Esportes Olímpicos: Taekwondo

História
De origem coreana, taekwondo significa “a arte de usar os pés e as mãos na luta”. Há mais de dois mil anos, o rei Ching Heung, da 24ª dinastia Silla, formou uma tropa de elite com guerreiros especialistas em combates corporais. Batizado de Hwa Rang Do, o grupo funcionava como os samurais japoneses. Além de exímios lutadores usando armas como lança, arco e flecha e espada, os integrantes dessa tropa se especializaram em artes marciais, em especial o soo bak, que utilizava amplamente os pés e as mãos. No período da dinastia Koryo (924-1392), os mestres desenvolveram 25 posturas de luta, cujas técnicas formaram a base para o nascimento do taekwondo que se conhece hoje.
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Foto: Getty Images
Após a invasão japonesa na Coreia, que durou de 1909 a 1945, as artes marciais praticadas pelos coreanos foram proibidas. Eles só retomaram o hábito de treiná-las após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.
O nome taekwondo só passou a ser adotado na metade da década de 1950, quando, ainda sob os efeitos da Guerra da Coreia, travada entre 1950 e 1953, o general Choi Hong-hi teve sucesso na empreitada de unir diversas escolas de diferentes estilos de arte marcial sob uma única luta, batizada de taekwondo. Em 1964, realizou-se o primeiro campeonato nacional na Coreia e, em 1965, foi fundada a Korea Taekwondo Federation.
No Brasil, a modalidade foi introduzida em 1970, com a chegada do mestre Song Min Cho a São Paulo. O primeiro Campeonato Brasileiro aconteceu em 1973, ano em que foi fundada, na Coreia do Sul, a World Taekwondo Federation (WTF), entidade que organizou, já em 1973, o primeiro Campeonato Mundial.
Nas Olimpíadas de Seul-1988 e de Barcelona-1992, o taekwondo participou como esporte de exibição. Ficou ausente dos Jogos de Atlanta-1996 e retornou em Sydney-2000, quando foi incluído no programa olímpico e passou a valer medalhas.

Curiosidades


Jackie Chan
Nas Olimpíadas de Sydney, a lutadora britânica Sarah Stevenson ficou famosa por ter um padrinho financeiro conhecido no mundo inteiro pelos filmes de luta: Jackie Chan. Sarah não chegou ao pódio, mas passou perto, ficando na quarta colocação.
Medalha para o Brasil
Nas Olimpíadas de Pequim-2008, a lutadora Natália Falavigna conquistou a medalha de bronze e se tornou a única atleta do taekwondo brasileiro até hoje a subir no pódio olímpico. 
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Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD)
Federação Mundial de Taekwondo (WTF): www.worldtaekwondofederation.net

Esportes Olímpicos: Saltos Ornamentais

História
Engana-se quem imagina que a arte de saltar de várias alturas rumo à água nasceu recentemente. A prática que deu origem aos saltos ornamentais está registrada em murais pintados há cerca de 4 mil anos. Essas pinturas mostram povos babilônicos, caldeus e os antigos egípcios mergulhando de pontos elevados, com o objetivo de alcançar comida ou buscar tesouros no fundo do mar.
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Foto: SSPress
Como esporte, as primeiras competições conhecidas datam de 1822 e foram realizadas em Tischy, na Alemanha. Entretanto, foi apenas em 1971 que pela primeira vez uma competição foi fotografada e documentada. Ela ocorreu na Inglaterra, e a ponte de Londres foi usada como plataforma. Anos depois, a capital inglesa ergueu uma torre de cinco metros que passou a ser usada como plataforma para saltos e, a partir daí, o esporte se difundiu até chegar aos Estados Unidos.
Mas foi apenas em 1973 que a Federação Internacional de Natação (Fina) realizou o primeiro Campeonato Mundial, em Belgrado, na então Iugoslávia. Nas Olimpíadas, a modalidade já fazia parte do programa de competições desde os Jogos de St. Louis, em 1904, com provas de plataforma exclusivas para homens.
 
