Esportes Olímpicos: Esgrima

História
Para os povos da Antiguidade, o manuseio da espada era fundamental, tendo em vista as constantes guerras e batalhas travadas. Mas as armas também tinham caráter lúdico. No Egito antigo, por exemplo, as disputas com objetos que mais pareciam lanças serviam de comemoração para vitórias nas guerras. Naturalmente, as espadas evoluíram ao longo dos anos, tornando-se mais leves e mais fáceis de manusear. A invenção da pólvora, no entanto, reduziu a utilização das lâminas em batalhas. Restou ao lado esportivo manter a tradição viva.
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Os primeiros esgrimistas reconhecidos foram os franceses Daner, Lafaugére e Juan Luis. Eles estavam entre os mestres que participaram do encontro que começou a definir a técnica da esgrima. Assim, surgiram as regras que consideravam a maneira de tocar a espada no rival mais importante do que o local do golpe.
A Federação Internacional de Esgrima só foi criada em 1913. O primeiro Campeonato Mundial da modalidade aconteceu em 1921, em Paris. Mas a história da esgrima nos Jogos Olímpicos começou antes. Já em Atenas-1896 houve provas do esporte. Desde então, a esgrima nunca deixou de estar presente em uma edição das Olimpíadas.
Curiosidades
Canhoto por influência
Um dos maiores esgrimistas da história das Olimpíadas, o italiano Edoardo Mangiarotti conquistou seis medalhas de ouro, cinco de prata e duas de bronze entre os Jogos de Berlim-1936 e Roma-1960. Ele só fica atrás do húngaro Aladar Gerevich, outra lenda da modalidade, que conquistou sete ouros.
Edoardo conquistou as medalhas utilizando a mão esquerda. Virou canhoto por influência do pai e mestre de esgrima, Giuseppe Mangiarotti. Seguindo uma tradição familiar, Giuseppe ensinava a arte do esporte para cada um de seus filhos quando a criança completava oito anos. No caso do caçula Edoardo, o pai fez um esforço extra: ensinou o menino a empunhar a espada com a mão esquerda para surpreender os adversários nos duelos. O resultado foi quase imediato. Aos 11 anos, Edoardo já era campeão italiano júnior. A ousadia de Giuseppe foi coroada com as 13 medalhas olímpicas conquistadas por Edoardo.
Do ouro à política
O francês Jean François Lamour sofreu com a gozação dos colegas. Ele era o único esgrimista do time francês de 1980 que ainda não tinha subido ao pódio olímpico. Quatro anos mais tarde, ele chegou lá e foi campeão no sabre individual nos Jogos de Los Angeles-1984. Mas o boicote comunista àquela edição fez com que o título de Jean François fosse desdenhado na própria França, recebendo o apelido de “medalha de chocolate”.
Em Seul-1988, lá estava Jean François novamente. Desta vez a competição reuniu a elite mundial da esgrima. O francês chegou aos Jogos credenciado como campeão do mundo em 1987 e confirmou o favoritismo, apagando de vez as brincadeiras em relação a seu talento. Depois de se aposentar da esgrima, Jean François Lamour resolveu atacar em outra área: a política. Nela, também teve sucesso, já que ocupou recentemente o cargo de ministro da Juventude e dos Esportes da França.

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Esportes Olímpicos: Ciclismo de Pista

História
A exemplo das provas de estrada, o ciclismo de pista estava presente no programa da primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas-1896. Desde então, a modalidade só ficou ausente de uma edição: Estocolmo-1912. Naquele ano, apenas as provas de estrada foram disputadas.
A origem do ciclismo de pista é bem próxima ao de estrada. As primeiras competições oficiais da modalidade datam de 1870, quando os atletas já competiam em ginásios fechados com pistas de madeira. A grande vantagem desta vertente do ciclismo era justamente o fato de não depender do bom tempo e ainda dar a possibilidade de cobrar ingressos dos torcedores que fossem acompanhar as provas.
No ciclismo de pista, a velocidade é o principal fator. No total, são 10 tipos de provas diferentes, sendo 5 masculinas e 5 femininas. Além das disputas de velocidade, velocidade por equipe, keirin, perseguição por equipes, a novidade é a omnium. Essa prova estreou em Londres-2012 e nela os atletas competem por pontos, duelam em perseguição, fazem disputas contra o relógio e também em formato de corrida. Sobem ao pódio aqueles que forem mais regulares e somarem mais pontos ao fim de todas as provas.
Uma curiosidade em relação às bicicletas da pista é que elas não possuem freio e contam com apenas uma marcha. Devido a alta velocidade atingida pelos atletas durante as provas, o uso do freio poderia causar acidentes e apresentar grande risco aos competidores. Além disso, outro fato curioso é que as mulheres só passaram a competir por medalhas nos Jogos Olímpicos no ciclismo de pista a partir de Seul-1988.
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Curiosidades


