Alcadienos ou Dienos

Alcadienos ou Dienos
São hidrocarbonetos acíclicos que possuem duas ligações duplas em sua cadeia carbônica.
Sua fórmula geral é CnH2n-2
O dieno mais conhecido é o 2-metil-buta-1,3-dieno (isopreno).
Text Box: CH2 = C – CH = CH2                         |                                       C5H8           CH3
Text Box: CH2 = CH – CH = CH2    buta-1,3-dieno            CH3 – CH2 – CH = CH – CH – CH = CH3                                           |                                   4-metil-2,5-octadieno                                         CH3

Alguns dienos:
Ciclanos (ou Cicloalcanos)
Os ciclanos são hidrocarbonetos cíclicos que contém apenas uma ligação simples. Portanto, é um hidrocarboneto saturado.
Sua fórmula geral é CnH2n
Pode ser representado por uma figura geométrica, indicando o ciclo.
Os ciclanos são obtidos através do petróleo. É usado como solvente e removedor de tintas e vernizes. A partir dele é produzido o náilon.
Exemplos dos principais cicloalcanos:

ciclopropano           ciclobutano           ciclohexano
                       C3H6                      C4H8              C6H12


metil-ciclopropano
Os cicloalcenos são hidrocarbonetos cíclicos que possuem uma ligação dupla.
Veja alguns exemplos:

ciclopenteno


1-metilciclopropeno
Fonte: SóQ

Alcinos

Alcinos
São hidrocarbonetos acíclicos que contém uma ligação tripla entre carbonos. São caracterizados pela ligação sp.
Sua fórmula geral é CnH2n-2
Utilidade
O alcino mais utilizado é o acetileno C2H2 (H – C ≡ C – H). É um gás incolor, instável e muito combustível. Ele é obtido a partir do carbureto ou carbeto de cálcio em presença de água.
Text Box: CaC2   +   2H2O   →   Ca(OH)2   +   C2H2
A combustão (queima) do acetileno produz uma chama muito quente e luminosa.
Text Box: C2H2  +  5O2     →   4CO2   +   2H2O   +  calor
Antigamente, era utilizado como lanternas em cavernas e hoje é um combustível para efetuar soldas e corte de metais. Sua temperatura chega a 3000°C e por este motivo pode ser usado para soldar navios, mesmo embaixo da água.

A partir deste alcino também são produzidos muitas matérias-primas para a indústria como plásticos, fios têxteis, borrachas sintéticas, etc.
Nomenclatura
Para os alcinos, a cadeia principal é aquela que contém a ligação tripla. A numeração é feita a partir da extremidade mais próxima da ligação tripla. A partir de quatro carbonos, deve-se localizar a posição da ligação tripla. Quando se tem radicais ou demais elementos, dá-se prioridade à ligação tripla.
Text Box: H – C ≡ C – H             etino ou acetileno    CH3 – C ≡ C – H         propino    HC ≡ C – CH2 – CH3   but-1-ino  CH3 – C ≡ C – CH3     but-2-ino    CH3 – CH – C ≡ C – CH3         4-metil-pent-2-ino               |             CH3            CH3 – CH2 – C ≡ C – CH – CH3                                              |                           2-metil-hex-3-ino                                    CH3
Fonte: SóQ

Alcenos

Os alcenos são hidrocarbonetos que acíclicos, insaturados, que contém uma dupla ligação entre átomos de carbono. 
São também chamados de olefinas, alquenos ou hidrocarbonetos etilênicos.
Sua fórmula geral é CnH2n 
Alguns alcenos:
eteno  CH2=CH2     fórmula molecular: C2H4
1-buteno  CH2=CH – CH2 – CH3   fórmula molecular: C4H8
Reatividade
Os alcenos são mais reativos do que os alcanos, por possuirem uma ligação dupla, que é mais fácil de ser quebrada.
Sofrem reações de adição e também de polimerização.
Utilidade
O composto mais comum dos alcenos é o eteno, ou etileno. É produzido em frutos verdes e atua no amadurecimento desses frutos. Por este motivo enrolamos as frutas com jornal para que ela amadureça mais rápido. Desta forma o gás eteno está sendo aprisionado e acelera a velocidade de amadurecimento.
O etileno é produzido na indústria química e é obtido através do refino do petróleo e do gás natural. É utilizado, ainda para a fabricação de polietileno usado para fazer plásticos.
Nomenclatura
Para nomear os alcenos, utilizamos a nomenclatura parecida com a dos alcanos. Quanto ao número de carbonos é a mesma (met, et, prop, but...). Quanto ao tipo de ligação, usamos en, porém, deve-se indicar o local da ligação dupla.
Para nomear, dá-se a prioridade à ligação dupla na contagem de carbonos e depois, aos radicais.
Veja os exemplos:
1) CH2=CH – CH2 – CH3  
Nomenclatura antiga: 1- buteno
Nomenclatura IUPAC: but-1-eno
2) CH3 – CH = CH – CH3
Nomenclatura antiga: 2-buteno
Nomenclatura IUPAC: but-2-eno
Para os alcenos ramificados, a cadeia principal (mais longa) é aquela que contém a ligação dupla. A contagem de carbonos é feita a partir da extremidade mais próxima da ligação dupla.
Veja os exemplos:

Nomenclatura antiga: 5-metil-2-hexeno
Nomenclatura IUPAC: 5-metil-hex-2-eno
Text Box: 2) CH3 – CH2 – CH2 – CH – CH2 - CH2 – CH2 – CH3                                          |                                      CH                                       ||                                      CH2
Nomenclatura antiga: 3-propil-1-hepteno
Nomenclatura IUPAC: 3-propil-hept-1-eno
Radicais
O radical derivado do eteno é o vinil ou etenil.
CH2=CH –      vinil ou etenil

Fonte: SóQ

Petróleo

O petróleo é uma matéria orgânica formada há milhões de anos. Sua origem é a partir de seres vegetais e animais marinhos que foram soterrados por rochas sedimentares (rochas porosas formadas por calcário e areia). Com a ação do calor, da pressão, dos microorganismos e do tempo, esta matéria orgânica se transformou em petróleo.
A palavra petróleo vem do latim petra, que significa pedra e oleum, que significa óleo.
O petróleo é um líquido oleoso, denso, de cor geralmente escura .
   
Pode ser encontrado no fundo do mar, mas também é encontrado em terra firme.
É mais comum encontrarmos petróleo sobre água salgada, por isso a sua origem marinha, e embaixo de uma camada com gases, como o metano (CH4), etano (C2H6), e outros, em altas pressões.
A descoberta dos poços de petróleo são feitas de várias maneiras. A mais comum é feita com a detonação de cargas explosivas no solo e com a medição das ondas de choque refletidas nas várias camadas do subsolo. A partir do estudo destas ondas é possível indicar o local provavél de se encontrar petróleo.
Após encontrar petróleo é preciso fazer a extração. Ela é feita através das plataformas petrolíferas. A extração do petróleo do mar é uma das tarefas mais difíceis.

Plataforma Petrolífera em alto mar
Veja o esquema da extração do petróleo:
Fonte: http://www.cdb.br/prof/arquivos/79472_20080429052718.gif
 O petróleo extraídos dos poços é enviado por bombeamento para os depósitos mais próximos. Fica em repouso para decantar a água salgada, argila e algumas impurezas existentes. Uma das piores impurezas do petróleo é o enxofre (S). Em seguida, é bombeado para tanques de armazenamento  e enviados por oleodutos, que são tubulações especias para o petróleo, para a refinaria.
A refinaria é o local onde acontece a purificação e separação dos componentes do petróleo. É trasformado em uma série de derivados através de diversos métodos.

Fonte: http://www.supletivounicanto.com.br/modulos/quimica/moduloqui1.htm
Um dos processos realizados é a destilação fracionada. É realizada em grandes colunas de destilação. Cada fração do petróleo apresenta uma mistura de várias moléculas, que de acordo com o seu tamanho, vão ocupando a coluna de destilação. As frações mais levem ficam na parte de cima da torre, como por exemplo, os gases metano e etano.
Veja como se distribui as frações do petróleo em uma coluna de destilação:

COMPOSIÇÃO
P.E. (°C)
UTILIDADES


1 a 4 C – Gás de Petróleo

menos de 20
Gás de cozinha
Clorofórmio
Etanol
Acetona
Plásticos

5 a 6 C - Éter

20 a 60
Solvente de tinta
Anilina
Náilon
Orlon

6 a 7 C - Nafta

20 a 100
Tecido de fibra sintética
Fenol
Hidroquinona
Ciclohexano
Nitrobenzeno
5 a 10 C - Gasolina
40 a 200
Combustível de motores
11 a 18 C - Querosene
175 a 275
Combustível de aviões