Curiosidades

Em sincronia

Apesar de se tratar de uma modalidade disputada há mais de um século em Olimpíadas, foi apenas na edição de Sydney, em 2000, que as competições de saltos sincronizados passaram a fazer parte do programa olímpico. Nelas, os atletas saltam em duplas, com o desafio de executar os movimentos de forma idêntica e ao mesmo tempo.

Primeira vez no Brasil

A primeira competição de saltos ornamentais ocorrida no Brasil se deu no Rio de Janeiro, em 1913, na enseada de Botafogo. O vencedor foi Adolpho Wllisch, também o primeiro saltador do país a disputar uma Olimpíada, em 1920, na Antuérpia, edição que marcou a estréia do Brasil em Jogos Olímpicos.
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Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)
Site: www.cbda.org.br
Federação Internacional de Natação (FINA): www.fina.org

Esportes Olímpicos: Rúgbi

História

O surgimento do rúgbi tem duas vertentes a serem consideradas. A primeira remete à semelhança da modalidade com outras que já eram jogadas nas civilizações mais antigas, como entre os romanos, por exemplo. Ainda que alguns considerem o rúgbi uma simples evolução desses esportes, a criação em si é creditada ao estudante da Rugby School da Grã-Bretanha, William Webb, que durante uma partida de futebol, em 1823, pegou a bola com as mãos e correu até o gol.

Polêmicas a parte, foram alunos da própria Rugby School, com ajuda de outros de Cambridge, entre 1845 e 1848, que elaboraram de fato as primeiras regras da modalidade. O rúgbi viu sua primeira federação nacional — a Rugby Football Union, da Inglaterra — surgir em 1871, mesmo ano em que escoceses e ingleses disputaram a primeira partida internacional, vencida pela Escócia. Mais tarde, em 1886, surgiu a International Rugby Board, entidade que regulamenta o esporte até hoje.
Nos Jogos do Rio de Janeiro-2016, o rúgbi será uma das novidades, ao lado do golfe. Mas a modalidade já tem sua pequena história olímpica documentada. Foi disputada nos Jogos de Paris-1900, Londres-1908, Antuérpia-1920 e Paris-1924. Nas quatro participações, França, Austrália e Estados Unidos (duas vezes) sagraram-se campeões olímpicos.
Em 2016, no entanto, estará em disputa uma modalidade chamada de rúgbi 7, com partidas mais velozes e dinâmicas. Essa versão, em que cada equipe joga com sete atletas, em vez de 15, foi criada na Escócia, no fim do século 19, mas só começou a ganhar o mundo em 1921, quando se realizou o primeiro torneio fora da Escócia. A Copa do Mundo do rúgbi 7 foi criada em 1993, entre os homens, e em 2009, para as mulheres.

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Curiosidades

Sucesso de público

Embora ainda fosse relativamente novo, o rúgbi conquistou um feito e tanto nas Olimpíadas de Paris-1900, a primeira da história da modalidade: o maior público de todos os eventos daquela edição dos Jogos. No total, 6 mil pessoas assistiram à final entre França e Inglaterra, sendo 4.389 pagantes.
Na decisão, os franceses conquistaram a primeira medalha de ouro da história do rúgbi olímpico. A final foi vencida pelos donos da casa por 27 a 8.

Confusão na final

De volta a Paris em 1924, as Olimpíadas tiveram novamente um excelente público na decisão do rúgbi. Mais uma vez, os franceses fizeram a final diante de sua torcida. O adversário agora era o time dos Estados Unidos, que atropelou os donos da casa e venceu por 17 a 3.
Revoltado por conta de jogadas que provocaram lesões em dois atletas franceses, o público que lotava o estádio – quase 40 mil pessoas – provocou uma grande confusão. Além das brigas, os torcedores vaiaram e xingaram os norte-americanos, que tiveram de deixar a cerimônia da entrega da medalha sob escolta policial.
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Confederação Brasileira de Rugby
Site: www.brasilrugby.com.br
E-mail: office@brasilrugby.com.br
Conselho Internacional de Rugby (IRB): www.irb.com