A prova sem vencedores

A prova de velocidade das Olimpíadas de Londres-1908 teve um dos finais mais inusitados de todos os tempos. A prova decisiva foi disputada pelo francês Maurice Schilles e pelos britânicos Benjamin Jones, Victor Johnson e Clarence Kingsbury. Mas nenhum deles levou uma medalha sequer para casa.
Com percurso de 1km, o tempo limite para completar a prova era de 1 minuto e 45 segundos. Mas nenhum dos finalistas conseguiu terminar a disputa abaixo desse tempo. Johnson e Kingsbury ficaram pelo caminho com pneus furados. Na linha de chegada, Schilles superou Jones por pouco, mas, para surpresa geral, não ficou com o ouro.
A União Internacional de Ciclismo se recusou a permitir que a disputa fosse repetida, deixando a corrida sem medalhistas.
Lenda britânica
No ciclismo de pista, ninguém tem uma história mais vitoriosa e impressionante do que a do britânico Chris Hoy. Antes de brilhar nas pistas olímpicas, Hoy já demonstrava total aptidão para o esporte. Como adolescente, foi uma estrela do rúgbi em uma escola de Edinburgo, sua cidade natal. Aos 14 anos, representou tanto a Escócia quanto a Grã-Bretanha no BMX, sagrando-se campeão escocês e vice britânico.
Além disso, Hoy competia no mountain bike e tem em seu vasto currículo uma medalha de prata no Campeonato Britânico de remo. Foi em 1992 que Chris Hoy colocou toda sua atenção no ciclismo de pista. Quatro anos depois ele já fazia parte da seleção britânica. Inicialmente, chegou sem chamar muita atenção. Mas rapidamente foi superando todos os seus companheiros com muita dedicação até chegar ao topo.
A versatilidade de Hoy foi fundamental para o sucesso nos Jogos Olímpicos. Em sua estreia, em Sidney-2000, o britânico conquistou a prata na prova de velocidade por equipes. Em Atenas-2004 veio o primeiro ouro, na prova de 1km contra o relógio. Quatro anos depois, em Pequim-2008, Hoy faturou nada menos do que três ouros: keirin, velocidade por equipes e velocidade individual. O britânico encerrou seu ciclo olímpico em Londres-2012 em grande estilo, conquistando o ouro mais uma vez no keirin e na velocidade por equipes.


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Esportes Olímpicos: Ciclismo Mountain Bike

História
Assim como o BMX, o mountain bike surgiu da curiosidade e da ânsia por aventura dos norte-americanos da década de 1970. Foi no estado da Califórnia que ciclistas que buscavam uma experiência diferente do asfalto das estradas resolveram enfrentar trilhas e terrenos acidentados com suas bicicletas.
Um grupo de San Francisco ajudou bastante na divulgação da modalidade ao realizar um dos primeiros campeonatos de mountain bike. A prova, disputada entre os anos de 1976 e 1979, ocorreu nas proximidades da famosa ponte Golden Gate e acabou atraindo bastante interesse para a nova vertente do ciclismo.
Em 1983, os norte-americanos realizaram o primeiro campeonato nacional do esporte. Com o crescimento nos Estados Unidos e em outros países da Europa e na Austrália, o mountain bike teve seu primeiro Mundial realizado em 1990, já sob a sanção da União Ciclística Internacional (UCI). A partir de então, não demorou tanto para que a modalidade chegasse aos Jogos Olímpicos. A estreia veio justamente no berço do esporte — os Estados Unidos — em Atlanta-1996.
A bicicleta do mountain bike tem pneus mais largos do que a de estrada, além de amortecedores traseiros e dianteiros, para diminuir o impacto para os atletas nos terrenos acidentados do percurso. O material utilizado, também por conta do impacto, é mais resistente. Entretanto, não deixa a bicicleta tão pesada, ficando com cerca de 8kg a 9kg.