15 a 18 C – Óleo Diesel

275 a 400
Combustível de trator, trem, ônibus, caminhão, óleo diesel
Acima de 17 C – Graxa e Óleo Lubrificante
acima de 350
Lubrificante de peças e máquinas

Acima de 30 C – Asfalto (piche)

acima de 400
Pavimentação de ruas, estradas, parafinas e vaselinas

143 perguntas bíblicas e as respectivas respostas (Parte 6)


Aqui, você encontrará perguntas bíblicas e as respectivas respostas, seguidas do texto bíblico onde as respostas são encontradas.


88. Qual o nome do servo de Deus que teve seus filhos mortos por um tufão ?
R: Jó. Jó 1-18,19.
89. Quem chamou os médicos de mentirosos ?
R: Jó. Jó 13-4.
90. Que personagem bíblico que se vestia de justiça e era pai dos necessitados ?
R: Jó. Jó 29-14,16.
91. Qual a ave, citada na Bíblia, que trata os seus filhos como se não fossem seus ?
R: A avestruz. Jó 39-13,14,15,16.

Salmos

92. Quais os 2 salmos que são idênticos ?
R: Salmo 14 e Salmo 53.
93. Qual é o versículo que se encontra no meio da Bíblia ?
R: Salmo 118-8.
94. Onde se lê na Bíblia que as estrelas têm nomes ?
R: Salmo 147-4.

Provérbios

95. Onde se lê que o coração alegre é bom remédio ?
R: Provérbios 17-22.

Eclesiastes

96. Onde se lê que a mágoa é melhor que o riso ?
R: Eclesiastes 7-3.

Isaías

97. Qual rei que teve o seu coração agitado como árvores no bosque ?
R: Rei Acaz. Isaías 7-2.
98. Onde se lê que o lobo, o cordeiro e o leão comerão palha juntos ?
R: Isaías 65-25.

Jeremias

99. Qual a mãe animal que abandona suas crias por falta de água ?
R: Veada. Jeremias 14-4,5.
100. Que falso profeta lutou contra um profeta de Deus e morreu naquele mesmo ano por sua rebeldia contra o Senhor ?
R: Hananias. Jeremias 28-15,16,17.
101. Qual o profeta mentiroso que Deus disse que não teria mais descendentes e não veriam o bem que Ele iria fazer ?
R: Semaías. Jeremias 29-31,32.
102. Onde a Bíblia compara o coração dos valentes com o coração da mulher que está com dores de parto ?
R: Jeremias 49-22.
103. Que profeta escreveu um livro falando dos males que aconteceriam a uma determinada cidade ? Qual o nome da cidade e qual o nome do rio dessa cidade onde o livro deveria ser lançado, após sua leitura em voz alta ?
R: Jeremias. Babilônia e rio Eufrates. Jeremias 51-60,61,62,63,64.
104. Qual o nome do 1º aposentado da Bíblia ?
R: Rei Joaquim. Jeremias 52-33,34.

Os sete desafios de Michel Temer


O impeachment da presidenta Dilma Rousseff foi confirmado pelo Senado nesta quinta-feira, abrindo caminho para a chegada do vice-presidente, Michel Temer (PMDB), seu ex-aliado por cinco anos e que rompeu com o Governo em março. Temer assume o poder com baixa popularidade (apenas 8% dos brasileiros reconhecem sua autoridade, segundo pesquisa recente do Ibope) e tem de organizar um país em convulsão após um processo de impedimento que se arrastou por quatro meses.

Com dois anos e meio de Governo pela frente, o novo presidente herda graves problemas econômicos que não foram solucionados na administração do PT. Entre eles, uma crescente dívida pública, uma recessão grave que deixou 2 milhões de pessoas sem emprego no último ano e uma inflação de 9,28%, acima da meta estabelecida pelo Banco Central (6,5%).

Temer também se vê diante do mesmo problema de todo o continente: as commodities estão em baixa e seu principal comprador, a China, cresce moderadamente. Isso afeta a demanda de produtos primários, como a soja, o minério e o petróleo, que figuram entre as principais exportações do Brasil.

