lenha na fogueira" dessa já acalorada discussão.

Apesar da oposição de deputados ligados ao governo, a CCJ, fortemente influenciada pela a Frente Parlamentar da Segurança Pública, conhecida como Bancada da Bala, aprovou a constitucionalidade da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) nesta terça-feira (31).

Agora, a Câmara criará uma comissão especial para analisar a proposta. Só depois de ser votada duas vezes na Câmara e de passar pelo Senado (também em duas votações) é que poderá, se for aprovada, virar lei. A tramitação da PEC ainda pode ser questionada no STF (Supremo Tribunal Federal).

O UOL consultou juristas, artigos e ONGs e selecionou argumentos contra e a favor da redução da maioridade penal. Confira:

Contra
  1. A redução da maioridade penal fere uma das cláusulas pétreas (aquelas que não podem ser modificadas por congressistas) da Constituição de 1988. O artigo 228 é claro: "São penalmente inimputáveis os menores de 18 anos";
  2. A inclusão de jovens a partir de 16 anos no sistema prisional brasileiro não iria contribuir para a sua reinserção na sociedade. Relatórios de entidades nacionais e internacionais vêm criticando a qualidade do sistema prisional brasileiro;
  3. A pressão para a redução da maioridade penal está baseada em casos isolados, e não em dados estatísticos. Segundo a Secretaria Nacional de Segurança Pública, jovens entre 16 e 18 anos são responsáveis por menos de 0,9% dos crimes praticados no país. Se forem considerados os homicídios e tentativas de homicídio, esse número cai para 0,5%;
  4. Em vez de reduzir a maioridade penal, o governo deveria investir em educação e em políticas públicas para proteger os jovens e diminuir a vulnerabilidade deles ao crime. No Brasil, segundo dados do IBGE, 486 mil crianças entre cinco e 13 anos eram vítimas do trabalho infantil em todo o Brasil em 2013. No quesito educação, o Brasil ainda tem 13 milhões de analfabetos com 15 anos de idade ou mais;
  5. A redução da maioridade penal iria afetar, preferencialmente, jovens negros, pobres e moradores de áreas periféricas do Brasil, na medida em que este é o perfil de boa parte da população carcerária brasileira. Estudo da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) aponta que 72% da população carcerária brasileira é composta por negros.


A favor
  1. A mudança do artigo 228 da Constituição de 1988 não seria inconstitucional. O artigo 60 da Constituição, no seu inciso 4º, estabelece que as PECs não podem extinguir direitos e garantias individuais. Defensores da PEC 171 afirmam que ela não acaba com direitos, apenas impõe novas regras;
  2. A impunidade gera mais violência. Os jovens "de hoje" têm consciência de que não podem ser presos e punidos como adultos. Por isso continuam a cometer crimes;
  3. A redução da maioridade penal iria proteger os jovens do aliciamento feito pelo crime organizado, que tem recrutado menores de 18 anos para atividades, sobretudo, relacionadas ao tráfico de drogas;
  4. O Brasil precisa alinhar a sua legislação à de países desenvolvidos com os Estados Unidos, onde, na maioria dos Estados, adolescentes acima de 12 anos de idade podem ser submetidos a processos judiciais da mesma forma que adultos;
  5. A maioria da população brasileira é a favor da redução da maioridade penal. Em 2013, pesquisa realizada pelo instituto CNT/MDA indicou que 92,7% dos brasileiros são a favor da medida. No mesmo ano, pesquisa do instituto Datafolha indicou que 93% dos paulistanos são a favor da redução.
Fonte: UOL

143 perguntas bíblicas e as respectivas respostas (Parte 3)



Aqui, você encontrará perguntas bíblicas e as respectivas respostas, seguidas do texto bíblico onde as respostas são encontradas.

I Samuel

45. Qual o juiz que morreu após cair da cadeira para trás ?
R: Eli. I Samuel 4-18.46. Que mulher que, ao saber que a Arca do Senhor tinha sido tomada e de que seu marido e seu sogro tinham morrido, teve um parto prematuro e, depois, morreu ?
R: A mulher de Finéias. I Samuel 4-19,20.
47. Que povo foi derrotado na batalha por causa dos trovões ?
R: Os filisteus. I Samuel 7-10.
48. Quem ganhou um reino quando procurava as jumentas do seu pai ?
R: Saul. I Samuel 9-2,3,17.
49. Qual o homem que, engatinhando, venceu uma batalha e contra que povo ele estava guerreando ?
R: Jônatas, filho do rei Saul. Filisteus. I Samuel 14-13,14.
50. Onde se menciona o queijo na Bíblia pela 1ª vez ?
R: I Samuel 17-18.