Esportes Olímpicos: Remo

História
Antes dos motores e das velas impulsionarem as embarcações pelas águas, o homem contava apenas com a própria força e um objeto para se locomover: o remo. Seguindo o destino natural de todas as atividades em que é possível competir, o remo se transformou em esporte.
Antigamente, até mesmo grandes barcos eram impulsionados por enormes e pesados remos, geralmente manuseados por escravos. Isso só foi mudar com o surgimento das velas, deixando os remos apenas para pequenas embarcações. Embora haja registros muito antigos da utilização do remo como meio de propulsão para balsas, as primeiras competições só foram disputadas no século 11, ainda em caráter festivo.
Aos poucos o esporte foi tomando maiores proporções. Em 1300, por exemplo, surgiu o termo regata, em Veneza, já tradicional pela disputa nas águas. Os venezianos também foram os responsáveis pela criação das provas com timoneiros. Depois, o remo só foi passar por mudanças significativas no fim do século 18, com o surgimento das regras que regem o esporte. Assim, em 1775 ocorreram as primeiras regatas oficiais.
A evolução dos barcos e dos próprios remos começou a fazer a diferença logo depois. Com barcos adaptados para a competição, surgiu em 1829 o tradicional desafio entre as universidades inglesas de Oxford e Cambridge, que até hoje é disputado. Em 1892, com a criação da Federação Internacional de Remo, a modalidade deu um passo fundamental para entrar no programa olímpico, estreando em Paris-1900 para nunca mais sair.

Curiosidades


Campeão desconhecido

Os Jogos de Paris-1900 — primeiros com a presença do remo — preservam até hoje um mistério que nunca foi e dificilmente será resolvido: quem foi o menino francês que conquistou a medalha de ouro ao lado dos remadores holandeses François Antoine Brandt e Roelof Klein?
Embora se tenha registro fotográfico do jovem campeão, não se sabe o nome ou a idade dele. A história do pequeno medalhista de ouro — talvez o mais jovem da história — é fruto de uma prática comum naquela edição dos Jogos. Favoritos ao título, os holandeses foram surpreendidos na fase de classificação ao ficarem quase nove segundos atrás dos franceses Martinet e Waleff. O motivo: enquanto o barco holandês tinha um timoneiro adulto — Hermanus Brockmann, de 60kg — os franceses colocaram como timoneiro uma criança, bem mais leve, para ganhar vantagem.
A tática deu certo na fase de classificação, mas abriu os olhos dos holandeses, que a imitaram na final. Daí surgiu o jovem campeão, escolhido como substituto de Brockamnn no momento decisivo – as regras da época permitiam incluir participante de outra nacionalidade. Os holandeses concluíram a prova em 7min34s2, contra 7min34s4 dos franceses, que ficaram com a prata.
Pai da estrela
O norte-americano John “Jack” Kelly venceu a prova do single skiff nas Olimpíadas da Antuérpia-1920 por apenas um segundo, em um duelo particular contra o britânico Jack Beresford. Famoso por ter mantido uma invencibilidade de 126 provas, Kelly veria sua família ficar ainda mais famosa.
Primeiro pelo filho, John Jr., que competiu em quatro Olimpíadas e venceu a tradicional regata Diamond Sculls duas vezes, em 1947 e 1949. Mas a família ficou ainda mais conhecida graças à filha de John Kelly, a atriz norte-americana Grace Kelly, que ainda se tornou princesa de Mônaco.
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Confederação Brasileira de Remo (CBR)
Site: www.remobrasil.com
Federação Internacional de Remo (FISA): www.worldrowing.com