O desafio do novo mandatário é encontrar o ponto de equilíbrio para reduzir os gastos públicos e, ao mesmo tempo, aumentar a arrecadação do Governo. Para isso, será necessário aprovar junto ao Congresso medidas impopulares que ajudem a recuperar as contas públicas, ante a previsão de um déficit de quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

Para enfrentar os desafios, Temer já preparou um plano econômico e tem nomes estratégicos para implantá-lo. Seu ministro da Fazenda será Henrique Meirelles, que foi presidente do Banco Central por oito anos durante os dois Governos de Lula (2003-2010). O nome de Meirelles é festejado pelo mercado financeiro, que o considera uma pessoa capaz de lidar com os graves problemas econômicos deixados com a saída de Dilma.

O EL PAÍS consultou especialistas sobre quais serão as maiores dificuldades que Temer deve enfrentar ao assumir a Presidência.

1- Reforma da Previdência Social

Para equilibrar as contas públicas, o Brasil precisa fazer reformas como as que os países europeus promoveram na crise de 2009. Uma política de austeridade que exigirá cortes de gastos e aumento dos impostos. Os especialistas consultados pelo EL PAÍS concordam que, para reduzir o gasto público e recuperar o dinamismo da economia brasileira – atualmente paralisada na maior recessão dos últimos anos –, uma das principais saídas será apostar na reforma da Previdência Social, que representa 12% do PIB. Hoje os brasileiros podem se aposentar com a idade mínima de 55 anos.

Desde o início do Governo de Rousseff discute-se aumentar essa média para 63 anos (60 mulher e 65 anos os homens, ou igualar a idade). “O mais urgente é fixar uma idade mínima para a aposentadoria para reduzir gastos”, explica Mansueto Almeida, especialista em contas públicas.

2- Reduzir a dívida pública

A dívida bruta do país já supera os 70% do PIB, o maior da América Latina, e que cresceu principalmente nos anos do Governo de Rousseff. Diante desse panorama, o ideal seria uma forte redução do gasto público em longo prazo e um limite legal para novos gastos. “Se o Brasil mantiver a trajetória atual de compromissos, o Governo não terá como pagar sua dívida dentro de cinco anos”, explica Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal. Essa realidade compromete, por exemplo, o Plano Nacional de Educação, que pretende aumentar o gasto atual em educação de 6% do PIB para 10%.

3- Aumentar impostos

Temer terá que aumentar a arrecadação para poder fazer frente aos gastos e traçar a recuperação da dívida pública. O Governo de Temer tem um plano econômico, batizado de “Uma ponte para o futuro”, em que afirma que “qualquer ajuste em longo prazo deveria, em princípio, evitar um aumento de imposto”. Esse desejo, no entanto, é impossível, segundo os especialistas. “Poderia subir por um tempo um imposto criado para garantir recursos para saúde e seguridade social, e baixá-lo de modo decrescente, todos os anos. Mas, evidentemente, não se pode ficar limitado aos impostos, há que fazer reformas estruturais”, explica Mansueto Almeida.

4- Taxa de desemprego de dois dígitos

O desemprego no Brasil alcançou o maior índice dos últimos anos e chegou a 10,9% no primeiro trimestre deste ano. Atualmente há 11,1 milhões de trabalhadores desempregados no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em um ano, o número de pessoas que procuram emprego subiu 3,2 milhões. Caberá a Michel Temer reforçar a necessidade de implantar reformas trabalhistas, como os contratos de trabalho flexíveis, para retomar o crescimento e, consequentemente, reduzir o desemprego.

5- Protestos de rua e o PT na oposição

Uma vez que esteja fora do Governo, o Partido dos Trabalhadores passará à oposição e voltará a suas origens, que é ao lado dos sindicatos e dos movimentos sociais. Com as perdas de benefícios, esperam-se manifestações nas ruas contra o novo presidente que ainda é mal visto porque teria abandonado Rousseff para facilitar o impeachment, e assim assumir o poder sem passar pelas eleições.