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Curiosidades


Território francês

Desde que o mountain bike começou a ser disputado, nos Jogos de Atlanta-1996, a França ganhou pelo menos uma medalha por edição. O primeiro a subir no pódio olímpico foi Miguel Martinez, bronze na prova masculina em 1996. Depois da estreia no terceiro lugar, os franceses melhoraram muito o desempenho.
A partir de Sidney-2000, a França não deixou de conquistar pelo menos um ouro no mountain bike. O primeiro deles foi justamente com Miguel Martinez, campeão da prova masculina na Austrália. Depois dele veio Julien Absalon, medalha de ouro tanto em Atenas-2004 quanto em Pequim-2008. Por último, a francesa Julie Bresset tornou-se a primeira representante do país a conquistar uma medalha de ouro no feminino.
Dois bicampeões
O mountain bike olímpico teve, até agora, 10 medalhas de ouro distribuídas. No Rio de Janeiro, mais duas estarão em disputa. De Atlanta-1996 a Londres-2012, apenas dois atletas conseguiram conquistar a medalha de ouro duas vezes, o que deixa a modalidade com 8 campeões diferentes.
Os únicos a conseguir repetir o título foram a italiana Paola Pezzo, medalha de ouro em Atlanta-1996 e Sidney-2000, e o francês Julien Absalon, campeão no masculino em Atenas-2004 e Pequim-2008. O curioso é que ambos foram campeões em edições consecutivas. Assim, a também francesa Julie Bresset e o tcheco Jaroslav Kulhavy, campeões em Londres-2012, terão a chance de repetir o feito no Brasil.


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Esportes Olímpicos: Ciclismo de Estrada


História
O ciclismo de estrada foi a primeira modalidade a ser disputada em cima de uma bicicleta. A competição ocorreu em 31 de maio de 1868, no Parc de Saint-Cloud, em Paris. Assim, o britânico James Moore é considerado o primeiro ciclista a vencer uma prova. No ano seguinte, Moore escreveu mais uma vez seu nome na história. Ele triunfou na primeira prova do esporte entre cidades. O britânico levou 10h25 para percorrer os 123 quilômetros entre Paris e Rouen.
Com a popularidade em alta, o ciclismo de estrada fez parte do programa da primeira edição dos Jogos Olímpicos, em Atenas-1896. A primeira prova percorreu o mesmo trajeto que a tradicional maratona dos primeiros Jogos. Os ciclistas largaram em Atenas, foram até a cidade de Marathon e retornaram à capital grega.
Embora tenha participado em Atenas-1896, o ciclismo de estrada não esteve presente nas três edições seguintes: Paris-1900, St. Louis-1904 e Londres-1908. O retorno se deu nos Jogos de Estocolmo, em 1912. Desde então, não houve mais interrupções na participação da modalidade. As mulheres, entretanto, só entraram na disputa em Los Angeles-1984, com a prova individual de estrada.
As bicicletas para as provas de estrada são geralmente feitas com quadro de carbono e outros materiais leves. O peso não chega a 7kg. Além disso, o guidão é propositalmente baixo, o que permite ao ciclista uma boa economia de energia, além de uma aerodinâmica mais favorável.

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Curiosidades



Medalhas em família
Ganhar uma medalha olímpica é um feito alcançado por poucos. Para a família sueca Pettersson, no entanto, o pódio foi algo banal nos Jogos de Tóquio-1964 e Cidade do México-1968. No Japão, três dos irmãos Pettersson voltaram para casa com medalhas. Gösta, o mais famoso deles, Erik e Sture levaram o time sueco ao bronze na prova de estrada contra o relógio.
Não foi o suficiente para os Pettersson. Quatro anos depois, no México, eles fizeram ainda melhor. Sven Harmin, o outro integrante da equipe medalhista em 1964, foi substituído por Tomas Pettersson. Com a família completa, os suecos melhoraram o resultado da edição anterior e conquistaram a prata. Para completar a festa na casa sueca, Gösta ainda levou um bronze na prova de estrada.
A super holandesa
O nome dela é enorme: Leontien Martha Henrica Petronella Zijlaard-van Moorsel. Maior do que isso só mesmo as conquistas desta ciclista holandesa. Nascida em 22 de março de 1970, van Moorsel é a maior vencedora da história do ciclismo de estrada. Em Sidney-2000 e Atenas-2004, a holandesa conquistou nada menos do que 3 medalhas de ouro na modalidade.
A holandesa foi ouro na prova de resistência e contra-relógio em Sidney-2000 e repetiu o título no contra-relógio em Atenas-2004. Os resultados já colocariam a ciclista na história, mas ela ainda aumentou seu sucesso na pista. Além dos 3 ouros na estrada, van Moorsel ainda conquistou um ouro (perseguição individual) e uma prata (corrida por pontos) em Sidney-2000 e um bronze (perseguição individual) em Atenas-2004.