Esportes Olímpicos: Polo Aquático

História
A paixão dos britânicos pelo futebol acabou inspirando a criação de uma modalidade completamente diferente, disputada dentro de uma piscina e utilizando apenas as mãos: o polo aquático. Antes de virar modalidade olímpica, o “futebol aquático”, como era conhecido no começo, teve a primeira partida oficial disputada em 1876 – apenas seis anos depois de seu surgimento como uma brincadeira para hóspedes de um hotel.
A evolução foi meteórica. Em 1880, já foi disputada a primeira competição internacional. Em 1888, veio uma mudança drástica: a criação dos gols. Até então, os pontos eram marcados quando a bola passava da linha de fundo. Esse detalhe, por sinal, ajuda a desvendar o mistério por trás do nome do esporte. O polo tradicional também se caracterizava pela marcação de pontos após a bola passar pela linha de fundo.
Foto: Satiro Sodré/SSPress
Mesmo tendo sido regulamentado oficialmente apenas em 1911, o polo aquático marcou presença já na segunda edição dos Jogos Olímpicos, em Paris-1900. Por muitos anos, a modalidade foi dominada pela truculência e pela força física de seus praticantes. Mas, aos poucos, a técnica foi ganhando espaço e acabou prevalecendo. Algumas regras ajudaram no processo, como o aumento da profundidade das piscinas e a limitação de tempo por posse de bola para 35 segundos.

Atualmente, o polo aquático é comandado pela Federação Internacional de Natação (Fina). O primeiro Campeonato Mundial da modalidade foi disputado em 1973 e conquistado pela Hungria, seleção que domina o cenário do esporte. Na última edição dos Jogos, no entanto, os húngaros ficaram apenas com a quinta colocação no masculino e a quarta no feminino. Os campeões foram Croácia e Estados Unidos, respectivamente.

Curiosidades


O dream team das águas

Nas piscinas do pólo aquático, nenhuma seleção é tão respeitada e temida quanto a da Hungria. Com 15 medalhas olímpicas na bagagem, os húngaros só são superados por uma equipe entre todos os esportes: a Seleção Norte-Americana de basquete. Os Estados Unidos conquistaram 14 medalhas de ouro nas quadras. A Seleção Húngara de polo aquático vem em segundo lugar, com nove títulos.
A Hungria chegou a Londres-2012 com a possibilidade de igualar um feito que apenas os britânicos tinham no currículo: vencer quatro títulos olímpicos consecutivos. Campeões em Sydney-2000, Atenas-2004 e Pequim-2008, os húngaros tiveram a chance de igualar o que a Seleção Britânica fez nas quatro primeiras edições dos Jogos em que o polo aquático foi disputado. Mas o sonho virou decepção, com o quinto lugar em Londres. Foi apenas a sexta vez, em 21 participações, que a Hungria não subiu ao pódio no masculino.
Conquistas em família
Com tantas conquistas, a Hungria tem em sua história alguns dos maiores jogadores da história do polo aquático. Um deles é Dezsö Gyarmati, considerado por muitos o melhor de todos os tempos. Como jogador, Gyarmati participou de cindo edições dos Jogos, entre 1948 e 1964. Nesse período, ajudou os húngaros a conquistarem três ouros, uma prata e um bronze. Para completar a carreira espetacular, ele foi o técnico da Hungria que faturou o ouro em Montreal-1976.
A família de Gyarmati seguiu o mesmo caminho. Em 1952, ele se casou com Éva Székely, campeã olímpica nos 200m costas em Helsinque-1952. Do casamento, nasceu Andrea Gyarmati, que também dedicou sua vida à natação. Nos Jogos de Munique-1972, Andrea acrescentou duas medalhas para a coleção da família: prata nos 100m costas e bronze nos 100m borboleta, prova na qual ela chegou a deter o recorde mundial. Para completar o sucesso, Andrea se casou com Mihály Hesz, dono de mais duas medalhas olímpicas — um ouro e uma prata — na canoagem.
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Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)
Site: www.cbda.org.br
E-mail: tesouraria@cbda.org.br
Federação Internacional de Natação (FINA): www.fina.org