6- Agenda social

Nos 13 anos do PT no poder, foram criados vários programas sociais para os mais pobres, como o famoso Bolsa Família, que atende 45 milhões de brasileiros (25% da população do país) com uma ajuda equivalente a 19 euros (76 reais) mensais, o suficiente para que uma pessoa possa ter algo para comer. Michel Temer nega a intenção de acabar com os programas sociais, mas já deixou claro que pretende preservar e melhorar a ajuda aos “5% mais pobres”, segundo um documentos que trata da agenda social de seu Governo. O novo presidente promete ainda manter os programas de moradia subsidiada e os de ajuda ao ensino técnico, mas não se sabe se serão reformados ou reduzidos.

7- Apoio no Congresso

O vice-presidente Michel Temer precisa garantir o apoio do Congresso Nacional para aprovar as medidas de ajustes fiscais. “No Brasil é preciso um mínimo de liderança para conseguir negociar com os 25 partidos que estão ali representados no Congresso”, explica Sérgio Valle, da consultoria MB Associados. Diferentemente de Rousseff, Temer foi três vezes presidente da Câmara dos Deputados e tem em seu favor, segundo os especialistas, uma maior facilidade para dialogar e negociar.

No entanto, com a suspensão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) na semana passada, fica claro que a instabilidade continuará pelo menos no início do Governo Temer. Cunha foi sucedido por Waldir Maranhão, um político inexpressivo do conservador Partido Progressista, que armou uma confusão na segunda-feira passada, dia 9 de maio, quando suspendeu o processo de impeachment da presidenta. Maranhão anulou as sessões da Câmara que tinham admitido a destituição em plenário, por estar em desacordo com a forma como o processo foi conduzido.

Voltou atrás poucas horas depois e revogou sua própria decisão. Temer terá de contornar o novo presidente da Câmara, ou fazer alianças para garantir outro líder alinhado com seus projetos.

Fonte: 

Simulado do Enem: química e física são as áreas de maior dificuldade


Química e física foram as áreas em que os estudantes tiveram maior dificuldade no primeiro simulado nacional do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado nos dois últimos finais de semana. Ao todo, 711.746 fizeram o exame online, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).

Os assuntos com o melhor desempenho geral foram conceitos de cidadania e democracia (filosofia) e formas de relevo (geografia); e os com pior desempenho, geometria analítica (matemática) e reações químicas (química). O menor índice de acertos foi em química, em média 29% acertaram as questões da prova, em física, a média foi 31,9%. Na outra ponta, na média 55,8% acertaram as questões de filosofia.

Os cursos mais buscados pelos estudantes que fizeram o exame são medicina, direito e administração. As mulheres foram maioria no simulado, 63,8%. São Paulo (15,5%), Minas Gerais (11,45%) e Rio de Janeiro (7,59%) foram os estados que lideraram em participação.

As notas máximas em cada área foram 733 em linguagens, 773 em matemática, 749 em ciências humanas e 757 em ciências da natureza. Ao todo, os candidatos resolveram 80 questões, sendo 20 inéditas.

O simulado faz parte da iniciativa Hora do Enem, portal que oferece também um plano de estudos individual para cada estudante. Na hora de se cadastrar, o estudante informa o que busca com o Enem. A plataforma disponibilizará, então, um plano de estudos para que possa alcançar o objetivo. O resultado do simulado do Enem vai mostrar como está o desempenho do aluno em relação ao curso que pretende fazer. Para estudar, os candidatos podem acessar a plataforma Mecflix, com 1,2 mil videoaulas para ajudar nos estudos.

Este foi o primeiro simulado online. Pelo menos mais três serão feitos até a data do Enem. Haverá provas nos dias 25 de junho, 13 de agosto e 8 e 9 de outubro. Os últimos exames serão no mesmo formato do Enem e terão dois dias de duração. Não haverá simulado da redação.

O Enem de 2016 será nos dias 5 e 6 de novembro. As inscrições estarão abertas de 9 a 20 de maio. A nota do Enem é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas na educação superior privada por meio do programa Universidade para Todos (ProUni) e vagas gratuitas nos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).

O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e participar do programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.