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Esportes Olímpicos: Ciclismo BMX

História
O BMX, também conhecido como bicicross, é o caçula do ciclismo. A origem da modalidade data das décadas de 1960 e 1970, época em que as vertentes mais tradicionais do esporte — estrada e pista — já faziam parte dos Jogos Olímpicos. O BMX surgiu graças à admiração de jovens norte-americanos pelo MotoCross. A vontade de imitar as manobras dos ídolos aliada à falta de equipamento fez com que bicicletas fossem utilizadas em pistas de terra. Nasceu, então, o Bicycle Moto Cross, ou simplesmente BMX.
Bem mais barato e fácil de ser praticado que sua modalidade inspiradora, o BMX cresceu rapidamente, especialmente entre os jovens. Na década de 1970, o esporte viu a criação da primeira federação, nos Estados Unidos. Em 1981, surgiu a Federação Internacional de BMX. Um ano depois ocorreu o primeiro Campeonato Mundial da categoria, disputado em Dayton, nos Estados Unidos. Todos os campeões foram pilotos norte-americanos. Em 1993, a União Ciclística Internacional (UCI) passou a regular o esporte.
As provas do BMX são disputadas em baterias com 8 atletas cada, até se chegar à final. As bicicletas utilizadas pelos competidores possuem rodas com aro 20”, além de uma marcha e um freio. A largada é dada de uma plataforma de cerca de 10m de altura e os atletas passam por obstáculos montados na pista até cruzar a linha de chegada.
O BMX fez sua primeira aparição olímpica nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, com disputas tanto no masculino quanto no feminino. No Rio de Janeiro-2016 será a terceira vez que o BMX distribuirá medalhas em uma edição dos Jogos.

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Curiosidades


O único bicampeão

Na cidade de Valmiera, na Letônia, Maris Strombergs é considerado um herói do esporte. Boa parte do sucesso dele se deve à inclusão do BMX nos Jogos Olímpicos. O letão é o único atleta do BMX a ter subido no pódio tanto em Pequim-2008 quanto em Londres-2012. E Strombergs não só subiu no pódio como conquistou o ouro em ambas as edições, sagrando-se o primeiro bicampeão olímpico da história do BMX.
Em 2008, na China, ele completou o percurso em 36s190, deixando para trás os norte-americanos Mike Day (prata, com o tempo de 36s606) e Donny Robinson (bronze, com 36s972). Em Londres-2012, Strombergs chegou à final para defender seu título e terminou o percurso em 37s576. O segundo lugar ficou com o australiano Sam Willoughby (37s929) e o terceiro com o colombiano Carlos Mario Oquendo Zabala (38.251).
Diversidade no pódio
O ciclismo BMX distribuiu 12 medalhas na história dos Jogos Olímpicos. O histórico dos atletas que subiram ao pódio registra uma diversidade grande de países. Das 12 medalhas, 7 foram para atletas de diferentes nações. Os Estados Unidos são o país com mais medalhas. Os norte-americanos não conseguiram o ouro, mas têm 2 pratas e 1 bronze no currículo, todas conquistadas em Pequim-2008.
Depois dos EUA, França, Letônia e Colômbia são os países com mais medalhas no BMX. As francesas Anne-Caroline Chausson e Laetitia Le Corguille foram ouro e prata na prova feminina em 2008. Pela Letônia, Maris Strombergs conquistou o ouro tanto na China quanto em Londres-2012. Já a Colômbia registrou todo seu sucesso na Inglaterra, com o ouro de Mariana Pajón no feminino e o bronze de Carlos Mario Oquendo Zabala no masculino.