II Samuel

51. Quem foi condenado à morte por ter matado um rei de Israel ?
R: Um moço amalequita. II Samuel 1-1 a 16.
52. Quais os 2 irmãos que, depois de mortos, tiveram suas mãos e pés decepados ?
R: Recabe e Baaná. II Samuel 4-8,9,10,11,12.
53. Que homem israelita era celebrado por sua beleza ?
R: Absalão. II Samuel 14-25.
54. Quem cortava os cabelos no fim de cada ano, pois os mesmos muito lhe pesavam ?
R: Absalão. II Samuel 14-25,26.
55. Qual o nome do amigo do rei Davi, que disse que estaria a seu lado em qualquer situação ?
R: Itai. II Samuel 15-21.
56. Quais os 2 homens que, ajudados por uma mulher, se enconderam em um poço, conseguindo, assim, enganar os seus inimigos ?
R: Jônatas e Aimaás. II Samuel 17-17,18,19,20,21.
57. Quem foi o 1º homem, citado na Bíblia, que se enforcou ?
R: Aitofel. II Samuel 17-23.
58. Quem matou o irmão quando o beijava ?
R: Joabe. II Samuel 20-9,10.
59. Quem matou um gigante que tinha 6 dedos em cada mão e em cada pé ?
R: Jônatas, irmão de Davi. II Samuel 21-20,21.
60. Quais os 3 melhores guerreiros do exército do rei Davi ?
R: Josebe-Bassebete, Eleazar e Samá. II Samuel 23-8,9,10,11,12.

Bruxismo


O que é Bruxismo?
Se você acorda e os músculos da sua mandíbula estão doloridos ou com dor de cabeça, você pode estar sofrendo de bruxismo - um ranger ou um forte apertar dos dentes. O bruxismo pode fazer os dentes ficarem doloridos ou soltos, e, às vezes, partes dos dentes são literalmente desgastados. Eventualmente, o bruxismo pode acarretar a destruição do osso circunvizinho e do tecido da gengiva. O Bruxismo também pode levar a problemas que envolvam a articulação da mandíbula, como síndrome da articulação têmporo-mandibular (ATM).

Como saber se tenho bruxismo?
Para muitas pessoas, o bruxismo é um hábito inconsciente. Estas pessoas podem nem mesmo perceber que estão fazendo isto, até que alguém comente que elas fazem um horrível som de ranger de dentes enquanto estão dormindo. Para outras pessoas, é quando fazem um exame dental rotineiro e descobrem que seus dentes estão desgastados ou o esmalte de seu dente está rachado.

Outros potenciais sinais de bruxismo incluem dor na face, na cabeça e no pescoço. Seu dentista é capaz de fazer um diagnóstico preciso e determinar se a origem da dor facial é causada por bruxismo.
Como o bruxismo é tratado?
O tratamento apropriado dependerá do que está lhe causando o problema. Fazendo perguntas apropriadas e examinando detalhadamente seus dentes, seu dentista pode lhe ajudar a determinar se a fonte potencial de seu bruxismo. Com base no grau dos danos causados a seus dentes e a causa provável, seu dentista poderá sugerir:

  • O uso de um dispositivo quando dormir: feito sob medida pelo seu dentista e ajustado aos seus dentes, o dispositivo encaixa-se sobre os dentes superiores e os protege de se triturarem com os dentes inferiores. Apesar de o dispositivo ser uma boa maneira para lidar com bruxismo, ele não é uma cura.
  • Encontrando meios de relaxamento: a tensão cotidiana parece ser uma das causas principais do bruxismo, e não importa o que seja que reduza a tensão, pode contribuir - ouvir música, ler um livro, fazer um passeio ou tomar um banho. Procurar alguma terapia auxiliará no aprendizado de meios eficazes de controlar situações estressantes. Adicionalmente, se aplicar uma toalhinha morna e molhada no lado de sua face isto poderá ajudar a relaxar os músculos doloridos devido à pressão exercida.
  • Reduzindo a "exposição" de um ou mais dentes para igualar sua mordida: uma mordida anormal, no qual os dentes não se ajustam bem, também pode ser corrigido com restaurações, coroas ou ortodontia.
Bruxismo sinais e sintomas
Um dispositivo usado quando dormir protegerá seus dentes, mas não é uma cura.

Fonte: Colgate

Conheça dez sinais de alerta para a baixa imunidade

Unhas fracas, queda de cabelo, cansaço, problemas de pele... Se você apresenta um ou mais desses problemas, deve imaginar que está com a imunidade baixa, certo? Na verdade, não é tão simples assim. Sinais como esses podem ser muito vagos, já que podem significar uma infinidade de complicações, doenças e até fatores genéticos, que pouco têm a ver com uma imunodeficiência. 

A médica imunologista Elisabete Blanc, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, conta que a baixa imunidade pode ser de causa primária, ou seja, quando a pessoa já nasce predisposta pela genética. "Por outro lado, pessoas que são saudáveis, em um dado momento da vida, podem se expor a situações que levem à dificuldade do organismo em manter um equilíbrio imunológico", completa. 

Exemplos dessas situações vão desde maus hábitos a tipos específicos de tratamentos: uso de medicamentos que suprimem a imunidade, exposição à radiação, quimioterapia, má alimentação, uso de drogas, consumo de álcool, excesso de exercício físico, estresse prolongado, doenças que levam a uma grande perda de proteínas - substâncias que são "a matéria prima dos anticorpos", como explica Elisabete -, doenças crônicas, deficiências de vitaminas, falta de repouso adequado, entre muitos outros fatores.
  