Fonte
Logo EBC

10 imagens marcantes do afastamento de Dilma Rousseff

Por 55 votos a favor e 22 contra, o Senado admitiu, na manhã da última quarta-feira (12/05), o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que ficará afastada por no máximo 180 dias.
Em seu lugar assumiu o vice, Michel Temer (PMDB).
Contrariando os boatos de que sairia pelas portas do fundo do Planalto, Dilma deixou seu posto como chefe de Estado do país pela porta da frente e recebendo o carinho da militância que a apoia.
A presidente legitimamente eleita afirmou que lutará para voltar ao seu posto nos próximos seis meses e pediu apoio e mobilização contra o que caracterizou ser um golpe de Estado.
1
Mobilização na madrugada. Nas primeiras horas desta quarta-feira (10/05), manifestantes começaram a ocupar as ruas de Brasília, nas proximidades do Planalto para repudiar a decisão do Senado.
2
Decisão do Senado. Na manhã desta quarta, o Senado decidiu, por maioria simples, afastar a presidente Dilma Rousseff e dar continuidade ao processo de impeachment.
3
Espiadinha. Dilma e o ex-ministro Jaques Wagner (Gabinete Geral da Presidência) observam movimento na Esplanada pela janela do Palácio do Planalto.

Pronunciamento. ‘Aos brasileiros que se opõem ao golpe, faço um chamado para que se mantenham mobilizados, unidos e em paz. A luta pela democracia não tem data para terminar’, afirmou a mandatária.
5
Pronunciamento [2]. Embora não tenha convocado rede nacional, discurso da presidente foi transmitido ao vivo pelas principais emissoras do país.
6
Abraço de Lula. No percurso de saída do Planalto, Dilma saudou o ex-presidente Lula.
7
Apoiadores. Cercada pelos ministros que não a traíram, Dilma improvisou um discurso de cerca de 10 minutos para a multidão que a aguardava na Esplanada.
8
Braços do povo. A mandatária fez questão de percorrer toda a extensão da frente do Palácio para cumprimentar as pessoas que ali se encontravam.
9
Pé do ouvido. Dilma não evitou o corpo-a-corpo e recebeu beijos, abraços e também conselhos dos manifestantes.
10
Acorrentadas. Após a divulgação do gabinete de Temer, no qual não há uma mulher ou negro sequer, um grupo de mulheres decidiu se acorrentar diante das grades do Planalto em protesto, por não reconhecerem o governo Temer como legítimo.

Fonte: 
Redação PragmatismoPragmatismo Político

Especial Aedes aegypti #2: Biologia do Aedes


O primeiro capítulo do Especial Aedes aegypti começa levantando uma questão inquietante: Por que, dentre tantos mosquitos que existem, o Aedes aegypti interessa? O pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Rafael Freitas explica a importância do inseto, responsável pela transmissão da dengue, do ponto de vista da saúde pública. Ele mostra que na doença existem três componentes: o mosquito, o vírus e o homem, sendo o mosquito o mais fácil de ser controlado.

Em seguida, o especialista explica que o inseto possui três fases muito diferentes de vida: o ovo, a fase aquática (com as etapas de larva e pupa) e a fase adulta, em que o mosquito chega a sua forma alada. Ele também explica que a temperatura pode acelerar o tempo de desenvolvimento do mosquito.

Em seguida, o biólogo Gabriel Sylvestre explica que o A. aegypti vive aproximadamente 30 dias em condições normais e que, durante este período, precisa se alimentar. No caso das fêmeas, a alimentação com sangue é necessária como parte do processo de maturação dos ovos. Uma curiosidade: a cada picada, a fêmea pode sugar até duas vezes seu peso em sangue. O processo de inoculação do vírus da dengue, que pode acontecer durante a picada, também é explicado durante o módulo.



Guerra dos Bárbaros – O terrível genocídio que a História oficial não conseguiu esconder

Se existe uma guerra justa, há de ser aquela travada contra o próprio demônio. E era uma guerra assim que os portugueses acreditavam estar lutando nos sertões brasileiros.

O demônio, no caso, eram os índios tapuias. Divididos em várias etnias, espalhados pelo Nordeste da Colônia, numa enorme faixa de terra que ia da Bahia ao Ceará, eles ganharam a fama de bárbaros já no momento em que foram assim batizados. “Tapuias”, para os tupis, eram todos os não tupis. Diferiam destes não só pela língua, mas por habitarem o sertão, o interior. Como os colonizadores se instalaram primeiro no litoral, foi com os tupis que se comunicaram e se misturaram antes. Por mais que também se dividissem em vários povos, alguns deles agressivos, os tupis eram os índios “conhecidos”. Já os tapuias eram “os outros”. E quando chegou a hora de enfrentá-los, sua fama se confirmou.