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Esportes Olímpicos: Canoagem Velocidade

História
A canoa é o meio de transporte aquático mais antigo de que se tem conhecimento. Há pelo menos três milênios antes de Cristo ela já havia registros de canoas sendo utilizadas para a pesca, a caça e até para fins bélicos.
Como esporte, entretanto, seu uso pode ser considerado recente em relação ao seu passado milenar. Essa história teve início em 1840, quando o escocês John McGregor construiu uma canoa inovadora, batizada de Rob Roy e que é considerada a precursora do caiaque atual. Com a Rob Roy, John navegou por vários países da Europa e do Oriente Médio em 1840 e, aos poucos, popularizou a novidade.
O primeiro clube de canoagem foi o Royal Canoe Club, fundado em 1865 nos arredores de Londres. Apenas três anos após a fundação ele já contava com 300 tipos de canoas registradas. Em 1924, foi criada a Federação Internacional de Canoagem, que é a responsável pela organização da modalidade em todo o mundo.
A primeira participação da canoagem de velocidade em Jogos Olímpicos foi em 1936, em Berlim. Depois disso, a modalidade nunca mais deixou de estar presente na programação dos Jogos.
A canoagem velocidade, praticada com caiaques ou canoas, é uma modalidade essencialmente de competição. É praticada em rios ou lagos de águas calmas com 9 raias demarcadas nas distâncias de 1.000, 500 e 200 metros. Iniciam-se com eliminatórias que classificam os barcos semi-finalistas e finalistas.
Nos caiaques, rema-se sentado com um remo de duas pás. Na canoa, o canoísta apoia-se no assoalho da canoa com um joelho e usa remo de uma só pá. As classes de embarcações são padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Canoagem. São elas:
K1
Caiaque para uma pessoa. Tem o comprimento máximo de 5,20 m e o peso mínimo de 12kg.

K2
Caiaque para duas pessoas. Tem o comprimento máximo de 6,50 m e o peso mínimo de 18kg.

K4
Caiaque para quatro pessoas. Tem o comprimento máximo de 11 m e o peso mínimo de 30kg.

C1
Canoa para uma pessoa Tem o comprimento máximo de 5,20 m e o peso mínimo de 16kg.

C2
Canoa para duas pessoas. Tem o comprimento máximo de 6,50 m e o peso mínimo de 20kg.

C4
Canoa para quatro pessoas. Tem o comprimento máximo de 11 m e o peso mínimo de 50 kg.


Curiosidades


Uma alemã fenomenal

A alemã Birgit Fischer é considerada não só um fenômeno da canoagem de velocidade mas também uma das maiores atletas olímpicas de todos os tempos. Praticante da canoagem velocidade, ela conquistou, entre os Jogos de Moscou-1980 e de Atenas-2004, incríveis 12 medalhas, sendo oito de ouro.
A lenda sueca
Entre os homens, o sueco Gert Fredriksson, morto em 2006, aos 86 anos, é o maior campeão olímpico que a canoagem velocidade já produziu. Entre os Jogos de Londres-1948 e os de Roma-1960, Gert conquistou oito medalhas, sendo seis de ouro, uma de prata e uma de bronze.

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Site:www.canoagem.org.br
E-mail:joao.tomasini@canoagem.org.br
Federação Internacional de Canoagem (ICF):www.canoeicf.com

Esportes Olímpicos: Canoagem Slalom


História
A canoa é o meio de transporte aquático mais antigo de que se tem conhecimento. Há pelo menos três milênios antes de Cristo ela já havia registros de canoas sendo utilizadas para a pesca, a caça e até para fins bélicos.
Como esporte, entretanto, seu uso pode ser considerado recente em relação ao seu passado milenar. Essa história teve início em 1840, quando o escocês John McGregor construiu uma canoa inovadora, batizada de Rob Roy e que é considerada a precursora do caiaque atual. Com a Rob Roy, John navegou por vários países da Europa e do Oriente Médio em 1840 e, aos poucos, popularizou a novidade.
O primeiro clube de canoagem foi o Royal Canoe Club, fundado em 1865 nos arredores de Londres. Apenas três anos após a fundação ele já contava com 300 tipos de canoas registradas. Em 1924, foi criada a Federação Internacional de Canoagem, que é a responsável pela organização da modalidade em todo o mundo.
A canoagem slalom nasceu em 1932, inspirada em provas de descida de ski. O desenvolvimento da modalidade – na qual o atleta rema em canoa ou caiaque por um percurso em corredeira (natural ou artificial), definido por balizas, sem cometer penalidades e no menor tempo possível – sofreu um atraso por conta da Segunda Guerra Mundial, que teve início em 1939, apenas seis anos depois da primeira competição de canoagem slalom, disputada na Suíça.
A canoagem slalom estreou em Jogos Olímpicos na edição de Munique-1972. Depois disso, entretanto, ficou de fora entre 1976 e 1988, retornando apenas nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992. A partir de então, esteve presente em todas as edições.