Esportes Olímpicos: Pentatlo Moderno

História
A origem do pentatlo moderno é intimamente ligada ao militarismo. Na Grécia Antiga, os espartanos utilizavam a modalidade para selecionar os soldados mais completos e versáteis. Inserido pelos gregos nos Jogos da Antiguidade, o esporte tinha papel de destaque na disputa, já que o vencedor do pentatlo era considerado o grande campeão.
As modalidades e a forma de disputa eram diferentes das que são vistas atualmente. O pentatlo consistia de provas de salto em distância e altura, lançamento de disco e dardo, corrida e luta. Cada etapa era eliminatória, até que sobrassem apenas dois atletas para lutar entre si, definindo assim o vencedor.
A transformação do esporte para o que hoje conhecemos como pentatlo moderno aconteceu no fim do século 19, graças a um oficial sueco. Ele teve a ideia de adaptar o esporte para uma simulação militar. A intenção era criar a situação de um soldado que tinha que entregar mensagens atrás das linhas inimigas. A “aventura” começava a cavalo, passava pelo tiro, pela esgrima e pela natação, terminando na corrida.
Entusiasta do pentatlo moderno, o Barão de Coubertin conseguiu inserir a disputa nos Jogos de Estocolmo-1912. Para ele, a modalidade teria um destino parecido ao status desfrutado nos Jogos da Antiguidade, tornando-se uma das principais disputas das Olimpíadas. A previsão do Barão, entretanto, não se concretizou, e o pentatlo moderno ainda luta por um lugar ao sol contra modalidades mais bem aceitas pelo público.

Em Atlanta-1996, o pentatlo moderno sofreu uma alteração importante. Até então disputado em vários dias diferentes, os atletas passaram a cumprir as provas em apenas um dia. O objetivo era tornar a disputa mais dinâmica e atrativa para o público. Na primeira edição com a mudança, Aleksandr Parygin, do Cazaquistão, conquistou a medalha de ouro com um total de 5.551 pontos, após 13h de competição.

Curiosidades
 De Hollywood para as Olimpíadas
O ator Dolph Lundgren é mundialmente conhecido pelo papel do boxeador Ivan Drago, arquirrival de Rocky Balboa — interpretado por Silvester Stalone — no filme “Rocky IV”. Mas há outros fatos em relação ao ator que não são tão divulgados. Alguns exemplos: Lundgren é faixa preta e bicampeão europeu de caratê, tem um mestrado em engenharia química e esteve nas Olimpíadas de Atlanta-1996 como coordenador da equipe norte-americana de pentatlo moderno.
A história do ator com o pentatlo começou graças ao cinema. Em 1994, foi lançado o filme “Penthatlon”, em que o personagem de Lundgren se envolve com neonazistas após conquistar o ouro olímpico pela Alemanha Oriental nos Jogos de Seul-1988. O contato com a modalidade fez com que ele recebesse um convite para liderar a equipe dos Estados Unidos em Atlanta e chamar a atenção para o esporte, que corria o risco de deixar o programa olímpico.
A parceria não deu muito certo. Em Atlanta, o norte-americano Michael Gostigian — único representante do país nos Jogos — terminou a competição no modesto 16º lugar, com um total de 5.305 pontos.

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Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM)

Site: www.pentatlo.org.br
E-mail: pentatlo@pentatlo.org.br
Federação Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM): www.pentathlon.org