Em 1708, o governador de Pernambuco, Manoel de Sousa Tavares, teve mais uma prova de como era terrível guerrear contra eles. Em carta ao Conselho Ultramarino – órgão do governo responsável pelas colônias portuguesas –, relatou que os tapuias, não satisfeitos em destruir fazendas e matar seus moradores, invadir igrejas e derrubar as imagens sacras, eram capazes de atos cruéis e desumanos, como fizeram com o padre Amaro Barbosa, de quem arrancaram o coração!

Desde o século anterior, o reino investia na ocupação do interior brasileiro. A região passou a despertar interesse depois do fim da União Ibérica (1640) e da expulsão dos holandeses do Nordeste (1654). Ao conquistar autonomia em relação à Espanha e ver-se livre dos invasores na Colônia, Portugal voltou-se para uma área tremendamente promissora: o sertão nordestino, que, com a abundância de terras e a facilidade de adquiri-las, passou a ser ocupado, de maneira intensiva, principalmente pelos “curraleiros”, criadores de gado. A intenção era resolver a questão do abastecimento interno (com o fornecimento de carne), evitar novos conflitos com invasores estrangeiros e impor uma ordenada distribuição de terras.

O problema é que, à medida que os colonos avançavam, passaram a enfrentar a renhida resistência dos grupos indígenas. Começou, então, uma série de conflitos armados que duraria mais de meio século e ficou conhecida como Guerra dos Bárbaros. 

Tratava-se de uma “guerra justa”. Este conceito, baseado no direito de guerra medieval, já fora adotado pelos portugueses antes da descoberta da América, na época das lutas contra os muçulmanos. No caso brasileiro, o que justificou essa interpretação foi a hostilidade dos índios, que reagiam com violência ao avanço da colonização. Seus levantes eram considerados atos de selvageria, demonstrando sua natureza belicosa. Uma vez decretada a guerra justa, os colonos passavam a ter o direito de empreender a luta armada contra todas as nações indígenas que se recusassem à conversão, impedissem a propagação da fé católica ou quebrassem pactos de paz feitos com os portugueses. 

No caso dos tapuias, havia um agravante: muitos deles adotavam a abominável prática do canibalismo. Suas almas precisavam ser salvas. Uma vez investidos como guerreiros, os colonizadores estariam a serviço de Deus, propagando a fé e defendendo a paz e a segurança daqueles que punham em prática o rendimento da terra, e, com isso, a civilização.

A princípio, os índios levaram a melhor. Eram mais numerosos e conheciam como ninguém os áridos solos do sertão. Além disso, adotavam táticas estranhas aos militares europeus, deixando as autoridades completamente aturdidas. “A guerra destes Bárbaros é irregular e diversa das mais nações porque não formam exércitos nem apresentam batalhas na campanha, antes são de salto as suas investidas, ora em uma, ora em outra parte, já juntos, já divididos”, descreveu em 1688 o arcebispo governador do Brasil, frei Manuel da Ressurreição.

Para exaurir as tropas dos brancos, costumavam percorrer caminhos e lugares em que era difícil a locomoção, onde geralmente havia escassez de água e de alimentos. Ao contrário dos portugueses, eles não precisavam carregar pesados mantimentos, já que estavam habituados a se alimentar de frutos, mel, caça e pesca. “Não foi possível alcançá-los por se espalharem por um monte de penedia [rochedos] com que se perdeu a trilha e por muitos dias não houve notícia deles”, queixou-se o capitão Afonso de Albertim, da Ribeira do Rio Açu, na capitania do Rio Grande.

Nem mesmo os tradicionais códigos de guerra funcionavam com os “selvagens”. Um artifício muito usado por eles era, no momento em que se sentiam encurralados, procurar abrigo e pedir um acordo de paz às autoridades locais – para depois voltarem a fugir para o sertão. Isso serviu de lição para as autoridades: desconfie da paz estabelecida com os tapuias. 

Investidas missionárias também surtiam pouco efeito. Os índios tentavam impedir a aproximação dos jesuítas até junto às outras nações. Impossibilitavam qualquer tentativa de manter nativos submetidos ao controle colonial. Na hora de guerrear, era comum ver povos distintos se juntando e combatendo lado a lado contra os brancos. 