Curiosidades



Irmãos de ouro

Os maiores medalhistas olímpicos da história da canoagem slalom são irmãos. Os eslovacos Peter Hochschorner e Pavol Hochschorner foram campeões na categoria slalom C-2 nas edições de Sidney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008 e ainda levaram o bronze em Londres-2012.
Único tricampeão
Em provas individuais de canoagem slalom, o francês Tony Estanguet ocupa posição de destaque como uma lenda da modalidade. Medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Sidney-2000 e Atenas-2004, ele conquistou o ouro pela terceira vez na edição de Londes-2012 e tornou-se o único a triunfar três vezes nos Jogos competindo sozinho.


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Esportes Olímpicos: Boxe



História


Há registros longínquos da existência do boxe já no ano 3.000 a.C., no Egito. Mas foi na Grécia Antiga, no século 7 a.C., que a modalidade começou a tomar cara de esporte. A história do boxe, no entanto, é cheia de altos e baixos. Embora tenha feito parte das Olimpíadas da Grécia Antiga, quando os lutadores apenas protegiam as mãos com pedaços de couro, o boxe chegou a morrer.



Durante o Império Romano, houve alterações no mínimo controversas na modalidade. O boxe passou a ser protagonizado pelos gladiadores, que lutavam com luvas recheadas de metal. Algo propício para o objetivo dos combates, já que na maioria das vezes a disputa terminava com a morte de um dos lutadores.



Com o fim do império, o boxe “hibernou” por um bom tempo. Foi reaparecer no século 17, na Inglaterra. Em 1880, passaram a ser organizadas competições amadoras da modalidade nas categorias Galo (até 54kg), Pena (até 57kg), Leve (até 63,5kg), Médio (até 73kg) e Pesado (qualquer peso).



O boxe entrou nas Olimpíadas em 1904, em St. Louis. Desde então, passou por algumas mudanças importantes, como a obrigatoriedade do uso do capacete, determinada a partir dos Jogos de Los Angeles-1984; a adesão ao sistema eletrônico de pontuação, em Barcelona-1992; e a uniformidade da pontuação das lutas, em Pequim-2008. Outra mudança significativa ocorreu na última edição dos Jogos, em Londres-2012: a introdução do boxe feminino em três categorias (Mosca, até 51kg; Leve, até 60kg; e Meio-pesado, até 75kg).



Para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, a Federação Internacional de Boxe (AIBA, sigla em inglês) criou um novo sistema para permitir que lutadores profissionais participem dos Jogos pela primeira vez. Mas isso não significa que nomes como Floyd Mayweather vão estar no Rio, já que é preciso atender a alguns critérios e participar ativamente da APB (AIBA Pro Boxing), liga profissional da federação. Além disso, outras regras serão alteradas, como a obrigatoriedade do uso do capacete e de camiseta.

CBBoxe


As categorias


O boxe olímpico passou a ter 10 categorias no masculino e três categorias no feminino na última edição dos Jogos, em Londres-2012.



Masculino
•        Mosca-ligeiro (até 49kg)
•        Mosca (até 52kg)
•        Galo (até 56kg)
•        Leve (até 60kg)
•        Médio-ligeiro (até 64kg)
•        Meio-médio (até 69kg)
•        Médio (até 75kg)
•        Meio-pesado (até 81kg)
•        Pesado (até 91kg)
•        Superpesado (acima de 91kg)



Feminino
•        Mosca (até 51kg)
•        Leve (até 60kg)
•        Meio-pesado (até 81kg)



Curiosidades



Antes da fama
Com apenas 18 anos, um jovem norte-americano destinado à grandeza chegou aos Jogos de Roma-1968 com um sonho: ganhar a medalha de ouro entre os meio-pesados. Seu nome era Cassius Marcellus Clay. Mais tarde, Clay mudou o nome para Muhammad Ali e se tornou o maior boxeador da história.