De olho nas doenças mais persistentes 

Como saber, então, se você realmente está com o sistema de defesa comprometido? De acordo com o clínico geral Fernando Manna, do Laboratorio NASA, não existe um exame único capaz de detectar se a pessoa está com a imunidade prejudicada. "O ideal é procurar um médico ao perceber sintomas recorrentes ou persistentes. O exame clínico realizado pelo médico assistente, aliado à queixa e evolução de sintomas, são orientadores na solicitação de exames", completa. 

É mais fácil, portanto, perceber que o sistema imunológico está pedindo ajuda quando há repetições de várias complicações no organismo, que demoram a ir embora. "A diminuição da resistência orgânica cria condições para o desenvolvimento frequente de doenças", conta Fernando. Se a pessoa apresentar um mesmo problema - ou mais de um - diversas vezes, deve procurar um profissional. 

A lista dos sinais alarmantes 

Ainda assim, não é tão simples a detecção, uma vez que repetir demais uma complicação não é certeza de uma queda na imunidade. Um indivíduo pode ter as unhas fracas durante meses, por exemplo, mas isso pode ser apenas consequência de má higiene ou falta de alguns nutrientes na alimentação.  

Por isso, vale ficar mais atento aos sintomas decorrentes de doenças que são mais comuns quando as defesas do organismo estão frágeis. Confira exemplos dados pelo clínico geral Fernando Manna e a imunologista Elisabete Blanc: 

  • Boca: herpes, amigdalite e estomatite 
  • Pele: infecções recorrentes, abscessos, doenças gerais causadas por fungos, vírus e bactérias 
  • Ouvido: otites
  • Região genital: herpes 
  • Sistema respiratório: gripes e resfriados 


A percepção da imunodeficiência fica ainda mais clara com a lista da Fundação Jeffery Modell e a Cruz Vermelha Americana, elaborada para guiar médicos e profissionais no diagnóstico de pacientes. Elisabete explica que, ao apresentar um ou mais desses itens abaixo, a pessoa já deve ser investigada. 

  1. Duas ou mais pneumonias no último ano: Os sintomas da infecção no pulmão costumam ser: febre muito alta, calafrios, tosse com expectoração, falta de ar, dor no peito, vômitos, prostração, perda de apetite e dores no corpo. 
  2. Oito ou mais otites no último ano: A inflamação é provocada pelo acúmulo de líquido no ouvido. Há vários tipos de otite, que podem apresentar os seguintes sintomas: dor intensa, diminuição da audição, secreção, coceira, febre, falta de apetite, entre outros. 
  3. Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses: A estomatite pode ser percebida por lesões na boca e gengivas. Já a Monilíase é uma infecção causada por fungos e apresenta pontos brancos e escamosos em qualquer área da região bucal: língua, bochechas, gengivas ou lábios.
  4. Abscessos de repetição ou ectima: O acúmulo de pus na pele em determinada área do corpo é conhecido como abscesso, também chamado de furúnculo. A ectima é uma infecção bacteriana que acontece, geralmente, por falta de higiene, com lesões que costumam acontecer com maior frequência nas pernas e nos pés.
  5. Um episódio de infecção sistêmica grave: meningite, artrose ou septicemia: Essas infecções comprometem o organismo como um todo e podem ser perigosas. A meningite é uma inflamação das meninges, membranas do encéfalo e da medula espinhal e pode ser causada por vírus ou bactérias. A artrose, por sua vez, é caracterizada por problemas que alteram as juntas dos joelhos, quadris, mãos e coluna vertebral, prejudicando o movimento. Já a septicemia é uma infecção generalizada que se espalha por todo o organismo, por causa de bactérias que infectam o sangue.
  6. Infecções intestinais de repetição ou diarreia crônica: O mau funcionamento do intestino pode ser causado por vários fatores, como alimentação ruim e problemas emocionais. No entanto, frequentes diarreias e problemas intestinais, relacionados a infecções, são mais preocupantes e podem ser indícios de imunodeficiência.
  7. Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune: Tanto a doença do colágeno quanto a doença autoimune, como explica Elisabete, representam um grupo de doenças que faz o organismo produzir anticorpos contra ele mesmo, o que provoca uma queda na imunidade.
  8. Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria: Esse caso diz respeito, principalmente, a crianças que têm reação da vacina BCG, contra tuberculose. "A pele pode não cicatrizar após a vacina ou a criança pode sofrer com própria bactéria que dá a tuberculose", conta Elisabete.
  9. Quadro clínico associado à imunodeficiência: De acordo com Elisabete, nesse tópico entram as mais variadas doenças e síndromes que podem ter relação com o sistema imunológico. "O médico poderá suspeitar de acordo com o histórico da pessoa e da predisposição genética", completa a imunologista.
  10. História familiar de imunodeficiência: Pessoas que possuem casos na família de baixa imunidade também devem ficar mais atentas às respostas do organismo para doenças e, de preferência, fazer uma avaliação médica. 
Fonte: Minha Vida