Esportes Olímpicos: Natação

História
Apesar de não ser um exercício tão natural para o ser humano como caminhar ou correr, a natação existe há milênios. Praticada na Grécia Antiga e pelos romanos, entre outros povos, a natação, embora popular, demorou muito para se transformar em uma competição organizada, tendo seus estilos se desenvolvido de diferentes formas ao longo da história.
Um dos primeiros registros data de 1696, quando o francês M. Thevenal descreveu uma maneira singular de nadar, semelhante ao nado de peito praticado atualmente, que consistia em movimentos de pernas e braços parecidos com os de uma rã. O nado de costas teve sua primeira forma criada em 1794, pelo italiano Bernardi. Ele sugeriu um movimento com os dois braços sendo jogados para trás simulaneamente, que, a partir de 1912, foi aperfeiçoado, tornando-se bem parecido com o nado de costas praticado atualmente.
Em 1873, o inglês John Trudgen desenvolveu uma nova técnica, que consistia em rotações laterais do corpo, tendo a movimentação dos dois braços sobre a água como principal fonte de deslocamento. Essa técnica, batizada de Trudgen ou “over-arm-stroke”, foi aperfeiçoada pelo australiano Richard Cavill e, posteriormente, transformou-se no nado crowl (livre) que conhecemos hoje.
Finalmente, na década de 1930, nadadores norte-americanos, já durante competições, atentaram para o fato de que as regras do nado de peito não impediam que o movimento dos braços fosse realizado sobre a superfície da água, o que permitia um deslocamento mais rápido. Essa manobra conviveu com a técnica do nado peito por quase 20 anos até que, em 1948, um nadador húngaro a transformou no nado borboleta, reconhecido oficialmente pela Federação Internacional em 1953 como um estilo da natação.
Os primeiros torneios remontam ao século 19, tendo ocorrido na Austrália, em 1858, no Campeonato Mundial de 440 jardas. Em 1869, a Inglaterra realizou o 1º Campeonato Nacional e, finalmente, em 1877, os Estados Unidos adotaram a forma de competições organizadas, inicialmente, pelo New York Athletic Club. Aos poucos, a modalidade ganhou força e, em 1908, durante as Olimpíadas de Londres, foi fundada a Federação Internacional de Natação (Fina), que comanda não só as provas da modalidade, mas as de nado sincronizado, polo aquático e saltos ornamentais.
No Brasil, o esporte surgiu, oficialmente, em 31 de julho de 1897, com a fundação da União de Regatas Fluminense. Um ano depois, o Clube de Natação e Regatas organizou o primeiro Campeonato Brasileiro, que consistia em uma distância de 1.500 metros, entre a Fortaleza de Villegaignon e a praia de Santa Luzia, no Rio de Janeiro.
 
Curiosidades

Piscinas? Só em na década de 1930

Se a prática da natação é milenar, o hábito de competir em piscinas é recente. As piscinas exclusivas para competições de natação só passaram a ser utilizadas entre os anos de 1930 e 1940. Coube à Federação Internacional de Natação (Fina) determinar as medidas oficiais das piscinas de competição. Atualmente, as provas são disputadas em piscinas longas (de 50 metros), utilizadas nas Olimpíadas, ou curtas (de 25 metros).
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Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA)
Federação Internacional de Natação (FINA): www.fina.org

Esportes Olímpicos: Nado Sincronizado

História
Se comparado a outros esportes, o nado sincronizado pode ser considerado ainda um bebê. A primeira aparição da modalidade nas Olimpíadas foi em Los Angeles-1984. O nado sincronizado tem outra particularidade que vem desde o seu nascimento: o caráter artístico. Isso porque a modalidade surgiu, entre o fim do século 19 e o início do século 20, como um verdadeiro balé aquático.
No início, as apresentações eram feitas por homens, mas logo as mulheres passaram a dominar. O primeiro registro de apresentação de balé subaquático é de 1907, em Nova York. Naquele ano, a australiana Annette Kellerman se apresentou no New York Hippodrome dentro de um tanque de vidro.
Mas o nado sincronizado não se transformou no que é hoje tão facilmente. Mesmo com algumas apresentações em competições de natação ao longo dos anos, foi somente em 1934, na Feira Mundial de Chicago, que o termo “nado sincronizado” foi utilizado pela primeira vez. A partir dali, o esporte tomou forma e os atletas começaram a se aperfeiçoar técnica e fisicamente.
Após a primeira competição oficial ter sido disputada em 1940, o nado sincronizado não perdeu tempo e buscou logo virar um esporte olímpico. O caminho não foi fácil. De 1952 a 1968, participou como esporte de demonstração. A primeira conquista oficial foi em 1955, nos Jogos Pan-Americanos do México. Alguns anos mais tarde, em 1973, já sob o comando da Federação Internacional de Natação (Fina), foi disputado o primeiro Campeonato Mundial da modalidade. Com a globalização do nado sincronizado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) acrescentou o esporte à lista oficial em 1982. A estreia, portanto, ocorreu em Los Angeles-1984.
As provas
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Foto: Satiro Sodré/SSPress

O nado sincronizado olímpico é disputado em duas categorias:
- Dueto
- Equipe: no mínimo quatro e no máximo oito atletas

As atletas têm que fazer duas apresentações:
- Rotina técnica: 2min20s para duetos e 2min50s para equipes. As atletas precisam efetuar movimentos obrigatórios, estabelecidos pelos árbitros.
- Rotina livre: 3min30s para duetos e 4min para equipes. As atletas efetuam movimentos e formações escolhidas pela equipe.