Naquele ano, na Itália, Clay ainda era um ilustre desconhecido do esporte. Mas já mostrava o talento que o elevaria ao patamar de lenda. Para chegar ao ouro, passou pelo belga Yan Becaus — campeão olímpico em 1956 —, pelo soviético Gennady Shatkov, pelo australiano Anthony Madigan e pelo polonês Zbigniew Pietrzykowski.
Trinta e seis anos depois da conquista, já conhecido mundialmente como Ali, ele foi o responsável por acender a pira olímpica em Atlanta-1996 e recebeu do COI uma medalha de ouro, simbolizando sua conquista de 1968.



Vitória inesperada
As Olimpíadas de Seul-1988 renderam ao boxe uma das histórias mais curiosas e uma mudança na pontuação das lutas. Tudo por causa da atitude de três árbitros que quiseram evitar uma derrota embaraçosa de um lutador sul-coreano e acabaram dando a ele a medalha de ouro.



A final entre Park Si Hun e o norte-americano Roy Jones Jr., na categoria Médio-ligeiro, foi um verdadeiro atropelamento. A superioridade de Jones Jr. no combate foi tão grande que três dos cinco árbitros tiveram a mesma ideia: dar a vitória para o sul-coreano a fim de evitar um embaraçoso placar de 5 a 0 contra o atleta da casa. Resultado: medalha de ouro para Park e prata para o norte-americano.



Após a divulgação do resultado, o próprio sul-coreano, envergonhado, levantou a mão de Jones Jr. em sinal de reconhecimento da vitória. O curioso episódio forçou a Federação Internacional de Boxe (AIBA, em inglês) a rever o sistema de pontuação, que a partir de 1989, passou a ser registrada automaticamente durante o combate, assim que os golpes são desferidos.

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Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe)
Site: www.cbboxe.com.br
E-mail: mauro@cbboxe.com.br
Federação Internacional de Boxe (AIBA): www.aiba.org

Esportes Olímpicos: Basquetebol

História
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Foto: FIBA
O basquete é um exemplo perfeito da capacidade de adaptação e da criatividade dos seres humanos. Foi graças a um professor de educação física canadense que a modalidade nasceu, em 1891. A pedido do diretor da Springfield College, em Massachussets (EUA), James Naismith teve a missão de inventar um esporte que pudesse ser praticado em ginásios fechados, já que o inverno impedia os alunos de jogar ao ar livre.
Com duas cestas de frutas pregadas a 3,05m de altura, Naismith esboçou as primeiras regras do basquete, que perseverou e hoje é uma das principais atividades esportivas dos Estados Unidos e do mundo. Como toda novidade, o basquete começou com grandes dificuldades. A cesta, por exemplo, não era aberta no fundo. Assim, cada vez que os jogadores conseguiam acertar a bola lá dentro, era preciso subir para retirá-la.
Com o sucesso da modalidade, a primeira partida oficial não demorou a ser realizada. Em 11 de março de 1892, os alunos da Springfield College venceram os professores por 5 x 1. Desde então, o basquete não parou de evoluir. Naquele mesmo ano, foram desenhados os primeiros aros e, em 1895, surgiram as tabelas.
Pode-se dizer que a modalidade teve uma ascensão meteórica, pois em 1904, nos Jogos Olímpicos de St. Louis, o basquete apareceu como esporte de exibição. A entrada definitiva na competição veio em 1936, nas Olimpíadas de Berlim. Naquele ano, o próprio James Naismith jogou a bola ao alto pela primeira vez, marcando a entrada oficial do esporte nos Jogos.
Curiosidades
Hegemonia norte-americana
Em 18 edições dos Jogos Olímpicos, o basquete não contou com uma equipe norte-americana no lugar mais alto do pódio apenas duas vezes. O domínio dos Estados Unidos na modalidade é tão grande que somente em 1972, em Munique, e em 1980, em Moscou, eles não conquistaram a medalha de ouro.
Berço do basquete, os Estados Unidos somam impressionantes 26 medalhas. São 21 de ouro, duas de prata e três de bronze. Nas duas últimas edições dos Jogos, os norte-americanos foram campeões tanto no masculino quanto no feminino. Desde que as mulheres começaram a disputar o basquete nas Olimpíadas, em Montreal-1976, os EUA conseguiram a dobradinha dourada em cinco oportunidades.
Derrota polêmica
A história do basquete nas Olimpíadas se confunde com a dos Estados Unidos. Os maiores vencedores da modalidade são detentores de marcas praticamente inalcançáveis. Uma delas é a impressionante sequência de 62 vitórias da Seleção masculina.
Entre os Jogos de Berlim-1936 e Munique-1972, os norte-americanos venceram todas as partidas que disputaram. Nesse período, foram 62 vitórias e sete medalhas de ouro consecutivas. A primeira derrota veio justamente na final dos Jogos de 1972 e de forma controversa.
Os EUA venciam a União Soviética por 50 a 49, restando apenas um segundo no cronômetro. Mas, graças a uma intervenção de R. William Jones, à época secretário-geral da FIBA, o tempo restante passou para três segundos. De acordo com Jones, a mudança se justificava pelo momento em que o técnico da União Soviética, Vladimir Kondrashkin, tinha pedido tempo.
Os dois segundos adicionais fizeram toda a diferença para a partida. Os norte-americanos, que já comemoravam a vitória, viram um passe longo para Sasha Belov se transformar na cesta da vitória soviética e no fim da impressionante sequência de 62 jogos de invencibilidade. 
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Confederação Brasileira de Basketball (CBB)
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Esportes Olímpicos: Badminton