Essas estratégias eram consideradas “ilegítimas” pelos colonizadores, mas estava óbvio que a guerra dos sertões exigia mudanças na estratégia portuguesa. E a solução foi adotar algumas das táticas dos “bárbaros”. As campanhas tinham que se basear em emboscadas realizadas por pequenos grupos de homens com extrema mobilidade e grande capacidade de ataques de surpresa. Para isso, passaram a contar com a ajuda de sertanistas mercenários vindos da capitania de São Vicente (os chamados “paulistas”).

Os portugueses copiavam os índios, mas estes também tinham herdado técnicas militares européias, do tempo em que lutaram em ambos os lados durante as invasões holandesas. Aprenderam a criar e usar cavalos e a manejar armas de fogo. Muitas nações valiam-se dos contatos com piratas estrangeiros para obter armas e munição. Em julho de 1694, Manuel Álvares de Morais Navarro, capitão de uma tropa de paulistas, escreveu carta ao rei afirmando que os tapuias “faziam pazes com qualquer navio estrangeiro que viera àquela costa, pois tanto suspiram pelos holandeses, e é certo ser qualquer inimigo lhes desse armas de fogo, só eles bastavam para nos conquistarem por terra pois são tantos como as folhas, e no valor não lhes excedemos mais que na desigualdade das armas”. 

Os estragos causados pelos levantes indígenas prejudicaram a exploração das terras. A região, que inicialmente se apresentou como grande possibilidade para a recuperação da economia do Estado português, tornou-se fonte de despesas para a Fazenda Real, ameaçando os planos que a Coroa tinha para o desenvolvimento de algumas capitanias, como a do Rio Grande (atual Rio Grande do Norte), e abrindo brechas na defesa dos territórios das vizinhas Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco. 

A vantagem dos nativos criou um clima de pânico geral nos colonos, que ameaçavam abandonar a terra. O comportamento “selvagem” dos inimigos agravava a sensação de medo. “Suas avançadas são de súbito, dando urros que fazem tremer a terra para meterem terror e espanto e logo se espalham e se metem detrás das árvores, fazendo momos [gestos grotescos] como bugios [macacos], que sucede às vezes meterem-lhe duas e três armas e rara vez se acerta o tiro pelo jeito que fazem com o corpo”, relatou Gregório Varela de Berredo Pereira, que era capitão de infantaria, guarda da residência do governador de Pernambuco.

Se não pode vencer o inimigo, junte-se a ele. A velha lição foi fundamental para os portugueses mudarem o rumo da guerra. Atrair tapuias para lutar a seu lado era a única forma de conseguirem equilíbrio no número de combatentes, sem falar em seu talento para as táticas de guerrilha na mata e em sua aptidão para a sobrevivência naquele meio inóspito.

A proposta também tinha vantagens para os tapuias. Aliados aos luso-brasileiros, podiam combater seus inimigos nas lutas intertribais. Interessavam-se também pela possibilidade de receberem terras na forma de sesmaria, pois no fim dos conflitos era comum a distribuição de mercês desse tipo. Muitos índios tornavam-se, assim, vassalos da Coroa portuguesa.

Em 1690, frei Manuel da Ressurreição, que ocupava interinamente o governo-geral do Brasil, decidiu adotar mudanças radicais na estratégia de guerra, para finalmente dar cabo dos tapuias nas capitanias do Norte. As ações ficaram a cargo de um único capitão, Matias Cardoso de Almeida, que recebeu patente de mestre de campo e governador da guerra. A ordem era degolar, ou no mínimo escravizar, quantos tapuias fosse possível, destruindo suas aldeias. 

Ainda levaria algum tempo, mas os rumos da guerra estavam definidos. Depois de uma das mais prolongadas resistências indígenas do período colonial, aqueles povos seriam completamente exterminados. Seja pela morte durante o conflito, seja pela escravidão ou pela completa transformação dos tapuias em caboclos. Os que restaram foram paulatinamente migrando para a Região Norte do Brasil.

Para os soldados da guerra justa, o demônio foi derrotado. Mas para os tapuias, o inferno eram os outros.

Fonte: Revista de História
Autora: Soraya Geronazzo

Soraya Geronazzo Araújo é professora de História Moderna e do Brasil na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e autora da dissertação “O Muro do Demônio: economia e cultura na Guerra dos Bárbaros no nordeste colonial do Brasil – séculos XVII e XVIII” (UFC, 2007).