Curiosidades


Erro de digitação

A canadense Sylvie Fréchette perdeu uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona-1992 por um descuido de uma brasileira. Árbitra da competição, Ana Maria da Silveira se equivocou ao dar nota para a bela apresentação da canadense e digitou 8,7 em vez de 9,7, como pretendia.
A própria Ana Maria percebeu e admitiu o equívoco, já sob os protestos de Sylvie, mas não teve jeito. O lugar mais alto do pódio acabou mesmo com a norte-americana Kristen Babb-Sprague, que em um gesto de reconhecimento à boa apresentação da rival, a colocou no topo do pódio. A injustiça com a nadadora canadense foi desfeita três anos depois, em 1995, quando o COI entregou-lhe a medalha de ouro.
Hegemonia russa
Das sete edições dos Jogos Olímpicos em que o nado sincronizado participou, a Rússia dominou o pódio, tanto no dueto quanto por equipes, nas últimas quatro. De Sydney-2000, passando por Atenas-2004 e Pequim-2008, até chegar a Londres-2012, as russas levaram para casa todas as medalhas de ouro disputadas.
Uma das grandes responsáveis por esse sucesso é Anastasia Davydova. Aos 30 anos, a nadadora é a maior vencedora olímpica do nado sincronizado. Nos Jogos de Atenas-2004 e Pequim-2008, Davydova venceu tanto a prova de duetos quanto a prova por equipes pela Rússia, somando quatro ouros. Em Londres-2012, ela voltou à disputa, desta vez somente por equipes, e saiu vencedora mais uma vez, chegando à quinta medalha dourada, um recorde para um atleta russo.
Entre 2001 e 2009, Davydova foi campeã mundial 12 vezes. Depois da última edição dos Jogos, no entanto, a russa anunciou a aposentadoria e virou técnica.
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Esportes Olímpicos: Maratonas Aquáticas

História

Se o ato de nadar é uma prática milenar, percorrer grandes distâncias a nado, seja em rios ou em mar aberto, é um desafio que se acentuou a partir de 1875, quando o capitão inglês Matthew Webb protagonizou uma façanha. Ele se tornou o primeiro homem a cruzar nadando o Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França. Com a técnica de peito, Webb, que havia falhado em uma primeira tentativa, realizada em 12 de agosto, completou a empreitada em 24 de agosto, após exaustivas 21 horas e 45 minutos de exercício num percurso de 64 quilômetros.

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Foto: SSPress
O feito inspirou uma série de nadadores, que passaram a percorrer a nado não só o Canal da Mancha como vários outros pontos do planeta. Aos poucos, a disputa em águas abertas se popularizou, até que, em 2005, o Comtiê Olímpico Internacional (COI) anunciou que a maratona aquática faria parte do programa dos Jogos Olímpicos, com uma disputa de 10km. Assim, em Pequim-2008, a primeira disputa foi realizada. No masculino, o ouro ficou com o holandês Maarten van der Weijden. Em Londres-2012, quem subiu ao lugar mais alto do pódio entre os homens foi Oussama Mellouli, da Tunísia. Entre as mulheres, brilhou a húngara Eva Risztov.
Curiosidades

Prática milenar

Embora a maratona aquática seja uma disputa nova em Olimpíadas, tendo sido disputada pela primeira vez nos Jogos de Pequim, em 2008, evidências apontam que disputas de natação em águas abertas já eram disputadas há cerca de 2 mil anos.