História
Ainda pouco popular no Brasil e caracterizado por ser uma misto de tênis e vôlei de praia jogado com uma peteca e uma raquete, o badminton tem sua origem indefinida, mas a modalidade que se conhece hoje teve início na Índia. Nascido sob o nome de Poona, o esporte ganhou força quando, ainda no século 19, oficiais britânicos em missões na Índia, após ter entrado em contato com o Poona e gostado da prática, resolveram levar o esporte para a Europa.
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Foto: Getty Images
Na década de 1870, o Poona, já na Inglaterra, foi rebatizado como badminton, após ganhar uma nova versão e ser praticado em Badminton, de propriedade do Duque de Beaufort's, em Gloucestershire.
Depois de se difundir por outros países nas décadas seguintes, o esporte viu seus praticantes se organizarem e fundar, em 1934, a Federação Internacional de Badminton (hoje chamada de Federação Mundial de Badminton – BWF), com sede em Gloucestershire. No início, eram nove nações filiadas: Canadá, Dinamarca, Escócia, França, Holanda, Inglaterra, Nova Zelândia e País de Gales.
A entrada oficial do badminton nas Olimpíadas (quando a modalidade passou a distribuir medalhas) é recente. Sua primeira participação foi em Barcelona, em 1992, quando a Indonésia brilhou, com as conquistas das medalhas de ouro por Susi Susanti, no feminino, e Allan Budi Kusuma, no masculino. Nas duplas, a vitória ficou com os coreanos Kim Moon-soo e Park Joo-bong.
No Brasil, a prática do badminton tornou-se competitiva a partir de 1983, quando foi disputada a primeira edição da Taça São Paulo. A Confederação Brasileira de Badminton, entretanto, só seria fundada dez anos depois, em 1993. Hoje, a entidade conta com 15 federações filiadas. Já a Federação Mundial tem 179 países filiados.
Em 1995, a modalidade foi disputada nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, na Argentina, e, depois, firmou-se no evento, sendo jogada até hoje. Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, o Brasil finalmente conquistou sua primeira medalha no torneio, um bronze, com a dupla Guilherme Kumasaka e Guilherme Pardo. Como o Brasil nunca disputou uma Olimpíada no badminton, a estreia do país nos Jogos será em 2016, no Rio de Janeiro.

Curiosidades



US$ 200 mil

O triunfo de Susi Susanti e de seu namorado Allan Budi Kusuma na disputa individual feminina e masculina dos Jogos de Barcelona, em 1992, elevou a dupla à condição de heróis no país natal. Antes deles, a Indonésia, que disputava as Olimpíadas desde 1952, nunca tinha subido ao alto do pódio. Por terem retornado para casa com duas medalhas douradas na bagagem, os dois tiveram uma recepção de gala, com direito a desfile em carro aberto de duas horas de duração. Mais do que isso, cada um deles recebeu um prêmio de US$ 200 mil.
300km/h
O badminton é o esporte de raquetes mais rápido do planeta. Enquanto no tênis o saque mais veloz já registrado atingiu 263km/h (do australiano Samuel Groth), no badminton a velocidade da peteca em um jogo profissional pode ultrapassar os 300km/h.
 
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