A correnteza ajudou

Nas Olimpíadas de Paris, em 1900, as provas de natação ocorreram no Rio Sena e os nadadores deram suas braçadas com a correnteza atuando a favor. Assim, os tempos foram baixos, tanto que, o vencedor em 1900, o australiano Frederick Lane, faturou a prova dos 200m livre com o tempo de 2min25s02, enquanto o vencedor da mesma prova nos Jogos de 1904, em St. Louis, percorreu a mesma distância em 2min44s02. 
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Esportes Olímpicos: Lutas

História
Lutar é uma das atividades esportivas mais antigas. Muito antes de ser considerada como um esporte, a luta tinha o conceito básico de defesa e de ataque, no sentido de demonstrar superioridade em um confronto. Há registros de lutas em praticamente todas as eras da humanidade, passando por babilônicos, egípcios, japoneses, chineses, gregos e romanos, desde milhares de anos antes de Cristo até hoje.
Sendo praticada por tanto tempo e em tantos lugares, obviamente há os mais diversos tipos de luta espalhados pelo mundo, sendo difícil determinar exatamente uma origem. Mas os grandes responsáveis pela introdução da modalidade no mundo esportivo foram os gregos. A luta começou a ser disputada nos Jogos da Grécia Antiga no século 7 a.C.. Ao longo dos anos e das edições das Olimpíadas, a modalidade foi evoluindo e ganhando particularidades.
O modelo de luta dos gregos inspirou os franceses a criar, no início do século 19, o estilo hoje conhecido como luta greco-romana. Foi o primeiro passo para a profissionalização. Nos Jogos de Atenas-1896, a luta greco-romana já apareceu no programa olímpico, na categoria superpesado. O primeiro medalhista de ouro foi o alemão Carl Schuhmann.
A partir de St. Louis-1904, os Jogos passaram a contar também com a luta livre, a única disputada naquele ano. Essa versão da modalidade já chegou dividida em várias categorias de peso — galo, pena, leve e superpesado, por exemplo. A luta greco-romana voltou a fazer parte do programa em Atenas-1906, quando o estilo livre ficou de fora.
Em Londres-2012, a luta olímpica distribuiu 18 medalhas de ouro no total. Os maiores vencedores foram a Rússia, o Irã e o Japão. Os russos conquistaram quatro ouros: três no masculino e um no feminino. As disputas entre as mulheres foram dominadas pelas japonesas, que ficaram com três ouros. Já os iranianos subiram ao lugar mais alto do pódio três vezes entre os homens.

Curiosidades


Cai uma lenda

O maior nome da história da luta greco-romana é o russo Alexander Karelin. Mais do que isso, o lutador detém um dos feitos mais impressionantes do esporte em geral. De 1987 a 2000, Karelin – também conhecido como o Urso da Sibéria, o Experimento e Alexandre, o Grande – não perdeu uma luta sequer. Nesse período, ganhou diversos títulos mundiais e europeus, além de ter conquistado três medalhas de ouro nos Jogos de Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996.
Em Sydney-2000, Karelin chegou à final em busca da quarta medalha de ouro, mas sua incrível invencibilidade chegou ao fim. O responsável pelo feito foi o norte-americano Rulon Gardner. Na grande final olímpica dos superpesados, o russo de 1,91m e o norte-americano de 1,92m protagonizaram um duelo muito equilibrado, vencido por Gardner pelo placar mínimo: 1 a 0. O resultado fez com que o norte-americano fosse recebido com festa em seu país, como herói nacional.
Domínio soviético
Os Jogos de Montreal-1976 e de Moscou-1980, na luta olímpica, foram dominados pela cor vermelha da bandeira da extinta União Soviética. Na cidade canadense, os soviéticos conquistaram nada menos do que 12 das 18 medalhas de ouro que estavam em jogo, além de mais duas pratas e dois bronzes. Somente uma categoria não teve um lutador soviético no pódio: peso pena, no estilo livre.
Quatro anos depois, lutando em casa, a União Soviética manteve o domínio. Foram 20 categorias disputadas, com 12 medalhas de ouro para os soviéticos. A ausência dos norte-americanos naquela edição também ajudou, já que os Estados Unidos haviam conquistado três ouros em Montreal.
Acesse também
Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA)
Federação Internacional de Lutas Associadas (FILA): www.fila-official.com